Projecto de nutrição quer salvar 2000 famílias em Chemba

Foi lançado oficialmente o Projecto Transformativo de Género Sensível a Nutrição, no Posto Administrativo de Mulima, onde vai funcionar em cinco anos na sua segunda fase.

Na primeira fase, de 2019 a 2023, beneficiou 1500 famílias. Desta vez, vai para 2000. Portanto, o Projecto foi reactivado numa altura em que o distrito de Chemba ressente-se de escassez de alimentos, provocando deslocação da população à procura de produtos silvestres.

Falando na última terça-feira, durante a reactivação da iniciativa, o gestor provincial do Projecto, Alcídio Benjamin Pangaia, disse que o objectivo principal é melhorar o estado nutricional das comunidades.

O Projecto inclui também como actividades, o incentivo de produção agrícola e pecuária, beneficiando as comunidades. É assim que a liderança comunitária aclamou a reactivação do Projecto.

Já o director do Serviço Distrital de Actividades Económicas (SDAE) em Chemba, Cândido Patrocínio Zeca, em representação do administrador, disse que o projecto irá ajudar na mitigação da crise alimentar provocada pelo fenómeno El-ninõ para as famílias mais vulneráveis.

Em Mulima, algumas famílias já recorrem a papas de maçanica e alguns tubérculos a exemplo de inhame ou minhanha na linguagem local, como principais alimentos. E a criação de animais domésticos está em extinção pelas vendas para a compra de comida. A população chega até a reduzir o preço só para conseguir comer.

Segundo um relatório apresentado numa sessão do Governo, em janeiro de 2024, “em todos postos administrativos do distrito, o padrão alimentar apresenta variações na sua composição”. Em média, as famílias reduziram o número de refeições para uma diariamente, excepto as famílias chefiadas por trabalhadores assalariados e comerciantes.

Durante as monitorias feitas, nos postos administrativos e localidades, constata-se que a farinha de mapira, de milho e verduras, são os produtos mais consumidos pelos agregados familiares, intercalados com tubérculos aquáticos (nenúfar), frutos de cordila africana (matondo) e em algumas famílias, até o consumo de farinha produzida através farelo que recolhem em moagens destinadas para o efeito. (Rosário Phoinde Ntepa).

Mais de 100 mil pessoas em insegurança alimentar no centro de Moçambique

Mais de 100 mil pessoas da província de Manica, centro de Moçambique, estão em risco de insegurança alimentar devido aos impactos climáticos do fenómeno El Ninõ, disse ontem fonte oficial.

Dionísio Rapeque, chefe do departamento de Segurança Alimentar e Nutricional, na Direção Provincial de Agricultura e Pesca de Manica explicou que desse número, 49 mil pessoas já necessitam actualmente de assistência alimentar.

“Estas 49 mil [pessoas] precisam de comida, mas temos uma parte que resta. Agora que vamos na campanha agrícola 2024/2025, se elas não têm comida, significa que não vão ter sementes. Todos os estoques de adquirir as sementes estão desprovidos”, disse.

Segundo o representante, a situação é causada pela fraca produção registada na campanha agrícola 2023/2024, devido aos impactos do fenómeno El Niño, que afectou os distritos de Machaze, Tambara, Guro e Macossa, naquela província.

Dionísio Rapeque disse ainda que “serão distribuídas sementes para as famílias afectadas para a próxima campanha agrária”.

No final de setembro, o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, apelou à preparação da população e das entidades para os previsíveis efeitos do fenómeno El Niño no país nos meses seguintes, com previsões de chuvas acima do normal e focos de seca.

Moçambique é considerado um dos países mais severamente afetados pelas alterações climáticas globais, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre outubro e abril.

O El Niño é uma alteração da dinâmica atmosférica causada por um aumento da temperatura oceânica. Este fenómeno meteorológico está também a provocar chuvas torrenciais na África Oriental, que já causaram centenas de mortos no Quénia, Burundi, Tanzânia, Somália e Etiópia. (Lusa).

Sectores da Saúde e de Educação recebem 11 meios de transporte em Nhamatanda

O sector da Educação e o da Saúde receberam meios de transporte para dinamizar as suas actividades, no distrito de Nhamatanda, em Sofala.

Trata-se de uma viatura para o Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia e dez motorizadas para o Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social (SDSMAS).

A directora do SDSMAS, Cisália Ribeiro avançou que das 21 unidades sanitárias em Nhamatanda, as dez motorizadas serão alocadas às mais distantes da Vila Municipal onde se localiza o hospital mãe e às que não recebem os meios circulantes há mais de 5 anos ou mesmo que ainda não receberam. Outro requisito para a distribuição dos meios circulantes está relacionado à demanda.

Segundo Cisália Ribeiro, para a entrega de motorizadas “foram priorizados os Centros de Saúde de Tica, de Lamego, Mecuzi Phuaze, Siluvo, Chiadeia, Macorococho, Mbimbiri e Nhampoca e uma será alocada ao Depósito Distrital de Medicamentos.

“Aproveitar os meios para alcançar os objectivos traçados. Vacinarmos as crianças ao nível da comunidade”, garantiu Cisália Ribeiro o uso adequado das motorizadas.

Já o novo director do SDEJT, Estevão Nota, reconhece que o seu sector tem necessidades de transporte para “garantir a supervisão pedagógica, capacitações e jornadas pedagógicas, garantindo a melhor prestação de serviços”. Portanto, a viatura já entregue vai fazer jus a essas preocupações.

Estevão Nota já pensa na “realização de actividades prioritárias”, usando a viatura.

No acto da entrega, em Nhamatanda, o administrador distrital, Adamo Ossumane que fez a entrega dos 11 meios de transporte, na última terça-feira, descreveu as dificuldades que o distrito passa pela insuficiência de meios de transporte. Com isso, espera que esses meios sejam usados para os objectivos pelos quais mereceram a entrega.

Em Nhamatanda, as motorizadas foram doadas pela Unicef. Enquanto a viatura faz parte do lote para os SDEJT’s na província de Sofala. Assim, além deste distrito, receberam a mesma marca Mitsubishi dupla cabine, no âmbito do Programa Fundo de Apoio ao Sector da Educação (FASE), os distritos de Gorongosa, Beira, Caia, Maringué, Muanza, Cheringoma, Chemba, o Instituto de Formação de Professores de Inhamizua, Instituto de Formação de Professores de Inhaminga e a Direcção Provincial de Educação.

 

O que é FASE?

Mais crianças moçambicanas estão a frequentar as escolas, mas o analfabetismo persiste. Cerca de dois terços das crianças que terminam o ensino primário saem sem conhecimentos básicos de leitura, escrita ou matemática. Estes maus resultados ocorrem apesar de o governo ter dedicado, nos últimos anos, quase um quinto da sua despesa à educação, um valor acima da média africana.

Para ajudar o governo a atingir o seu objectivo de garantir que as crianças em idade escolar tenham acesso a uma educação de qualidade até 2029, os doadores disponibilizam mais de 100 milhões de dólares por ano para o Fundo de Apoio à Educação FASE. Além da USAID, os principais doadores incluem o UNICEF, o Banco Mundial, o Canadá, a Alemanha, a Irlanda, a Finlândia, o Japão e o Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW).

Na gestão do FASE, o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) coordena com os doadores e outros participantes do sector da educação para identificar e financiar actividades prioritárias.

Só através da USAID, os Estados Unidos contribuem com 700.000 dólares para apoiar a expansão da educação bilingue, fornecendo mais ensino e materiais nas línguas maternas das crianças. Em Moçambique, apenas 1 em cada 10 crianças fala português em casa (INE, 2018), com taxas muito mais baixas nas zonas rurais e mais pobres. As evidências mostram que as crianças aprendem a ler mais rapidamente quando são ensinadas numa língua que conhecem e compreendem bem.

O MINEDH pretende alargar a abordagem de educação bilingue da USAID aos alunos da 1ª à 6ª classe, utilizando os livros do aluno e os manuais do professor fornecidos pela USAID em todo o país.

Portanto, com a FASE espera-se fornecer recursos ao sector da educação para aumentar a disponibilidade de materiais didácticos e de aprendizagem bilingues na primeira língua dos alunos, contribuindo assim para a melhoria da qualidade geral da educação e dos resultados da aprendizagem;

Trabalhar com o MINEDH e outros doadores para aumentar a utilização de manuais bilingues de qualidade, baseados em dados concretos e sensíveis às questões de género, para alunos do ensino primário e guias do professor, beneficiando mais de 6 milhões de crianças do ensino primário, incluindo raparigas e crianças com deficiência. Esta actividade envolve mais de 170.000 professores nas mais de 15.000 escolas primárias em todo o país. (Profundus PDF).

Gorongosa gradua jovens familiares de ex-combatentes da RENAMO

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG), através do Programa Clube da Paz, graduou 43 jovens do distrito de Gorongosa, alguns deles familiares dos desmobilizados da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO). São cursos de curta duração com um financiamento de 640.000 meticais da Embaixada de Portugal em Moçambique, através do Instituto Camões.

Em Moçambique permanecem os desafios no acesso a educação/formação e os de acesso ao emprego. Enquanto isso, o mercado de emprego exige o saber fazer e fazer melhor. Assim, as formações financiadas são soluções, principalmente em zonas com histórico de conflito, tal como o distrito de Gorongosa conhecido, no passado, como bastião da guerra.

O PNG e parceiros estratégicos estão a devolver a esperança e a garantir que não haja mais conflito na zona de desenvolvimento sustentável do PNG. Dos vários Programas, desta vez, através do Programa Clube da Paz, formou, de maneira inclusiva 43 jovens subdivididos em oito mulheres e 15 homens, para o curso de Refrigeração e Climatização, e outros nove homens e 13 mulheres, no curso de Canalização. Todos graduados na última sexta-feira (26.07) em áreas com fácil emprego e auto-emprego.

 

Reacção dos formados

São jovens que terminaram o ensino secundário, para fazerem os cursos de três meses, contando com a teoria e prática. Alguns deles sem esperança de que seriam formados, por falta de condições financeiras.

Com a formação, Laina Sembeia diz que já pode auto-sustentar-se, “trabalhando” nas empresas e noutros clientes. “Eu pensei que a área de refrigeração fosse apenas para homens. Eu também sou capaz com esse tipo de trabalho. Mulheres, força, vamos ser vencedoras, exortou.

Laina Sembeia, formada em Refrigeração e Climatização

Silvestre Manuel Leandro, com a formação em Refrigeração e Climatização, encontra um mercado à espera. “Há que valorizar o próprio curso, valeu a pena. O Parque Nacional da Gorongosa quer que os jovens não se percam, entrem no caminho certo”, reconheceu a intenção do PNG.

Silvestre Manuel Leandro, formado em Refrigeração e Climatização

Maria de Alexandre Wilson é uma das canalizadoras e já garantiu que vai fazer a montagem de torneiras e chuveiros na sua “zona” por isso, agradece a Embaixada de Portugal em Moçambique e a Gorongosa.

Maria de Alexandre Wilson, formada em Canalização

Clube da Paz não apenas forma

Na ocasião, o Embaixador de Portugal em Moçambique fez a entrega simbólica de certificados aos graduados. António Costa Moura enalteceu a relação entre os dois países na manutenção da paz e em várias iniciativas de sucesso.

Já o gestor do Programa Clube da Paz, Tomás Tangay espera que “esses jovens sejam importantes nas suas comunidades de origem”, sendo que já têm habilidades de serviços procurados.

O Programa Clube da Paz “promove inclusão e reintegração socioeconómica” na Zona de Desenvolvimento Sustentável do Parque Nacional da Gorongosa. Com isso, Tangay quer garantir que os jovens e familiares de ex-combatentes da Renamo “tenham o auto-emprego e consigam empregar os outros”, sendo que um adolescente ocupado com actividade útil para si e para a sociedade é uma mais-valia.

Gestor do Programa Clube da Paz no PNG, Tomás Tangay

O Clube da Paz da Gorongosa iniciado em 2020, não apenas apoia na formação, mas também quer acompanhar os jovens habilitados.

Esta não é a primeira formação e muito menos a última pela Gorongosa. De 2022 a esta parte, o Programa Clube da Paz, já integrou familiares de 11 ex-combatentes da Renamo no curso de Serralharia, 22 em Canalização, Refrigeração 44, Culinária 22, Electricidade 27 e Corte e Costura 02, de forma inclusiva.

Este ano, 2024, o Programa Clube da Paz já integrou 8 familiares de ex-combatentes da Zona de Desenvolvimento Sustentável nos Clubes Ambientais, 11 para iniciativa de Pré-Escola/DECIPE, 15 nos Clubes da Raparigas, 01 no Clube de Jovens e 17 nos Clubes de Professores/Ensino à Distância.

Portanto, de forma evolutiva, em 2021, em 10 Centros, as iniciativas do Programa Clube da Paz já beneficiaram 109 ex-combatentes, seus familiares, esposas, filhos e netos; em 2022, igualmente, o Programa ajudou 29 em 13 Centros; em 2023, 35 em 24 Centros; e em 2024, 268 em 27 Centros.

O Clube da Paz não pára por ai. Já projecta outra formação a iniciar este mês de agosto. (Profundus PDF).

Nhamatanda: Um distrito de “militar” pronto e assassinatos

 

 

Em um mês e alguns dias, a vila municipal de Nhamatanda somou cerca de sete assassinatos. Dois irmãos mortos por suposto fogo posto numa residência (05.06.2024); outro crime foi a catanada a um guarda (na semana de 20.06.2024); mãe e filho mortos (04.07.2024) e na mesma semana – um assassinato no 5° bairro – 25 de Junho, e no sábado (22.07.2024) e na Segunda-Feira (22.07.2024), foi achado um corpo de uma mulher.

É estranho num único distrito que tem ESAPOL, PRM e SERNIC ao mesmo tempo. A impressão que se tem é a de que todos juntos e operativos, Nhamatanda seja o mais seguro, pelo menos na província.

Os assassinatos mais conhecidos são os que foram registados na vila municipal. Se contado com os da localidade, podem motivar números mais assustadores. Há uma explicação razoável disso: ou o modus operandi das autoridades não é suficiente, inoperância ou mesmo as tácticas usadas já são ultrapassadas já que os crimes evoluem, desde inteligência, recursos, disponibilidade, estratégias de comunicação até colaboração com a comunidade, sanção, etc.

 

Vulnerabilidade do distrito

Os assassinatos de mulheres deram mais destaque em 2022 na cidade da Beira, capital provincial. Depois de uma manifestação da Sociedade Civil, dois dias depois, o SERNIC apresentou 10 supostos envolvidos por terem sido encontrados com os bens das vítimas.

O cenário passou para a cidade de Dondo, principalmente pata os moto-taxistas. Em tão pouco tempo passou para Nhamatanda, o distrito com muitas saídas e entradas.

Nhamatanda tem furos. Ao norte do distrito, existe a via Metuchira ligando a Gorongosa e a localidade de Matenga pela EN1 e EN6; ao sul, existe o Posto Administrativo de Tica, para Buzi, dando estrategicamente acesso ao Sul de Moçambique. Deixando a via de Tica, existe a de Chiadeia, Chirassicua, Macorococho, querendo para o Sul de Moçambique ou mesmo para província vizinha de Manica. A fácil via com policiamento é pela EN6. E nas comunidades, o policiamento comunitário quase que não se faz sentir, até porque reclamam de equipamento de trabalho.

Só na vila de Nhamatanda, existe a via Praça dos Namorados dando acesso ao aglomerado de instituições do Estado até a zona de Complexo 2020, por 5° bairro-25 de Junho. Naquela faixa, a iluminação pública é outro assunto. Ainda na vila municipal, pelo 9° bairro – Eduardo Mondlane, existe conexão com Haluma-EN6 alternativa, sem policiamento.

Em Nhamatanda, por vezes, antes de assassinarem, os bandidos deixam cartas em locais públicos, ameaçando fazer vítimas numa zona, mas, actuam noutra, tal como foi antes da vítima do passado sábado.

O corpo da jovem Júlia foi achado numa cabana, com sinais de violação sexual e agressão, sendo que tratava-se de uma das três que “vendia” prazeres.

 

Assassinatos recentes só no 1° bairro

O corpo de Júlia foi encontrado numa casa de banho abandonada. Em vida, ela fazia parte do grupo de três mulheres que saíram de Muda, dentro do distrito de Nhamatanda para a vila sede municipal. As três jovens faziam actividade de rotina (prostituição) nos prostíbulos da vila municipal e regressavam no dia seguinte a Muda. O lugar mais conhecido para encontros é nas bebedeiras nas proximidades da famosa Typoia.

A jovem, evitando expor nomes aos jornalistas, até pelo tipo de actividade dela (prostituição), contou que foi a primeira a conseguir cliente. As restantes, uma delas agora morta, estiveram à espera de ciente. Já no dia seguinte, o telemóvel da vítima não chamava. Não tardou, ouviu que perdeu a vida e confirmou no terreno. Na mesma zona, residem agentes da polícia.

São jovens com caras apreciáveis que mereciam estar a cuidar de filhos ou maridos ou mesmo projectos de empoderamento, mas, a realidade comportamental e criminal obriga as autoridades de Nhamatanda a tomarem medidas exemplares.

Júlia é uma das vítimas que deixou quatro filhos a serem responsabilizados pelos avos.

O facto de Nhamatanda ter o maior número de vítimas mulheres que são descobertas no dia seguinte em obras abandonadas, fortifica a aproximação das verdades descobertas durante a investigação do “Profundus”, as quais foram publicadas no Profundusmz.com “Prostituição: Um passo de assassinatos de mulheres em Nhamatanda?”

A vila municipal de Nhamatanda já é vulnerável que desmotiva andar de noite, principalmente, em zonas de maior aglomerado de residências e matas, como explica Délcia – aluna do curso nocturno.

Délcia falava sobre o recente caso de assassinato que envolve outra jovem cujo corpo foi descoberto numa casa em construção no mesmo bairro onde foi encontrada Júlia no sábado.

Para Délcia deveria haver mais policiamento. “Que reforcem mais a segurança”.

Délcia está indignada. Nhamatanda tem muitos agentes da “Polícia” [ESAPOL, SERNIC e PRM], mas não estamos a ver segurança“.

Délcia sugere que se há patrulha, que também se faça nas “zonas e nas casas” não apenas onde tem iluminação pública.

Já o chefe da Unidade C do 1° bairro, Filipe Francisco, conta que o policiamento comunitário deixou de existir porque não havia “incentivo”.

Quando havia policiamento comunitário, não havia esse tipo de casos. Agora os bandidos fazem sem medo, manchando o bairro.

O corpo em estado avançado de decomposição foi descoberto com crianças que estavam a jogar “mata-mata”, brincadeiras da zona. Ao lançar a bola, a outra foi levar naquela obra, mas, regressou “traumatizada a chorar” depois de ver a jovem morta.

No local, também foram encontrados documentos quatro documentos (2 BIs e 2 Cartões de eleitor). Mas pelo estado avançado de decomposição do corpo, tornou difícil reconhecer a cara da vítima pelo menos naquele momento de descoberta. Coincidentemente, o outro corpo foi encontrado no dia do funeral de Júlia.

 

Algumas verdades descobertas

A vila-sede do distrito tornou-se um ponto de encontro de dezenas de mulheres, na sua maioria jovens que procuram o sustento através do sexo. Entre elas, estão as arrependidas e as gananciosas.

Na vila sede de Nhamatanda, a base é pela EN1-EN6. Por aquele corredor, há sexo sem compromisso, é por dinheiro ou mesmo por diversão. Há tantas mulheres de Zimbabué, de Inchope (cruzamento entre as províncias de Sofala e Manica-centro de Moçambique), de Muxúngue – direcção ao sul do país, de Metuchira, de Lemego, de Tica, de Chirassicua, de Chiadeia – interior de Nhamatanda e da vizinha Gorongosa.

Maioritariamente, os autores das agressões e roubos são indivíduos que se fazem de clientes. “Houve uma vez que um cliente me ligou e pediu que fosse ao encontro. Depois do trabalho, deixou-me sozinha. Apareceram os amigos dele, querendo fazer [sexo] de borla sem o meu consentimento. Consegui fugir, mas arrancaram-me dinheiro, chinelos e relógio”, conta outra jovem de 23 anos, acrescentando que: “há semanas calhei com um cliente que me levou até o 5º bairro, dizendo ser obra dele. Insistiu [em manter relações sexuais], não suportei. Ele parecia estar possuído. Já me arrastava como se fosse animal em cima de restos de cimento naquela obra”, conta a jovem. “Não apresentei o caso à polícia, é vergonhoso, às vezes saímos com txuyas”.

Algumas viram-se obrigadas a se responsabilizar os filhos frutos de relações falhadas. Há até comerciantes que ganhavam “abaixo”. Conciliam as actividades, de dia e de noite – o foco é dinheiro. Algumas alegam dedicar-se ao trabalho de sexo para sustentar as suas famílias ou curtir a “life”, não interessa o amanhã.

Cada uma com as suas motivações, algumas semelhantes outras não. O que não querem é viver na rua com tanta “potencialidade” (corpo e sexo) como se auto-avaliam. Mas neste trabalho, há episódios de violência, estigma e agressões.

“Depende de cada um usar preservativo. Mas eu prefiro usar sempre que consigo um cliente, independentemente, do preço. A saúde, em primeiro lugar”, reconhece Amina, outra jovem.

Tal como o caso recente de assassinato de mulher, os corpos das vítimas são descobertos na manhã seguinte.

Nas noites, algumas mulheres fingem de bêbadas. É uma táctica para estar no mercado sem receio. Nas bebedeiras ali, entre a via principal da que dá acesso a Praça dos Namorados, Terminal de chapas e Mercado grossista Nzero, um olhar de uma mulher ou homem, facilmente pode ser um sinal de pretensão. Assim vai a vida de algumas com saias curtas de panos leves ou colantes que decalcam o corpo e homens apreciáveis por dinheiro, em Nhamatanda. Entretanto, deixam luto, medo e detenções, desafiando a autoridade.

Enquanto isso, alguns chefes estão mais preocupados com as suas construções, compra de talhões, trabalho do Gabinete e poucas vezes no terreno próximo do pacato cidadão. Consequentemente, Nhamatanda tem entradas e saídas sem o reconhecível policiamento comunitário, segundo as comunidades.

Em 2022, Beira chegou de implementar a recolha obrigatória, actuando principalmente, em locais estratégicos, diferente de Nhamatanda único distrito com tanto potencial da ESAPOL, SERNIC e PRM.

Os formados na ESAPOL são “máquinas”, actuam em todo país nas diferentes áreas até contra a insurgência em Cabo Delgado. Aliás, a ESAPOL também faz reciclagem de agentes da Polícia em diferentes cursos. (Profundus).

 

AUGUSTA MAÍTA: É a CEO da Millennium Challenge Account – Moçambique

A Embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) em Moçambique felicita Augusta Maíta, que foi aprovada pelo Conselho de Ministros a 23 de julho de 2024, como Directora Executiva (CEO) da Millennium Challenge Account (MCA) – Moçambique.

A MCA é a entidade responsável designada pelo governo para implementar o Pacto da Millennium Challenge Corporation (MCC) em Moçambique. Os Estados Unidos têm o orgulho de marcar um passo importante no avanço do Pacto de Conectividade e Resiliência Costeira de $500 milhões para melhorar infra-estruturas críticas, desenvolvimento costeiro e agricultura comercial na província da Zambézia.

Os Pactos MCC são acordos bilaterais fundados no princípio da apropriação pelo país e nos compromissos com os direitos democráticos e humanos, transparência e responsabilidade.

A contratação de todo o pessoal da MCA, incluindo a Directora Executiva, segue um processo de recrutamento competitivo e transparente gerido por uma empresa internacional de recrutamento. Os painéis de entrevista são compostos por membros dos sectores público e privado, e da academia, com membros da MCC do Governo dos Estados Unidos participando como observadores sem direito a voto.

O cargo de Directora Executiva foi um dos 20 anunciados no início deste ano, gerando mais de 4.500 candidaturas. As próximas posições a serem recrutadas serão anunciadas na DEVAID Tenderwell ainda este ano, e todos os candidatos interessados são encorajados a candidatarem-se.

Pacto de Conectividade e Resiliência Costeira abrange três projectos: o Projecto de Conectividade e Transporte Rural (CTR), o Projecto de Promoção de Reformas e Investimentos na Agricultura (PRIA) e o Projecto de Sustentabilidade Costeira e Resiliência Climática (CLCR), e espera-se que melhore a vida de milhões de pessoas em Moçambique.

Os Estados Unidos aguardam com expectativa trabalhar com a CEO Maíta, a MCA e o Governo de Moçambique para um futuro mais próspero. (Embaixada dos EUA em Moçambique).

FALSO: Director-executivo do MISA não está morto e nem foi processado

A ALEGAÇÃO

Uma publicação feita no dia 26 de Julho, numa página do Facebook denominada “Poli News”, anuncia suposta morte do director-executivo do MISA-Moçambique, Ernesto Nhanale. “Dizemos adeus a Ernesto Nhanale. Todo o Moçambique está de luto…”, lê-se na legenda sobre uma fotografia do director-executivo do MISA Moçambique. A publicação inclui uma ligação (link) para um site supostamente da Televisão de Moçambique (TVM), com uma informação segundo a qual Ernesto Nhanale foi processado pelo Banco de Moçambique devido a declarações feitas na televisão. O suposto site da TVM inclui uma entrevista supostamente concedida por Ernesto Nhanale ao presidente do MISA, Jeremias Langa.

OS FACTOS

Entretanto, a informação divulgada tanto pela página “Poli News”, como pelo suposto site da TVM, é completamente falsa. O Misacheck, que tem contacto permanente com o director-executivo do MISA, está em condições de assegurar que Ernesto Nhanale está vivo e não foi processado pelo Banco de Moçambique – até porque não tem nenhum caso com o Banco Central. Uma verificação básica, tanto a página como ao site, permite constatar que se trata de fontes duvidosas, usadas para disseminar desinformação falsa.

O suposto site da TVM, por exemplo, não passa de uma invenção. É, na verdade, um site falso, que apenas se apropria da identidade visual do site oficial da estação pública de televisão para enganar o público. Mas o endereço do link é falso. Ao invés de https://www.tvm.co.mz, conforme o site oficial da TVM, o suposto site usado para difundir desinformação usa um link diferente, que pode ser acessado aqui.

Sucede que, ao longo do texto, há um link repetidamente partilhado para leva a uma plataforma de apostas, denominada EthereonEdge, que também tem espalhado informações enganosas, utilizando nomes de figuras públicas para atrair usuários, prometendo-lhes riqueza instantânea.

Aliás, na suposta entrevista concedida a Jeremias Langa, Ernesto Nhanale é citado a referir que o EthereonEdge é a solução certa para quem quer ficar rico rapidamente. Por sua vez, a página “Poli News” tem, desde a sua criação, a 27 de Junho, uma única publicação, exactamente sobre a suposta morte do director executivo do MISA.  (MISA).

Gorongosa habilita mães e pais-modelo em matérias de Saúde

O Parque Nacional da Gorongosa capacitou em dois dias, 25 pais e mães modelos, no distrito de Nhamatanda, em Sofala, cujo foco é a mudança comportamental nas comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável.

De sexta-feira a sábado últimos, o Parque Nacional da Gorongosa, através do Programa de Saúde Materno Infantil (SMI) e Nutrição, capacitou as mães-modelo e pais-modelo em Estratégias de Comunicação para Mudança Social e de Comportamento sobre Nutrição, Água e Saneamento (Wash) e Saúde Sexual Reprodutiva ao nível familiar.

Com esta capacitação, espera-se segundo Adelina Zeca Manonga, supervisora de Saúde Materno Infantil (SMI) e Nutrição do Parque Nacional da Gorongosa, em Nhamatanda, “melhorar o estado nutricional das crianças, mulheres e adolescentes através da [adopção] de boas práticas alimentares, saneamento, higiene e acesso aos serviços de saúde materna e sexual”.

A capacitação vai acontecer nos seis distritos em dias diferentes, designadamente, Gorongosa, Muanza, Cheringoma, Maringué, Dondo e especificamente, Nhamatanda teve 25 capacitados, subdivididos em 14 pais-modelo e 11 mães-modelo. (Muamine Benjamim).

STOP BRANQUEAMENTO: Na “escuridão” já estão a arrastar alguns “tubarões”

O documento “Busca e Apreensão” a mando do juiz de Direito da Secção de Instrução Criminal do Tribunal da Cidade de Maputo, Eusébio Lucas, baseia-se nos artigos 17, 19, 216, 313 e 314, todos do Código de Processo Penal.

O documento do Tribunal, datado de 02 de Julho corrente, indica que a maioria dessas empresas está localizada na província de Nampula.

Segundo o documento a que o “Profundus” teve acesso, o juiz manda através do Processo n° 1374/SIC/22 e 3/GCCCOT/2022, para a busca e apreensão na sede e agências do Banco Millennium BIM, SA, de “valores, documentos de suporte usados para a abertura de contas; extractos bancários com histórico de movimentos desde a abertura das contas até 01 de Julho de 2024 (data, hora, descritivo de movimentos, referencia, condutor da transacção, conta de origem e de destino, valores creditados e debitado); cópias de talões de depósito, cópias de cheques; todas as operações para o estrangeiro e respectivos documentos de suporte; relação nominal de colaboradores do banco que intervieram em todas as operações ao estrangeiro e respectivos documentos de suporte; relação nominal de colaboradores do banco que intervieram e todas as operações ao estrangeiro e nas operações de depósito em numerário; que estiveram na posse do Banco”, pertencentes às empresas abaixo indicadas. “Que os apreenderá e conduzirá ao Gabinete Central de Combate à Criminalidade organizada e Transnacional ”.

A lista das empresas visadas é extensiva a 51 empresas, designadamente:

FDA IMPORT & EXPORT, Sociedade Unipessoal, Lda com sede em Nacala-Porto – bairro Mutiva e Maiaia;

MAS COMÉRCIO E SERVIÇOS, Sociedade Unipessoal LDA, com sede em Nacala-Porto, bairro Ontupaia e Cidade de Maputo, bairro Central;

SV Societe Sociedade Unipessoal Lda, com sede em Nacala-Porto, bloco 1 e Cidade de Maputo, Avenida 25 de Setembro;

Mars Trading Sociedade Unipessoal Lda; com sede em Nacala-Porto, bairro Maiaia, bloco 1;

MGH COMERCIO DE MOÇAMBIQUE, LDA, com sede em Nacala-Porto, bairro Ontupaia Cidade de Maputo – bairro Central;

SADI SOCIEDADE UNIPESSOAL LDA, com sede na Cidade de Nampula, Urbano Central;

MARYAH IMOBILIARIA, E.I, com sede na Cidade de Maputo, bairro Central;

NR INVESTIMENTOS LDA, com sede na Cidade de Maputo, bairro Central;

MAS COMÉRCIO E SERVIÇOS SOCIEDADE UNIPESSOAL LDA, com sede em Nacala-Porto, bairro Maiaia;

H & G GROUP SOCIEDADE UNIPESSOAL LDA, com sede em Nacala-Porto, bairro Triângulo;

COMÉRCIO DO NORTE DE MOÇAMBIQUE LDA, com sede na Cidade de Maputo, bairro Central;

SOCIEDADE INDUSTRIAL DO NORTE LDA, com sede na Cidade de Nampula, bairro de Namicopo;

PARAISO RESIDENCIAL SOCIEDADE UNIPESSOAL LDA, com sede na Província de Maputo, bairro da Machava;

RESIDENCIAL FÉNIX LDA, com sede na Cidade de Nampula-Urbano Central;

NS TRADING SOCIEDADE UNIO.,LDA;

SUBLAB TRADING SOCIEDADE UNIPESSOAL, LDA;

SHK TRADING, LDA;

LA VIVA COMERCIAL SOCIEDADE UNIPESSOAL, LDA;

RAM TRADING, LDA;

MAPUTO EXECUTIVE HOTELL LIMITADA;

AKJ TRADING SOC. UNIPESSOAL, LDA;

BUSINESS TRADING SOC. UNIP, LDA;

SG TRADING, EI;

FIABSA TRADING, LDA;

SACAFIR IMPORT & EXPORT, LDA;

LIFEPACK, LIMITADA;

AUTO PAC, LIMITADA;

TRANSPACK SERVIÇOS, LDA;

MIA EXECUTIVE HOTEL, LDA;

ZAS TRADING SOCIEDADE UNIPESSOAL, LDA;

TOGETHER IN PALMA LODGE, LDA;

SOUTHERN EMPORIUM, LIMITADA;

DAKISHONGA SOCIEDADE UNIPESSOAL, LDA;

AYGATE TRADING SOCIEDADE UNIPESSOAL, LDA;

UB-UNIVERSAL BUSINESS SOCIEDADE UNIPESSOAL, LDA;

HOME PRICE, LDA;

SV SOCIETE SOCIEDADE UNIPESSOAL LDA,

MARS TRADING SOCIEDADE UNIPESSOAL, LDA;

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A busca será feita das 7 horas às 19 horas, na presença do seu representante e se possível, de duas testemunhas, salvaguardando-se, contudo, as demais formalidades.

 

Já há arguidos e apreensão de bens de alto valor

Com o Processo 3/GCCCOT/2022, o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) já apreendeu vários activos, entre os quais empreendimentos, luxuosas mansões e carros de alta cilindragem.

Alguns já são arguidos, outros fugitivos por branqueamento de capitas, falsificação de documentos, fraude fiscal, abuso de confiança fiscal, associação criminosa e uso de documento falso.

Já somam 33 elevando para 48 empresas localizadas na uma maioria nas Cidades de Nampula, Nacala-Porto e Maputo.

Segundo o comunicado do GCCC, “das diligências até então efectuadas resulta que o valor de USD 330.241.242,39, anteriormente, indicado como tendo sido expatriado, entre os anos 2019 e 2023, com alegação de importação de diversas mercadorias, subiu para USD 802.413.755,32, equivalente a 50.752.670.023,99 meticais, sem que contudo as supostas mercadorias importadas tenham dado entrada no País”.

No âmbito deste Processo, até ao momento, “foram apreendidos 54 imóveis, designadamente de hotelaria e turismo, estabelecimentos comerciais, instalações de empresas, residências, edifícios em construção e outras propriedades pertencentes aos arguidos. Foram igualmente, apreendidos diversos bens imóveis, dentre os quais 13 viaturas. Dos 40 arguidos até agora constituídos, seis estão em prisão preventiva, três em liberdade provisória mediante caução e os restantes encontram-se foragidos”.

Outro processo 34/BC/GCCCOT/2022 já soma sete arguidos, dos quais três estrangeiros. E desses sete, quatro, em sede do Tribunal foram restituídos à liberdade, mediante pagamento de caução e três mantidos em prisão preventiva.

Nos mesmos autos, foram aprendidos 54.143.364,03 transferidos para Conta Única do Tesouro (CUT).

Só no primeiro semestre deste ano, o Estado acumulou um prejuízo de 405 milhões de meticais, resultantes de actos de corrupção em várias entidades. Segundo o GCCC, este valor é fruto de 1.328 Processos tramitados, dos quais 705 do período em referência, acrescidos 623 de 2023.

Do total dos Processos tramitados, terminaram apenas 475, tendo recaído 346 em despacho de acusação e 129 de arquivamento da instrução.

Os crimes mais praticados são a corrupção passiva para acto ilícito com 236 casos, seguido de corrupção activa com 169, abuso de cargo ou função com 95, peculato com 70 e simulação de competências com 65.

No mesmo âmbito foi apreendido um valor de 277.617,00 meticais depositados n CU, e apreendidos quatro imóveis avaliados em mais de 39 milhões de meticais e uma viatura orçada em 1,3 milhão de meticais. (Profundus PDF).

 

Chemba: Jovens capacitados em Plano de Negócios

Esta capacitação de 70 jovens em Planos de Negócios resulta da primeira formação em diversos cursos de saber fazer, com financiamento da Solidar Suisse, no distrito de Chemba, em Sofala.

Dos 70, 28 são mulheres. São jovens oriundos do Posto Administrativo de Mulima, Posto Administrativo de Chiramba, Localidade Administrativa de Catulene, Povoado de Cado e Localidade Administrativa de Goê.

A capacitação de três dias foi feita pela Agro-Incumbadora em matérias de Gestão Financeira e Empregabilidade (Plano de Negócios).

Na ocasião, o Director executivo de Agro-Incumbadora em Sofala, Elísio Luís Miguel explicou que a capacitação visa munir as capacidades práticas aos jovens formados recentemente (conhecimentos técnico profissionais).

Miguel falava numa quinta-feira (11.07.2024), na sala de Sessões do Governo de Chemba, local acolhedor da capacitação.

Segundo o Director, o financiador vai acompanhar os jovens na implementação dos seus projectos, tendo em conta os kits que recentemente receberam após a sua formação.

Já os capacitados dizem estar preparados para a implementar as suas iniciativas. Mas, numa primeira fase vão implementá-las de forma colectiva, para dai obter-se a experiência para cada um avançar com seu projecto. (Rosário Phoinde Ntepa).