Beira: Dez indivíduos indiciados do seu envolvimento na morte de uma cidadã acusada de feitiçaria

Dez indivíduos encontram-se detidos nas celas da 4.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), no bairro da Munhava, cidade da Beira, indiciados de estarem envolvidos no ritual que culminou com a morte de Helena Chutale, de 43 anos, acusada de feitiçaria.

Alguns indiciados na morte de Helena, são irmãos dela que a submeteram ao ritual tradicional (bafo), supostamente por ser a responsável do sofrimento da familiar, incluindo doenças constantes e falta de sorte.

A curandeira com mais de 30 anos de experiência contou que foi chamada pela família da vítima para realizar um ritual, mas antes advertiu que “o trabalho não iria cair bem”, mas os familiares insistiram. “Concluí que o problema afectava toda a família e disse que todos deviam entrar no bafo, incluindo a vítima. Expliquei que o sofrimento poderia resultar em doenças ou paralisia, mas não apontei ninguém em particular”, afirmou.

Para a curandeira, se tratasse os espíritos malignos, poderiam passar para outra pessoa. E no tratamento, “foi-lhe dito que deveria abandonar todos os instrumentos, porque eram os mesmos espíritos que estavam a trazer azar à família e até a alguns vizinhos”, explicou.

O irmão da vítima contou que a família procurou pela curandeira para compreender as doenças que vinha enfrentando. “Durante a consulta, foi citado o nome da minha irmã”, a qual reconheceu o seu envolvimento espiritual. “Ela [Helena] disse-me: mano, o que podemos fazer para ultrapassar essa doença? Porque eu sei que estou a fazer isso’”, contou.

O porta-voz da PRM em Sofala, Honório Chimbo, falando ontem, terça-feira , em conferência de imprensa explicou que o caso foi denunciado pela própria filha da vítima. “A Polícia tomou conhecimento do homicídio agravado quando a filha da vítima nos deu a conhecer. Do trabalho realizado, conseguimos perceber que os irmãos submeteram a sua irmã a um tratamento tradicional para aferir se era feitiçaria ou não. Durante este ritual, a vítima não resistiu, passou mal, foi socorrida ao Hospital Central da Beira, onde infelizmente perdeu a vida”, explicou.

O porta-voz da PRM acrescentou que todos os envolvidos foram neutralizados. “Foi possível a localização e neutralização da curandeira envolvida, tal como dos demais irmãos”, somando “dez pessoas [que] detidas” sobre o caso.

A PRM apelou à sociedade para que casos de conflito não sejam resolvidos com violência. “Alguém foi tirado a vida, e o mais grave é que foram os próprios irmãos que deveriam cuidar e preservar a vida dela”, mas foi ao contrário, optaram por meio de tortura que levaram à morte da vítima, horas depois.

“Quando tivermos problemas, devemos procurar resolver de forma amigável. Caso não seja suficiente, podemos pedir ajuda a vizinhos, padrinhos”, se for também necessário, recorrer a outras entidades competentes para resolver o caso.

“Os autos que justificam a privação da liberdade dos indiciados já foram lavrados e encaminhados ao Ministério Público”, disse a PRM, assegurando que cada um responderá pelo grau da sua participação e terá a pena correspondente. (Narcísio Cantanha).

Rádio Comunitária de Chemba: 15 anos comunicando com desafios

A Rádio Comunitária de Chemba festejou os seus 15 anos de existência com desafios. No âmbito da celebração de mais um aniversário, os profissionais da Rádio Comunitária de Chemba reafirmaram o compromisso de informar, educar e entreter as comunidades locais, destacando o papel essencial da comunicação social no desenvolvimento humano e comunitário.

Fundada a 12 de Agosto de 2010, a rádio tem servido como uma ponte entre o cidadão e as instituições, promovendo a participação cívica, a valorização da cultura local e a consciencialização sobre temas chave como saúde, educação, agricultura e cidadania, considera o coordenador António Choa.

Hoje, a Radio conta com 32 comunicadores voluntários.

Como parte das celebrações, realizou-se uma marcha pelas artérias da vila-sede de Chemba, simbolizando a ligação entre a rádio e a comunidade, marcando o dia com uma transmissão especial ao vivo na zona de Lamanne, promovendo debates comunitários, música local e testemunhos de ouvintes sobre o impacto social da rádio.

A Rádio Comunitária de Chemba continua com necessidade de parceiros para apoiar financeiramente os comunicadores; alargamento do sinal da antena, funcionando também como repetidora nacional; a criação de projectos comunitários sustentáveis; a melhoria dos equipamentos e aquisição de reguladores.

Contudo, a Rádio Comunitária de Chemba mantem o símbolo de resistência ao serviço das comunidades. (Rosário Phoinde).

Gorongosa: Comunidades de Monequera, Chitunga e Cudzo terão energia este ano

No distrito de Gorongosa, em Sofala, as comunidades de Monequera, Chitunga e Cudzo vão ter energia eléctrica este ano, beneficiando 327 consumidores. São dados revelados pelo director do Serviço Distrital de Planeamento e Infra-estruturas (SDPI).

José Chigarire Armando disse que Gorongosa vive momentos de avanço no que diz respeito a expansão da rede eléctrica nacional, porque já estão em curso as actividades de expansão para as localidades. Também, decorre actividades de alocação de Posto de Tensão (PT).

José Chigarire Armando, falando na última sexta-feira, disse que, já está em curso a expansão da rede eléctrica, numa extensão de 30 quilómetros para a localidade de Cudzo, além das zonas de Monequera e Chitunga.

Esta expansão da energia da rede eléctrica enquadra-se na iniciativa Presidencial “Energia para Todos” ate 2030, beneficiando mais de 28 milhões de pessoas.

Espera-se que o Programa “Energia para Todos” chegue a todo o país de forma faseada, com o envolvimento da empresa Electricidade de Moçambique (EDM). São cerca de 80 milhões de euros (mais de 5.120 milhões de meticais), um investimento da União Europeia, do Banco Mundial e de parceiros de cooperação do sector da energia. (Ana Cleta Coimbra).

Gorongosa: Cinquenta pessoas com deficiência beneficiaram de muletas

No distrito de Gorongosa, pessoas com deficiência locomotora beneficiaram-se de muletas. A iniciativa traz esperança a 50 beneficiários dos cerca de 4.500 existentes naquele ponto da região central de Moçambique.

Na ocasião, o administrador de Gorongosa, Pedro Mussengue, disse que as muletas vão ajudar na locomoção dos beneficiários.

Mussengue pediu aos parceiros e pessoas de boa-fé para continuarem a apoiar essas pessoas que vivem com deficiência no distrito de Gorongosa.

Manuel Francisco disse ter recebido as muletas num momento em que não tinha esperança que um dia o gesto aconteceria para lhe ajudar a locomover-se, por isso, pede que essa união dos doadores continue.

Outro beneficiário, Domingos Semo agradeceu pela doação e pede para que a iniciativa abranja todas as zonas do distrito de Gorongosa porque ainda existem pessoas que precisam da ajuda.

As muletas entregues na última quarta-feira, foram doadas pela Light For The World, em parceria com a Amavida, Organizações Não-Governamentais. . (Ana Cleta Coimbra).

Pastor sofre atentado à vida em sua residência por desconhecidos

Dez indivíduos ainda desconhecidos tentaram assassinar um pastor de 55 anos, no bairro de Nhamaiabwe, quarteirão 2, unidade comunal “C”, na cidade do Dondo, província de Sofala.

A vítima é Mateus Alfândega, pastor da igreja Mistério Juliate no Dondo.

Por volta das 0h00, da última quarta-feira, Mateus Alfândega recebeu uma chamada telefónica de indivíduos não identificados, supostamente mandados por um grupo religioso rival, também não identificado, que afirmaram estar no interior do seu quintal com o objectivo de tirar-lhe a vida, mas não matá-lo devia pagar 300 mil meticais.

“Viemos aqui para cumprir uma missão. Fomos contratados para executar o senhor [Mateus Alfândega] ”, conta o pastor.

Segundo o pastor, os indivíduos exigiam que ele escolhesse entre a vida e a morte: “Se quer viver, nos entregue os 300 mil meticais. Se não tiver, vamos te matar”.

Os suspeitos insistiram para que a vítima abrisse a porta voluntariamente. “Estamos a pedir que abra a porta sozinho, para entrarmos e conversarmos melhor. Caso se recuse, vamos arrombar e entrar à força”.

Mateus Alfândega relatou que, ao perceber o perigo, tentou de imediato pedir ajuda. “Telefonei para o meu colega pastor, que por sinal é também meu vizinho e para a polícia. Enquanto isso, a minha esposa já gritava por socorro na sala, o que levou vários homens e mulheres da vizinhança a dirigirem-se até à minha casa”, contou.

Posteriormente, a vítima voltou a ser contactada pelos mesmos indivíduos e disseram: “Olha, senhor Mateus, nós estamos aqui a assistir tudo, mas vamos nos afastar uns 50 metros”.

Ainda assim, insistiram para que eu mandasse os 300 mil meticais”, conta o pastor.

Diante da pressão, Mateus respondeu: “Nem 300 mil tenho. Só tenho 3 mil”. Imediatamente, um dos ameaçadores respondeu “envia para eu mandar a foto da pessoa [mandante]”. Segundo a vítima, esta exigência foi repetida quatro vezes, mesmo após explicar que não tinha o valor pedido.

Enquanto aguardava pela chegada da polícia, vizinhos armados com paus, catanas, flechas e outros instrumentos improvisados saíram à rua em defesa do pastor.

Os suspeitos, ao se aperceberem da aproximação da vizinhança da vítima, reagiram com força, obrigando a dispersão dos populares. Momentos depois, com a chegada da polícia, os indivíduos fugiram em debandada.

A vítima diz que os indivíduos são a mandos de um pastor, sem mencionar nome.

A esposa da vítima, Rosa Francisco, relatou o clima de medo instalado desde então: “Até agora estamos com medo. Não é normal alguém ligar prometendo matar o meu marido. Não sabemos se essas pessoas vão parar ou se continuarão a nos perseguir. À noite, já não conseguimos dormir com tranquilidade”.

Segundo Rosa, a rotina da família mudou drasticamente: “O meu marido nunca deveu a ninguém, nem tem problemas com outras pessoas. Antes, ficávamos fora de casa até às 22 horas, mas agora, às 18 ou 19 horas, estamos dentro, trancados e com medo de sair”. (Narcísio Cantanha).

Iniciada a reconstrução de casas para Norte de Moçambique

As primeiras três casas das cerca de 500 projectadas para serem reconstruídas na cidade de Pemba no âmbito do “Melhoria Habitacional” do Projecto de Desenvolvimento Urbano do Norte de Moçambique (PDUNM) estão a ganhar corpo, no bairro Chuíba.

As obras das duas primeiras casas entraram para a fase de execução da betonagem dos pilares e assentamento da armadura da viga de coroamento e a terceira está na fase da amarração da viga de fundação.

As três casas integram as primeiras 25 da fase piloto do projecto.

Segundo a nota informativa do PDUNM, durante esta fase piloto, serão testadas técnicas de construção que promovem a redução de custos e tempo das obras, bem como a resiliência das habitações.

Em simultâneo, continuam as acções de selecção e treinamento prático dos artesãos, nomeadamente pedreiros, carpinteiros ajudantes de obras. Até à primeira semana de julho, tinham sido treinados 284 pessoas, sendo 222 homens e 62 mulheres.

Igualmente, continuam as actividades de selecção dos potenciais beneficiários das casas nos quatro municípios abrangidos pelo Projecto, designadamente Pemba, Montepuez, Nampula e Nacala.

Depois fase piloto, seguir-se-á a fase de reconstrução de casas em escala das cerca de duas mil previstas, envolvendo cerca de 8 mil artesãos nos quatro municípios.

O principal critério de selecção é a vulnerabilidade sócio económica, segundo critérios das instituições do Estado moçambicano, designadamente, em termos cumulativos, pobreza multidimensional, famílias vulneráveis segundo os padrões do INAS, deslocados internos e casas muito degradadas.

MISA alerta para aumento de violações contra jornalistas durante processos eleitorais

O Instituto de Comunicação Social da África Austral (MISA Regional) manifestou preocupação face à crescente onda de violações e intimidações contra jornalistas na região, com especial incidência em períodos eleitorais.

Falando esta quinta-feira, durante a Reunião sobre Segurança e Protecção dos Jornalistas, no Malawi, o Presidente do MISA Regional, Jeremias Langa, alertou para os impactos graves desses ataques na liberdade de expressão e no acesso à informação. “Pela natureza da profissão e pelo seu papel fundamental na sociedade, os jornalistas têm sido alvo de ataques constantes, o que compromete a liberdade de expressão e pode levar à autocensura,” afirmou.

Langa sublinhou que, onde há autocensura, os cidadãos deixam de ter acesso a informações diversas, o que prejudica a sua capacidade de tomar decisões informadas sobre a governação.

O Presidente do MISA Regional expressou ainda a sua inquietação com os retrocessos registados pelo Malawi nos índices de liberdade de imprensa e de expressão e apelou para adopção de medidas urgentes que garantam um ambiente seguro para o exercício do jornalismo.

“Não há emprego para todos, mas há trabalho”, disse Chaparica

“Não há emprego para todos, mas há trabalho”, disse o presidente do Conselho Municipal do Dondo, durante a graduação de mais de 30 formados, incentivando desta maneira os recém-formados a optarem pelo empreendedorismo. De 2021 a esta parte, o Instituto Médio Politécnico de Chaimite soma mais de 60 formados disponíveis no mercado para a área de Administração Pública.

Manuel Chaparica falava na última sexta-feira na cidade de Dondo, durante a II cerimónia de graduação do Instituto Médio Politécnico de Chaimite, delegação do Dondo.

Alguns graduados são funcionários do Conselho Municipal de Dondo.

“Não havendo emprego para todos, encorajo a embarcarem para incentivos de auto-emprego, trabalho autónomo para aqueles a que se lhes aplica. [E] o mercado de emprego é aberto. [Já estão formados, devem abraçar os postos de emprego no distrito, dependendo de cada um como são os seus contactos”, desafiou o autarca, recorrendo a exemplos: “temos jovens que trabalham grades e muitos artigos de ferro na serralharia, também muitos canalizadores, electricistas, contabilistas e administração publica”.

Para Chaparica não é desejo do Governo ter pessoas formadas, que ostentam diploma, mas que, na prática, não são capazes de desencadear uma iniciativa concreta para se libertar do desemprego e da pobreza, por isso, quero “encorajar para que continuem a batalhar na vida”.

Apesar de precisarem de procurarem emprego, o edil de Dondo desafia aos recém-formados a trazerem soluções aos problemas actuais, pois, “o Instituto coloca hoje, formalmente, à disposição, novos protagonistas da transformação com a importante tarefa de proporcionar respostas concretas e à altura das necessidades de que o país se ressente”.

“Uma vez formados, os jovens podem procurar um emprego por si e não serem empregados”, exortou o Director do Ensino Técnico de Chaimite, Manuel Vieira.

Sofia Nhanzozo, já graduada destaca os desafios enfrentados ao longo da sua formação em Administração Pública e Autárquica, porém a sua determinação foi crucial para o sucesso. “Foi difícil, mas com todo o sacrifício e vontade, consegui graduar”. E como funcionaria, pretende trazer dinamismo no sector.

Enquanto o recém-graduado, Matambo Zacarias, foca-se no auto-emprego. “Não tenho foco em busca de emprego no Estado, estou preparado para criar o auto emprego, através do empreendedorismo”. (Narcísio Cantanha).

Leões devoram gado bovino em Caia

Três cabeças de gado bovino foram devoradas por leões nas comunidades de Nhacalere e Npswintha, na localidade administrativa de Licoma, posto administrativo de Sena, distrito de Caia, em Sofala.

As comunidades falam de ter visto três leões que circulam nas proximidades o que cria insegurança.

Segundo relatos locais, em apenas uma semana, três cabeças de gado foram devoradas. O caso mais recente aconteceu na última sexta-feira, quando um leão atacou dentro de um curral, uma cabeça de gado, arrastando-a pela mata na zona de Nhacalere.

O director da Escola Básica de Ganunga, Lucas António Olesse confirma a preocupação da segurança local apontando os leões, por isso, pede medidas urgentes.

A circulação de leão também coloca em perigo a vida das pessoas.

Caia está próximo das Coutadas 7, 9 e 12, hoje, numa nova fase de regeneração. (Rosário Ntepa).

Município do Dondo reabilita mais de 2.000 metros de estradas com apoio de parceiros

O Município do Dondo, na província de Sofala, está a reabilitar mais de 2.000 metros de estradas pavimentadas, num investimento de 69.001.834,79 meticais do Fundo de Investimento Autárquico (FIA) e do Banco Mundial. As obras abrangem três principais troços rodoviários localizados nos bairros Dondo Sede e no limite com a rua da Papeline, incluindo valas de drenagem, cujo objectivo é garantir a circulação de pessoas e bens com segurança e durabilidade das vias.

Trata-se de pavimentação de 500 metros de estrada nos troços Praça dos Trabalhadores à Av. 25 de Setembro e Praça dos Trabalhadores à Biblioteca Municipal, incluindo drenagem, num investimento de 16.379.508,59 do mesmo financiador e tempo de término das obras. “Neste momento, as valas estão a ser abertas. Dentro de dias, vai se iniciar o tratamento da base para o assentamento de pavês”, explicou o presidente do Conselho Municipal, Manuel Chaparica, durante uma visita às obras.

Também há reabilitação decorre na estrada com pavês no troço Serviço Distrital de Planeamento e Infra-estruturas (SDPI) – Morgue até ao cruzamento com a AV. 25 de Setembro, numa extensão de 552 metros, incluindo revestimento de vala de drenagem, num gasto de 34.544.941,20, para em quatro meses, portanto, até setembro próximo com o financiamento do Banco Mundial. “Estamos a trabalhar numa extensão de 552 metros com qualidade superior”, sublinhou Chaparica, destacando os padrões de execução.

A outra pavimentação é de 1.000 metros da estrada da cadeia, incluindo revestimento de vala de drenagem, com um financiamento de 18.067.385 de meticais do FIA. Iniciada no dia 18 de março deste ano, as obras vão até o dia 18 de janeiro de 2026, portanto, dez meses. “Acreditamos que a resiliência e qualidade do trabalho nesta estrada serão notáveis”, afirmou, reiterando o cumprimento rigoroso das normas técnicas e financeiras exigidas pelos parceiros de financiamento.

O edil também destacou que o financiamento do Banco Mundial e FIA faz parte do apoio programado para o período 2024-2029, com o objectivo de melhorar a mobilidade urbana e as condições de vida da população do Dondo. (Narcísio Cantanha).