Acidentes continuam alarmantes no País apesar da redução

Existem estratégias da Polícia da República de Moçambique (PRM), envolvimento comunitário na comunicação contra acidentes de viação, além dos problemas já conhecidos como o excesso de velocidade, condução imprudente e outras condutas que podem contribuir para a ocorrência de acidentes. Mesmo assim, os casos de morte, ferimentos e danos materiais continuam preocupantes nas diferentes estradas moçambicanas. É aí onde exige uma reflexão integrada, envolvendo entidades públicas, privadas e as comunidades na busca de soluções conjuntas para a prevenção de acidentes rodoviários.

A PRM criou condições para promover uma reflexão multissectorial entre a Polícia de Trânsito, instituições do Estado, sector privado e as comunidades com objectivo de reflectir sobre os acidentes rodoviários desde as causas a consequências, para além de consolidar uma cultura de segurança rodoviária partilhada.

Na ocasião, o Comandante-Geral da PRM, Joaquim Adriano Sive, explicou que o País continua a registar acidentes de viação em diferentes níveis. Só no primeiro semestre de 2026, Moçambique teve “169 contra 326” no igual período de 2025, portanto, uma “redução de 48%”. Igualmente, houve redução de vítimas mortais, “239 mortes contra 409” no período em análise.

“Das várias causas, o Homem tem sido o epicentro da problemática dos acidentes de viação”, disse o Comandante-Geral da PRM.

No mesmo período, as vítimas com ferimentos graves foram registadas em “189” contra “314”. Enquanto feridos ligeiros em números de “509” para “293”. Danos materiais avultados, “137” contra “228” e danos materiais ligeiros reduziram de “165” para “81”.

Entretanto, “ainda que os dados reflictam uma redução dos acidentes de viação, redução de óbito, feridos graves e ligeiros, preocupa-nos a ocorrência”.

Segundo Joaquim Sive, estes números do primeiro semestre de 2026, reflectem uma minoria dos esforços da polícia e de outros intervenientes que disseminam apelos para uma condução mais responsável.

Qualquer sinistralidade rodoviária deve preocupar a polícia. Pois, “quando há registo de morte são famílias que perdem um provedor. Dos acidentes de viação, temos compatriotas os nossos que ficam condicionados a realizar actividades para melhorar a sua família, mas também para desenvolver o nosso País”, chamou a atenção.

O evento decorreu um dia depois de um acidente envolvendo duas viaturas matar 24 pessoas no distrito de Zavala, na zona de Elene, dentro da província de Inhambane. Um dos transportadores saiu da província de Sofala com destino à vizinha África do Sul. No local, a Polícia de Trânsito e outros intervenientes concluíram o factor humano como o culpado.

Especificamente, a província de Sofala onde decorreu o primeiro fórum nacional, teve 18 casos no primeiro semestre de 2026 contra 23 do igual período de 2025.

 

Polícia foca-se na época de pico da sinistralidade

Anualmente, a quadra festiva tem sido o pico dos acidentes em Moçambique, o que obriga estratégias integradas e atempadas de resposta.

“Como sabem, vamos para um momento de festividades de fim de ano e do Natal, em dezembro, em que as nossas estradas são muito visitadas por turistas nacionais e tantos outros que vêm conhecer o nosso país e desfrutar da sua beleza. Se não estivermos preparados e unidos para mitigar os acidentes de viação, situações dramáticas podemos ter”, alertou o Comandante-Geral da PRM.

O Comandante-Geral da PRM apelou ainda à responsabilidade colectiva, defendendo uma participação activa dos cidadãos, da Polícia e de outros parceiros da segurança rodoviária na procura de soluções adequadas à realidade moçambicana.

Sive evita que os acidentes sejam mais mortais que qualquer doença no País.

Lembre-se que em 2025, decorreu a reflexão nacional da polícia de Trânsito, no âmbito da 33.ª Edição das Jornadas da Polícia de Trânsito, cuja cidade de Nampula acolheu o evento.

Já em 2026, o 1.º Fórum de segurança rodoviária com envolvimento comunitário, no âmbito da 34.ª Jornada Nacional da Polícia de Trânsito decorreu em Sofala (Beira), onde Sive serviu como Comandante provincial subindo para Comandante-Geral da PRM, em 2025.

O fórum decorreu, o resultado esperado é acima de tudo evitar os acidentes de viação. Afinal, “Na estrada, cada viagem segura é uma família feliz”. Este lema não é por acaso, pretende-se, através dele, transmitir um sinal de responsabilidade ao transportar vidas ou ao se fazer nas estradas. E isso requer maior envolvimento da população nas soluções locais de segurança rodoviária; medidas integradas de fiscalização e educação cívico-rodoviária (sem corrupção nos postos de trânsito); resposta e atendimento rápido das vítimas, incluindo o uso de canais permanentes de comunicação entre as autoridades e as comunidades. (Narcísio Cantanha).


Discover more from JORNAL PROFUNDUS

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Discover more from JORNAL PROFUNDUS

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading