A falta de fundos está a condicionar o uso do asfalto das vias com buracos na autarquia do Dondo. Não intervir é mais preocupante ainda. A Autarquia recorre ao uso de cimento para tapar os buracos.
As intervenções abrangem a Rua do Mulembwe, Rhonda, zonas dos semáforos, Mercado Manuel Cambeso, Correios, Mercado Central e pequenos troços da Rua Manuel Machaque.
O empreiteiro desistiu a rua da rádio local, devido à falta de dinheiro. Neste momento, decorrem intervenções com recursos humanos da autarquia.
A autarquia investe 100.000 meticais para o solo-cimento considerado uma alternativa de menor custo para intervenção nos pontos mais críticos.
Segundo o vereador de Construção Urbana no Conselho Municipal do Dondo Faruq Gani, a medida foi adoptada para minimizar os impactos da degradação das vias sem criar uma pressão muito significativa ao cofre municipal.
A autarquia justifica a opção pela falta de recursos financeiros para suportar os custos de asfalto nas vias degradadas.
“Tivemos de adoptar um sistema de solo-cimento, achamos que tem um custo baixo e poderíamos minimizar os impactos uma vez que não temos orçamento para cobrir essas despesas”, sublinhou Gani, acrescentando que “assim que receber os fundos, vamos ter que adquirir o material necessário para fazer a substituição”.
Em 2025, o Fundo de Estradas anunciou 586 milhões de meticais para estradas urbanas dos municípios.
O atraso da transferência do Fundo de Investimento de Iniciativa Autarquia (FIIA) agrava a cada dia a capacidade das edilidades em responder às necessidades locais.
Por agora, “em jeito de medidas de precaução, ao invés de buracos manterem-se abertos, achamos melhor tapá-los a recurso solo-cimento”.
O vereador reconhece, contudo, que a solução é temporária e poderá não resistir à época chuvosa. Mas, neste momento, há viaturas a circularem normalmente nos locais intervencionados.
“São medidas preventivas, não são efectivas. Terão um período para garantir uma boa circulação”, explicou Gani, acrescentando que a edilidade espera retomar e concluir as intervenções em falta nos próximos dias.
Gani explicou ainda que o uso a recurso solo-cimento representa uma alternativa economicamente mais acessível para o município. “Com essas intervenções de tapamento de buracos, gastámos menos de 100 mil meticais. Se fosse com asfalto, a diferença seria maior. São custos não elevados. É claro que têm algum impacto do ponto de vista orçamental, mas não se pode comparar com o asfalto, que é mais caro”, concluiu. (Narcísio Cantanha).
Discover more from JORNAL PROFUNDUS
Subscribe to get the latest posts sent to your email.








