População de Nharugue e Cassume exige serviços básicos

A população dos povoados de Nharugue e Cassume, no posto administrativo de Mulima, no distrito de Chemba, exige serviços básicos. A exigência foi apresentada ao administrador distrital durante uma visita local, no âmbito da governação aberta.

Durante uma visita do administrador distrital de Chemba, Bento Conde Zeca, os residentes exigiram com urgência a construção de um Centro de Saúde, a conclusão das escolas secundárias de Mulima e Cassume, a reabilitação de estradas terciárias, a expansão da energia eléctrica, fontes de abastecimento de água e a instalação de antenas de telefonia móvel para melhorar a comunicação.

Na ocasião, Bento Zeca reconheceu a legitimidade das preocupações e assegurou que o governo local está a trabalhar para garantir a provisão destes serviços.

Sobre a paralisação das obras na Escola Secundária de Mulima, explicou que o caso já se encontra nas instâncias judiciais. Relativamente à escola de Cassume, prometeu buscar mecanismos para responsabilizar o empreiteiro que abandonou.

Lembre-se que a visita decorre no âmbito da iniciativa de governação aberta cujo objectivo é auscultar directamente as necessidades das comunidades. (Rosário Phoinde).

Mulheres defendem iniciativas cooperativas modernas em Sofala

A promoção do empoderamento feminino e da sustentabilidade económica das mulheres em Sofala é uma necessidade urgente. Este reconhecimento da Secretária-Geral da Organização da Mulher Moçambicana (OMM), durante a visita da província de Sofala, mostrou o interesse na materialização de iniciativas de género.

De visita a Sofala, depois de Manica, Cidália Chaúque destacou a relevância de projectos de cooperativas que visam fortalecer as iniciativas de mulheres nas áreas de agricultura e finanças.

Para Cidália Chaúque, estas cooperativas não apenas representam uma oportunidade de desenvolvimento económico, mas também um caminho para a transformação social e a equidade de género, formação de redes de apoio e troca de informações ou experiências.

Em Sofala, a Secretária-geral da Organização da Mulher Moçambicana, Cidália Chaúque, manteve encontros com as mulheres da cidade da Beira e dos distritos de Nhamatanda, Gorongosa, Búzi e Dondo, com actividades de carácter social e humanitário.

A implementação deste projecto, com ênfase na adaptação ao sistema de produção local, pode resultar na melhoria da renda e na promoção de uma produção mais eficiente e produtiva. Isso é essencial num contexto onde muitas mulheres enfrentam barreiras significativas para o acesso de recursos e oportunidades no mercado.

O apoio governamental mencionado por Chaúque é um passo crucial para a viabilização dessas iniciativas. As políticas de capacitação são indispensáveis para garantir que as mulheres não apenas participem das cooperativas, mas que ocupem posições de liderança e tomada de decisão. “O secretariado nacional tem este programa das cooperativas a nível nacional com apoio total e todas elas já estão registadas, vai iniciar a formação para que estas cooperativas funcionem”, garantiu.

Para a Secretária da OMM, o fortalecimento das competências técnicas e gerenciais permitirá que as cooperativas se tornem sustentáveis e impactantes, contribuindo para o desenvolvimento económico, local e regional. Portanto, é fundamental que as mulheres em Sofala continuem a exigir e a articular iniciativas de desenvolvimento que não apenas tratem da questão económica, mas que também promovam um ambiente que respeite os direitos e o potencial das mulheres.

“Dissemos que o objectivo neste momento é ter sustentabilidade da Organização para que nos tornemos mais sustentáveis com capacidade para formar, sustentar tanto a Organização como as próprias mulheres”, defende Chaúque.

Os projectos devem ser desenvolvidos em colaboração com as próprias mulheres e as comunidades locais, garantindo que as suas vozes sejam ouvidas e que as suas sugestões sejam integradas. Isso pode incluir a formação em áreas específicas que fortaleçam a capacidade das mulheres, desde habilidades empreendedoras até conhecimento em direitos humanos e legislação sobre igualdade de género.

Além disso, é importante que as acções propostas nos projectos sejam adaptadas às realidades locais de cada província. A diversidade cultural e as diferentes situações socioeconómicas exigem abordagens específicas que considerem as particularidades de cada região.

Para o sucesso dos projectos, deve-se também incluir mecanismos de monitoramento e avaliação que permitam medir a eficácia das acções e realizar ajustes conforme necessário. Assim, a sustentabilidade das iniciativas dependerá não apenas de recursos financeiros, mas também da criação de redes de apoio que fortaleçam a autonomia e a capacidade de organização das mulheres. Isso inclui o combate a Violência Baseada no Género e feminicídio.

Contudo, o fortalecimento da OMM e de outras organizações de mulheres em Moçambique passa necessariamente pela promoção de projectos inclusivos, que valorizem as especificidades locais e que garantam o empoderamento das mulheres, criando um caminho para a promoção da igualdade de género e do desenvolvimento sustentável. (Narcisío Cantanha).

Acidente de viação mata 3 e fere outros 17 passageiros em Nhamatanda

Pela manhã de hoje, quinta-feira, o distrito de Nhamatanda, na província de Sofala, registou um acidente de viação envolvendo um carro minibus, transportador semicolectivo.

Do incidente, três morreram no local e 17 contrairam ferimentos entre graves e ligeiros transportados para o Hospital Rural de Nhamatanda e outros em estado crítico para o Hospital Central da Beira.

Na Estrada Nacional Número Seis (EN6), o transporte de passageiros fazia o trajecto Tica-Beira. Ao chegar ao local, estourou o pneu, criando desequilíbrio do veículo e consequentemente a triste notícia.

O director clínico do Hospital Rural de Nhamatanda, Nelson Salvador confirma a entrada de “17 pacientes” e três corpos de pessoas que faleceram no local do acidente.

“Dos 17 pacientes, quatro com lesões graves foram transferidos para o Hospital Central da Beira, sendo dois dos quais com traumatismo craniano cefálico e os restantes dois com fracturas no fémur, razão pela qual resolvemos transferí-los”.

Os outros doentes continuam a receber assistência no Hospital Rural de Nhamatanda.

Até ao momento da entrevista, hoje à tarde, o Hospital Rural de Nhamatanda pretendia dar alta a três pacientes.

Do outro lado, o distrito acolhia o evento de apresentação pública do novo administrador de Nhamatanda, Manuel Moreno Teixeira Jardim. (Muamine Benjamim).

Mais de 800 alunos beneficiam de material escolar no distrito de Gorongosa

Mais de 800 alunos do ensino primário, receberam material escolar no distrito de Gorongosa, província de Sofala.

A iniciativa não apenas incentiva a educação, mas garante a responsabilidade social de uma Organização- o caso da Paramount Holding Limitada.

Trata-se de material produzido na base de cascas de gergelim, cadernos, borracha e entre outros materiais, entregue aos alunos da Escola Básica de Nhambondo, na última terça-feira (24.06).

O oficial administrativo da empresa Paramount, Claudino Wilson, explicou que a doação enquadra-se no acto da responsabilidade social que simboliza uma iniciativa de sustentabilidade em busca de um futuro melhor, bem como para unir laços e criar uma colaboração entre as instituições.

O director da Escola Básica de Nhambondo, Jaime Damocha, disse que a oferta chegou num momento exacto, porque vai aliviar as despesas dos pais e encarregados de educação.

Entre os beneficiários está o aluno da 4.ª. Classe, Zindoca, o qual agradece pela recepção do material que vai aliviar os custos de compra pelos pais, incentivar os estudos.

Zindoca é de família carente financeiramente, além de ser pessoa com deficiência física das mãos. Recorre aos pés para escrever, por isso, pede mais atenção para continuar a estudar.

INAM prevê vento forte na região sul do país

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de vento com rajadas até 60 quilómetros por hora, a partir das primeiras horas de amanhã, 27 de Junho.

Segundo uma nota do INAM, a agitação vai abranger os distritos de Matutuíne, Namaacha, Boane, Manhiça, Marracuene e cidades de Maputo e Matola.

A nota aponta Igualmente, para província de Gaza, nos distritos de Chókwè, Bilene, Limpopo, Mandlakaze, Chibuto, Guijá, Chonguene e cidade de Xai-Xai. E província de Inhambane nos distritos de Zavala, Inharrime, Panda, Jangamo, Homoine e cidades de Inhambane e Maxixe.

Adicionalmente, o INAM prevê agitação marítima que poderá gerar ondas com alturas até 3.5 metros, a sul do paralelo 23 graus, durante o mesmo período.

Comunidades do monte Mabu buscam soluções sustentáveis para proteger sua floresta e construir um futuro resiliente

No coração da Zambézia, em torno da imponente floresta do Monte Mabu, um movimento
de esperança e transformação está em curso. Com o apoio da Justiça Ambiental,
as comunidades de Nvava, Limbue, Namadoe e Nangaze estão assumindo o protagonismo
na defesa dos seus recursos naturais e na construção de alternativas sustentáveis de meio
de subsistência.

Há cerca de 10 anos, estas comunidades trabalham no fortalecimento vêm fortalecendo
das suas associações comunitárias com o objetivo de gerir de forma autónoma e
responsável a floresta em sua volta. Agora, numa nova etapa deste compromisso, a Justiça
Ambiental está a realizar uma série de oficinas práticas e inclusivas, envolvendo
directamente pelo menos 100 membros destas comunidades ao longo dos meses de junho e
julho.

As oficinas abordam temas estratégicos que articulam saberes ancestrais e inovações
adaptadas ao contexto local, nomeadamente, (i) resgate de sementes locais para fortalecer
a soberania alimentar com espécies adaptadas ao solo e ao clima da região; (ii) sistemas
agroflorestais que geram alimentos e renda em harmonia com a floresta, conservando
ecossistemas; (iii) produção caseira de produtos alimentares e de limpeza, a exemplo do
sabão artesanal utilizando cinzas, um recurso acessível, para produzir um produto essencial
a baixo custo; (iv) uso sustentável de plantas medicinais no resgate de conhecimentos
tradicionais de forma a fortalecer a autonomia em cuidados de saúde; (v) processamento da
produção local (frutas e legumes), através de técnicas de secagem, fermentação, destilação,
pasteurização e armazenamento, qualificando a segurança alimentar e agregando valor à
produção sazonal e (vi) técnicas de bioconstrução com materiais locais incluindo fabrico de
fogões ecológicos de alta eficiência, que reduzem o consumo de lenha e as emissões de
fumo, protegendo a saúde e a floresta e trazendo melhoria para as condições de vida das
mulheres em particular.

Além de preservar a biodiversidade única do Monte Mabu, estas acções geram alternativas
concretas de renda e melhoram a qualidade de vida das famílias, diminuindo a dependência
da exploração predatória da floresta.

Este trabalho conta com a contribuição técnica das brasileiras Ana de Carli e Lisiane Brolese,
que trazem sua ampla experiência em bioconstrução e agroecologia voltada à resiliência
climática. Um destaque especial tem sido dado à componente de género, assegurando que
as mulheres — muitas vezes as principais guardiãs da floresta — tenham voz, formação e
poder de decisão nas transformações em curso.

Monte Mabu não é apenas uma montanha: é um símbolo de resistência, de sabedoria
comunitária e de esperança diante dos desafios globais das mudanças climáticas. Cada
oficina realizada é um passo firme na construção de um modelo de desenvolvimento local
que coloca a vida e a natureza no centro.

Polícia recupera bens roubados em Gorongosa

A Polícia da República de Moçambique (PRM), anunciou a recuperação de bens roubados em diferentes residências do distrito de Gorongosa. Entre os bens recuperados constam plasmas, aparelhos sonoros, bebidas alcoólicas e alguns bens comestíveis, culminando com a detenção de quatro indivíduos.

Segundo o comandante da PRM, Izidro Nhamussua, dos quatro indivíduos, dois são indiciados na prática de roubo nos estabelecimentos comerciais, e dois, na prática de roubo em residências.

Um dos indiciados contou que roubou os bens em zonas diferentes, na ausência dos proprietários das residências.

O indiciado a contas com a PRM diz que escapou da morte porque a população o queria linchar, mas a Polícia chegou a tempo.

Izidro Nhamussua, falando na última semana, explicou que a detenção desses indivíduos deveu-se à denúncia da comunidade e a patrulhas da polícia.

A Polícia apela à comunidade para continuar a denunciar os casos de criminalidade registados nas comunidades. (Ana Cleta Coimbra).

Karingani constroi sistema de abastecimento de água para mais de 4.500 pessoas em Gaza e Maputo

A Karingani Game Reserve (KGR) está a investir pouco mais de 12 milhões de Meticais na construção de sistemas de abastecimento de água nas comunidades de Cubo, Década da Vitória, Ringane e Phanguene na província de Gaza, distrito de Massingir e Mbacane, em Magude na província de Maputo.

O projecto irá beneficiar cerca de 4.549 pessoas, representando um passo significativo no compromisso da KGR com a melhoria das condições de vida das comunidades vizinhas da reserva. A iniciativa surge em resposta aos desafios enfrentados pelas populações locais no acesso à água potável.

Falando recentemente na cerimónia de Lançamento da Primeira Pedra para a Construção do sistema de abastecimento de água de Cubo, o gestor de relações comunitárias da KGR, Eusébio Mavie, explicou os detalhes do sistema de abastecimento de água de Cubo.

“Vamos instalar uma tubagem de 3,5 quilómetros para transportar água da Barragem de Massingir até à comunidade de Cubo. Na barragem, será colocada uma bomba suspensa, que se ajustará ao nível da água e à direcção do vento, garantindo a extracção contínua de água, mesmo em condições adversas. A água será retirada a 1,5 metros da superfície, garantindo melhor qualidade, passando por um sistema de filtragem antes de ser armazenada num tanque com capacidade para 117 mil litros”, contou.

O sistema actualmente em funcionamento naquela comunidade para além de obsoleto, é alimentado a diesel e está sujeito a frequentes avarias. Com o novo sistema, vai se garantir um fornecimento adequado, ecológico e sustentável.

O tanque deste sistema será vedado para protecção contra pessoas mal-intencionadas e animais, e contará com um sistema de respiração para evitar rupturas. Um sistema de energia solar também será instalado, eliminando a dependência de combustíveis fósseis.

Além disso, serão erguidas torres metálicas no centro da comunidade, equipadas com dois tanques de 10 mil litros cada, assegurando armazenamento e distribuição suficiente de água para os habitantes de Cubo.

A iniciativa destaca-se também pela contratação de mão-de-obra local e pela capacitação comunitária para a gestão e manutenção do sistema. Estão previstos programas de formação para os membros da comunidade, que irão integrar o Comité de Gestão do Sistema de Água e o Comité Técnico de Manutenção, assegurando a sustentabilidade técnica e financeira da infraestrutura a longo prazo. Esta componente será implementada sob a liderança dos Serviços Distritais de Planeamento e Infraestruturas de Massingir.

A administradora do distrito de Massingir, Esmeralda Muthemba expressou a sua satisfação com a iniciativa.

“Estou muito contente com este projecto. Assim como a Karingani já nos apoiou na construção da morgue e de outras infraestruturas, esta nova obra vem reforçar o compromisso com a nossa comunidade. O sistema de água a ser construído vem para nos servir, e devemos cuidar e preservar”, aconselhou na ocasião.

Isac Cubai, líder da Comunidade de Cubo, também agradeceu justificando que o sistema vem solucionar um problema existente há muito tempo.

“Temos a agradecer imenso à Karingani por ouvir os choros desta comunidade pois, a água é um grande problema aqui faz muito tempo. As mulheres percorriam mais de três quilómetros até à barargem, onde algumas foram vítimas de ataques de crocodilos. Então este novo sistema vai resolver esse problema”.

Acrescentou, dizendo que “o sistema de água que usávamos antes consumia muito combustível e não conseguíamos cobrir esse custo”.

A construção do sistema, deverá decorrer até finais de Julho de 2025, com a entrega oficial do sistema prevista para o mês seguinte. Este projecto junta-se a outras iniciativas sociais e ambientais promovidas pela Karingani, reafirmando a sua missão de contribuir para a conservação ambiental integrada ao desenvolvimento humano e para a melhoria das condições de vida das comunidades vizinhas.

“Ficavámos muito tempo sem água aqui, então fico contente por esse projecto, esta é uma boa acção”, disse Simeão Ngovene, um ancião residente naquela Comunidade.

Por sua vez, Cecília Cubai, outra moradora de Cubo, partilhou o constrangimento que passam com o sistema existente.

“Sofremos muito tempo com a falta de água potável. Hoje, vemos nossas preces atendidas. Agradecemos imensamente à Karingani e ao Governo por esta ajuda. Além da água, a Karingani já construiu a escola, a maternidade, e as casas para enfermeiros e professores na nossa comunidade”, exaltou.

Nas restantes comunidades, devido à dificuldade no acesso a água, foram executadas intervenções específicas, ajustadas às necessidades de cada localidade. Na Década da Vitória, aumentou-se a capacidade de abastecimento através da abertura de um novo furo e instalação de um sistema de painéis solares, substituindo o anterior sistema alimentado a diesel, que apresentava avarias frequentes. Em Ringane, incrementou-se a capacidade com a instalação de um novo furo com bombagem feita através de um sistema solar e pela colocação de fontanários nos principais aglomerados populacionais.

Mbacane beneficiou igualmente de um furo de água com sistema de bombagem alimentado por energia solar, bem como de um bebedouro destinado ao gado, respondendo assim às necessidades da actividade pecuária local — essencial para a subsistência das famílias e com um valor sociocultural relevante para as comunidades beneficiárias. Em Phanguene, a intervenção consistiu na reabilitação do furo avariado, aumento da capacidade de captação e extensão da rede de distribuição até ao centro da aldeia, permitindo que todas as famílias tenham acesso facilitado e seguro à água, num sistema igualmente movido à energia solar.

Estas acções, segundo as comunidades beneficiárias trazem água com melhor qualidade para além de aliviar o sofrimento diário provocado pela dificuldade no acesso à mesma.

A Karingani reafirma assim o seu compromisso com a conservação sustentável, demonstrando que os esforços de protecção ambiental devem caminhar lado a lado com o bem-estar das comunidades locais.

A Karingani Game Reserve (KGR) está situada no sul de Moçambique e partilha limites com o Parque Nacional do Limpopo (PNL) e com o Parque Nacional Kruger da África do Sul (KNP). A Karingani Game Reserve (KGR) é uma reserva reconhecida como uma importante área de conservação ambiental para protecção da história e das espécies de mamíferos terrestres, empenhada em promover o turismo, a conservação, o desenvolvimento socioeconómico e em fomentar relações sólidas com a comunidade. Actualmente emprega acima de 422 pessoas, sendo 86.20% provenientes das províncias de Maputo e Gaza onde a reserva está localizada, e 11.54% Moçambicanos provenientes de outras províncias e os restantes 2.26% dos trabalhadores são de nacionalidade estrangeira. Karingani, que significa “contar estórias” em changana, refere-se a uma prática tradicional do povo local da região da reserva. A iniciativa Karingani é mais do que uma simples narrativa; ela evolui continuamente e é inspirada no espírito do respeitado contador de histórias que preserva tradições antigas. Este costume faz parte da cultura moçambicana, sendo valorizado e respeitado pelo projecto. A iniciativa combina essa rica herança cultural com a modernidade da África contemporânea, criando um ambiente inovador para o desenvolvimento do projecto.

Gorongosa capacita comunidade de Muerera em produção sustentável de alimentos e criação de animais domésticos

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG) capacitou famílias na comunidade de Muerera, regulado de Nhamacolomo, no distrito de Maringué, sobre a produção sustentável de alimentos e criação de animais domésticos. Até final de junho, poderão ser abrangidas 390 famílias para garantir a segurança alimentar.

A produção de alimentos em particular tem um impacto ambiental significativo e a crescente população de animais de estimação domésticos também contribui para isso nas zonas rurais, fazendo com que a Gorongosa promova boas práticas.

A agricultura sustentável inclui práticas como a rotação de culturas, incentivando as comunidades a priorizarem alimentos produzidos localmente.

O recente treino decorreu na última sexta-feira, dirigido pelo supervisor distrital de Saúde Materna Infantil (SMI), Saíde Bachir e o técnico de Resilience, João Nhazio Bernardo.

Com estas intervenções, o PNG, segundo Saíde Bchir, pretende consciencializar as comunidades para a conservação ambiental e do uso racional de recursos naturais.

Para a Gorongosa, as comunidades devem adquirir conhecimentos mais profissionalizados na produção de alimentos e criação de animais para aumentarem a sua produtividade, sustento e as suas rendas familiares, agregando mais valor nos produtos localmente produzidos. Com isso, estão previstas 390 famílias a serem treinadas no mês de junho no pacote de produção sustentável de alimentos e criação de animais domésticos em pequenas escalas noutras comunidades de Maringué.

“[O regulado de Nhamacolomo], tendo em conta a sua localização geográfica que é Zona de Desenvolvimento Sustentável do parque Nacional da Gorongosa é de extrema importância dar esse tipo de capacitações, uma vez que contribui em novas abordagens de produção de alimentos sustentáveis e na criação de animais em pequenas escalas combatendo assim a fome e a desnutrição”, afirmou o supervisor de SMI.

Esta acção do Parque Nacional da Gorongosa fortalece o aprendizado sobre a matéria de agricultura e ajuda no fornecimento de alimentos de boa qualidade, avalia Castiano, projectando que “já é possível garantir abastecimento de alimentos frescos que promovem a segurança alimentar das suas famílias”.

Barroso Manuel destaca a rotação de culturas porque “não sabia da grande importância que esta prática fornece ao solo, melhorando o solo, reduzindo pragas e aumentando a produtividade, na agricultura eficiente.

Além de promover capacitações de diferentes preocupações, o PNG promove práticas sustentáveis nos diversos programas integrados para o desenvolvimento humano das comunidades. (Eugénia Carlos).

José Pacheco é a nova cara do SISE

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, no uso das competências que lhe são conferidas pelo n.º 2 do artigo 14 da Lei n.º 12/2012, de 8 de Fevereiro, nomeou, através de Despacho Presidencial, José Condugua António Pacheco para o cargo de Director-Geral do Serviço de Informações e Segurança do Estado (SISE).

José Pacheco já foi quase tudo, menos Presidente.

José Pacheco é uma figura experiente da vida política e administrativa moçambicana, tendo exercido diversas funções de alto nível no Governo, nomeadamente as de Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Ministro do Interior, Ministro da Agricultura e Segurança Alimentar e Ministro da Agricultura.

Ao longo da sua carreira, desempenhou ainda os cargos de Governador da Província de Cabo Delgado, Vice-Ministro da Agricultura e Pescas, Director Nacional de Desenvolvimento Rural e Director Provincial da Agricultura da Zambézia, entre outras responsabilidades relevantes na administração pública.

Com esta nomeação, Daniel Chapo reforça a liderança do SISE com uma personalidade de reconhecida competência e vasta experiência em matérias de governação e segurança do Estado.

José Pacheco vai tomar posse amanhã, na Presidência da República.