Funcionários trancam portas da edilidade de Gorongosa exigindo salários

Hoje, os funcionários do Município de Gorongosa, trancaram as portas, num dia em que os vários sectores exercem as suas actividades normais, excepto o da educação, em plena celebração do Dia do Professor, 12 de Outubro.

Os funcionários estão sem salários desde junho do presente ano. A reivindicação começou ao serem surpreendidos com apenas um mês de pagamento do salário atrasado.

Afinal, enquanto, o edil, Sabete Morais inaugurava a Praça da ONP, que custou cerca de 1.200.000 meticais, o edifício do Município estava trancado. Numa entrevista anterior, o autarca disse que o valor vem de receitas próprias.

O atraso de salários já tem “barbas brancas” na autarquia de Gorongosa.

Os funcionários têm um histórico de até seis meses sem os respectivos ordenados, desta vez, decidem trancar as portas.

Os funcionários são chefes de família, com responsabilidades. ” Já sobrevivemos, somos resilientes, para agora virem pagar apenas um mês desde junho que estamos sem salários. Valia a pena não nos pagar um mês e continuarmos na expectativa do que nos dar um mês”.

Hoje, decidiram agir, depois de alegadamente, descobrirem que o Ministério das Finanças não deve aos funcionários do Conselho Municipal da Vila de Gorongosa. Esta informação fluiu durante a recente visita do Secretário de Estado de Sofala, Manuel Rodrigues, a Gorongosa.

Segundo os funcionários, a edilidade alegava que o problema do atraso no pagamento dos salários deve-se ao facto de o Estado não canalizar os valores.

“Prometemos reabrir as portas mediante o pagamento dos nossos salários atrasados, ou mediante um diálogo”, disse outro munícipe.

Contactada a edilidade para um contraditório como princípio jornalístico, prometeu pronunciar-se após reunir com os funcionários.

Enquanto uns comemoram como professor no seu dia, além da praça entregue ainda hoje, outros estão de “estômago vazia” pelo atraso de salários. Mas há um pormenor: desafios de gestão da edilidade ao serviço do munícipe.

A pergunta de muitos, mas que exige coragem no contexto moçambicano:

Como é possível gastar cerca de 1.200.000 meticais para uma praça, enquanto aqueles que fizeram essa receita “não comem há meses”? (Muamine Benjamim).

Escute as entrevistas em Profundus Informativo:

 


Discover more from JORNAL PROFUNDUS

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Discover more from JORNAL PROFUNDUS

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading