O Tribunal Judicial do distrito de Gorongosa regista entre oito a nove casos de crimes ambientais por semana, o que levanta ainda desafios para a mudança de comportamentos nas comunidades e revela o trabalho coordenado dos fiscais do Parque Nacional da Gorongosa (PNG) e autoridades locais. São dados revelados em entrevista pelo juiz presidente do Tribunal, numa visita de alunos da Escola Secundária Eduardo Mondlane de Gorongosa, no âmbito da sessão do tribunal de portas abertas.
Benedito Nhança explicou que dos vários casos que dão entrada ao Tribunal de Gorongosa, o destaque vai para crimes ambientais como a caça furtiva, pescas, mineração ilegal nas zonas de conservação entre outras práticas. “São casos que nos preocupam como autoridade da justiça, porque são cidadãos sendo presos”, por semana. E às vezes são cidadãos locais detidos por conflito com a fauna.
O juiz presidente do Tribunal Judicial de Gorongosa revelou que nos encontros com a equipa do Parque Nacional da Gorongosa, dizem que acontecem actividades de sensibilização nas comunidades, recolha de instrumentos, e trabalho de apoio às comunidades como a criação de animais domésticos entre outras iniciativas, de modo a desviar a população, na prática desse crime. Mesmo assim, “a população de forma deliberada e persistente acaba cometendo esses crimes” contra a biodiversidade.
No entanto, Benedito Nhança, desencoraja a prática desses crimes e de outros crimes puníveis perante a lei e a justiça.
Ainda no âmbito da sessão do tribunal de portas abertas, Benedito Nhança esclareceu dúvidas aos alunos da 12.ª Classe, como as actividades decorrem desde o Comando da Polícia ao tribunal e penitenciária.
A partir daquela experiência, os alunos já têm noção dos processos judiciais, a necessidade de evitar crimes e sonhar como magistrado. (Ana Cleta de Lopes Coimbra).
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