O Parque Nacional da Gorongosa (PNG), através do Programa de Educação para Conservação, em coordenação com o Governo do distrito, município e comunidades, juntou cerca de 200 pessoas no âmbito do Dia Mundial da Limpeza, 20 de Setembro, antecipado. Da Praça dos Heróis, os agentes da mudança de comportamento munidos de enxadas, pá, ancinho, vassouras e carrinhas de mão limparam a vila de Gorongosa passando pelas principais ruas, mercados até à tribuna municipal.
A limpeza foi garantida em todos os seis distritos. No distrito de Gorongosa, decorreu no último sábado.
Na ocasião, a supervisora distrital do Programa de Educação para Conservação do PNG, Narcísia Alberto Farneira, explicou que a jornada de limpeza visa “chamar à consciência da comunidade para deixar os locais que vivemos e frequentamos sempre limpos, evitando doenças”.
Embora haja actividades de sensibilização para a mudança de comportamentos na comunidade, ainda existem desafios na gestão dos resíduos sólidos, “desde a recolha ao seu tratamento”, reconheceu a supervisora distrital do Programa de Educação para Conservação do PNG.
No encontro, a Gorongosa incluiu uma palestra sobre a necessidade da limpeza e de conservar o meio ambiente, explicando sobre a sua importância e os seus benefícios.
Para o futuro, a Gorongosa projecta “comunidades conscientes” para um ambiente limpo.
Igualmente o Governo tem desenvolvido acções para mudança de comportamento na gestão dos resíduos sólidos, depositando o lixo em lugares indicados pelo Conselho Municipal de Gorongosa.
“Na comunidade temos notado muita imundície. Hoje recordamos sobre as nossas acções no que diz respeito ao tratamento do lixo. Aprendi hoje sobre o benefício de fazer limpeza e manter o meio saneado. Gostaríamos que essas iniciativas também fossem introduzidas nas escolas para que as crianças cresçam com conhecimentos, não crescerem cometendo o mesmo erro por falta de conhecimento, e para garantir uma geração organizada”, disse Alberto Maciel Bulande.
“É triste a realidade que vivemos na comunidade. Vivemos numa comunidade suja, e hoje reflectimos sobre as nossas acções com a natureza. Que essas iniciativas não sejam só realizadas em um dia como hoje, mas que se realizem sempre, porque às vezes fazemos por falta de informação sobre as consequências das nossas acções. Assim que aprendi também farei a réplica para haver mudanças na comunidade, como forma de não deixar a futura geração com uma mentalidade corrompida”, disse a participante da limpeza, Delfina Araújo. (Ana Cleta de Lopes Coimbra).
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