CHICARI CAMP: Uma combinação da beleza crua da natureza e conforto

A nova e ousada experiência africana da Gorongosa Safaris “Chicari Camp” toma forma no Parque Nacional da Gorongosa (PNG), na província de Sofala, região central de Moçambique. A sua inauguração está para breve.

A Gorongosa Safaris está a trazer algo verdadeiramente especial para a área selvagem mais notável de Moçambique. Com inauguração prevista para este mês, maio, o Chicari Camp é um acampamento de tendas com dez quartos cuidadosamente concebido que combina estilo, conforto e sustentabilidade. Com uma vista para vibrante lagoa, oferece lugares na primeira fila para a incrível vida selvagem da Gorongosa.

Chicari Camp é composto por uma beleza crua de Moçambique, num safari sazonal simples, mas imersivo, reflectindo o seu papel em evolução na história de conservação da Gorongosa.

Estão em curso progressos emocionantes, quatro contentores personalizados já chegaram na Gorongosa e a construção do Chicari Camp está em curso. Concebidos e produzidos pelos arquitectos especializados do Malapa, as componentes do acampamento foram meticulosamente elaboradas para uma montagem eficiente no local.

A sustentabilidade está no coração do Chicari, com madeira de origem local da concessão florestal da Gorongosa utilizada para novos elementos como o tronco da árvore, juntamente com arte, artesanato e mobiliário feitos por artesãos locais.

“Temos o prazer de partilhar as últimas maquetes arquitectónicas, oferecendo um vislumbre design elegante de Chicari. A estrutura inovadora do acampamento garante um impacto ambiental mínimo: no final de cada estação, tudo é embalado, com a base das tendas a transformarem-se engenhosamente em caixas de armazenamento e até mesmo os lavatórios são perfeitamente dobráveis”, detalha a Gorongosa.

O Chicari Camp é mais do que um simples destino de safari; é um modelo pioneiro de viagem sustentável.

AdRC restringe abastecimento de água na Beira e Dondo

A Água da Região do Centro (AdRC) vai restringir em dois dias, 10 e 11 deste mês, maio, o abastecimento de água nas cidades da Beira e Dondo, província de Sofala, devido aos trabalhos de manutenção dos órgãos do sistema de produção, que incluem à conexão da nova Estação de Bombagem a Conduta Adutora em Mutua.

Segundo uma nota de informação emitida hoje, a que o “Profundus” teve acesso, a AdRC apela aos consumidores que durante este período de restrição tomem as devidas precauções como a reserva antecipada de água e o seu uso. E neste momento, esforços estão sendo envidados para solucionar a melhoria do serviço de abastecimento do precioso líquido aos consumidores.

Moçambique construirá uma refinaria de petróleo até 2027

O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou hoje, o lançamento do projecto para implantação de uma refinaria de petróleo em Moçambique, que promete reduzir a dependência de importações de combustíveis e posicionar o País como exportador regional, com previsão de conclusão para 2027.

O Chefe do Estado falava esta quarta-feira, (08,05), na abertura da 11ª edição da Conferência de Mineração e Energia, que decorre na Cidade de Maputo.

Na ocasião, Daniel Chapo, disse que o projecto será implementado num período máximo de dois anos e permitirá a capacidade de armazenar cerca de 160 mil toneladas métricas para combustíveis líquidos (gasolina, gasóleo, nafta) e 24 mil toneladas métricas para GPL (gás de Petróleo Liquefeito).

“Dotada de tecnologia e equipamentos de ponta, a refinaria produzirá Gasolina, Gasóleo, Nafta e Jet A1, visando o abastecimento do mercado nacional e regional” afirmou, acrescentando que o projecto vai posicionar o País como um actor relevante na cadeia de valor dos combustíveis líquidos, com impacto positivo na criação de emprego, sobretudo para juventude.

 

 

APÓS CATIVEIRO NA RÚSSIA: Corpo de jornalista ucraniana devolvido sem órgãos

O corpo da jornalista ucraniana Viktoriia Roshchyna, que foi torturada e morta na Rússia, não tinha alguns órgãos internos, de acordo com uma investigação da Forbidden Stories.

A jornalista ucraniana Viktoriia Roshchyna foi capturada no verão de 2023 perto da central nuclear de Zaporíjia, no sul da Ucrânia.

Viktoriia Roshchyna tinha já sido detida por três vezes anteriormente, mas continuava a reportar a partir de zonas de risco extremo. O trabalho incidia sobre prisões secretas e práticas ilegais de detenção de civis, incluindo mulheres e crianças, por parte das forças russas. Após a captura, passou mais de um ano incomunicável. A única excepção foi uma breve chamada telefónica feita aos pais em agosto de 2024

Os restos mortais da jornalista Victoria Roshchyna, que desapareceu durante uma viagem de reportagem, foram devolvidos no âmbito de uma troca de corpos entre a Ucrânia e a Rússia em fevereiro.

Em abril de 2024, a Rússia admitiu oficialmente que Roshchyna estava em cativeiro. Poucos meses depois, em outubro do mesmo ano, a família da jornalista recebeu uma carta das autoridades russas a informar que Roshchyna tinha morrido, mas sem fornecer quaisquer pormenores ou circunstâncias.

Foi então que a rede de jornalismo colaborativo Forbidden Stories lançou uma investigação sobre a sua morte.

Em fevereiro de 2025, Moscovo entregou os corpos de 757 ucranianos a Kiev. O corpo de Roshchyna estava entre eles, mas foi erradamente registado nos documentos russos como um “homem não identificado” com o número “757” e a marcação “SPAS” em russo (СПАС), um acrónimo para insuficiência cardíaca.

Durante um exame inicial, os patologistas determinaram que o corpo pertencia a uma mulher. Uma investigação conduzida pelo Gabinete do Procurador-Geral da Ucrânia revelou uma correspondência de 99% do ADN com Roshchyna.

 

Investigação sobre a morte de Viktoriia

O estado do corpo tornou impossível estabelecer a causa da morte através de um exame forense, disse o chefe do Departamento de Guerra do Gabinete do Procurador-Geral, Yurii Bielousov.

No entanto, “as lesões corporais foram infligidas em vida, pelo que existe uma elevada probabilidade de ter sido exposta a tortura”, acrescentou.

Yurii Bielousov declarou ainda que foram encontrados numerosos sinais de abuso e tratamento cruel no corpo de Roshchyna, nomeadamente escoriações e contusões em várias partes e uma costela partida. Os peritos observaram também possíveis indícios da aplicação de choques elétricos.

O inquérito complementar revelou que o corpo apresentava indícios de uma autópsia efectuada na Rússia antes de ser devolvido à Ucrânia.

Durante o exame na Ucrânia, também se verificou que faltavam vários órgãos, incluindo o cérebro, os olhos e parte da traqueia de Roshchyna.

Os investigadores dizem que foi encontrado um hematoma no pescoço, juntamente com uma suspeita de fractura do osso hioide, um indicador comum de estrangulamento. No entanto, o estado geral do corpo da jornalista tornou impossível determinar a causa exacta da morte.

A abreviatura russa “SPAS” encontrada no corpo significa “falência total das artérias do coração”, uma designação que pode ter sido utilizada pelas autoridades russas para fabricar uma causa oficial de morte.

 

Presa num centro de detenção brutal

Roshchyna desapareceu em agosto de 2023. Os seus colegas afirmaram que a repórter se deslocou a uma região da Ucrânia controlada pela Rússia – uma provação perigosa para qualquer ucraniano – para relatar a vida das pessoas que vivem sob ocupação.

A jornalista Evgeniya Motorevskaya, que trabalhou com Roshchyna como antiga editora do Hromadske, um meio de comunicação ucraniano, contou que a jovem repórter estava determinada a fazer o seu trabalho o melhor possível.

“Para ela, não havia nada mais importante do que o jornalismo. A Vika estava sempre onde se desenrolavam os acontecimentos mais importantes para o país. E teria continuado a fazê-lo durante muitos anos, mas os russos mataram-na”, afirmou numa declaração publicada nas redes sociais quando a morte de Roshchyna foi anunciada pela primeira vez.

O pai de Roshchyna deu o alarme pela primeira vez quando a jornalista deixou de responder às mensagens durante a missão, mas a família não sabia do seu paradeiro até nove meses depois, quando Moscovo admitiu finalmente que a mantinha detida.

Tal como milhares de outros civis ucranianos, Roshchyna foi raptada pelas autoridades russas na Ucrânia ocupada e deportada para a Rússia, onde foi mantida sem acusação nem julgamento.

Roshchyna chegou a ser incluída numa lista para troca de prisioneiros em setembro, mas foi retirada sem explicações. Responsáveis russos alegaram que “não chegou a tempo”. Poucos meses depois, o corpo foi entregue à Ucrânia em condições que indicam um padrão de abusos que se repete em centenas de casos.

Em setembro de 2024, Roshchyna, uma jovem saudável de 27 anos, já estaria morta, embora a sua família só o tenha descoberto cerca de um mês depois, quando recebeu uma notificação da Rússia.

Petro Yatsenko, porta-voz do Centro de Coordenação Ucraniano para o Tratamento de Prisioneiros de Guerra, revelou em outubro que Roshchyna morreu quando estava a ser transferida de um centro de detenção na cidade de Taganrog, no sul da Rússia, para Moscovo.

Roshchyna, inicialmente levada para a Colónia Penal n° 77, em Berdiansk, foi depois transferida para o centro de detenção de Taganrog, na Rússia, um local já referido por várias organizações de direitos humanos como um epicentro de tortura sistemática. Ex-prisioneiros que passaram por Taganrog relataram choques eléctricos, espancamentos, privação de comida e longos períodos de isolamento como métodos habituais.

A investigação internacional The Viktoriia Project, conduzida pelo jornal inglês “The Guardian” em parceria com outras redacções europeias, concluiu que cerca de 16 mil civis ucranianos permanecem detidos sem acusação formal em mais de 180 prisões e centros de detenção sob controlo russo. Muitos destes civis foram alvo de tortura, desaparecimentos forçados e execuções extrajudiciais.

A história de Viktoriia Roshchyna lança uma luz crua sobre os riscos enfrentados por jornalistas em zonas de conflito e reforça o apelo global por mecanismos de proteção eficazes para a imprensa, bem como por uma resposta coordenada da comunidade internacional perante violações graves do direito internacional humanitário. (Euronews, JN e CNN).

Gorongosa junta 125 produtores para troca de experiências em boas práticas de agricultura

No dia de campo, culminando com as comemorações de 22 de Abril, Dia da Terra, o Parque Nacional da Gorongosa (PNG) juntou 125 produtores de dez comunidades, nomeadamente Nhamazi-Canda, Tsiquir, Tazaronda, Vunduzi-Cavalo, Cilindro, Nhamuchururo, Ntataca, Nhauranga, Nhanjuge e Mucodza, todas do distrito de Gorongosa para uma troca de experiências sobre boas práticas de culturas diversas.

As comunidades de Gorongosa produzem mais milho, gergelim e hortícolas nas proximidades apoiadas pelo Parque.

Segundo a coordenadora do Programa de Agricultura do Parque Nacional da Gorongosa, Deize Guibundana, “esta actividade é uma oportunidade para demonstrar o trabalho realizado em comunidades, com vista à troca de experiências, disseminação de tecnologias e aprendizagem mútua”, como, por exemplo, a exposição de insumos agrícolas, informações de como adquirir e usar semente certificada, sistema de irrigação (bomba solar) e uma máquina de moer milho.

“Ao trabalharmos juntos e investirmos na agricultura sustentável, podemos combater a fome e construir um território saudável e produtivo para todos”, defendeu a coordenadora do Programa de Agricultura do PNG.

O Dia de Campo, também serviu para os provedores de serviços, além dos produtores que souberam onde, por exemplo, adquirir os insumos agrícolas certificados, garantindo a produção e produtividade, apesar das mudanças climáticas que o País, sem excepção do que o distrito de Gorongosa vive.

O produtor da comunidade de Nhauranga, Rogério Tomás Jambo, louvou a troca de experiências porque “encoraja outros produtores a aumentarem as áreas de produção”, pelo conhecimento adquirido de como ter semente certificada e garantir a produção.

Na exposição, Rogério Tomás Jambo apreciou mais o “método de uso controlado de produtos químicos para o combate de pragas que destroem as culturas de milho, gergelim e hortícolas”.

As técnicas aplicadas no campo do produtor Rogério Tomás Jambo motivaram uma visita dos participantes, sendo uma forma de aprenderem para aplicar nos respectivos campos de produção agrícola.

Naquele campo de produção agrícola, Rogério usou semente certificada, além de seguir as técnicas de produção ensinadas pelo PNG e parceiro Resilience e por ‘extensionistas’ do Governo.

Já o governo local, o Serviço Distrital de Actividades Económicas de Gorongosa (SDAE), esteve representado pelo agente de transferência de tecnologias agrícolas, Altino Marino Chapo, que também congratulou o produtor, pois as boas práticas que ele tem aplicado estão visíveis na prática, tamanho e número de fileiras entre espiga de milho e no número de sementes que a cápsula do gergelim apresenta.

A Gorongosa em parceria com a Organização Não-Governamental Resilience trabalha com 5.025 produtores da Zona de Desenvolvimento Sustentável do Parque Nacional da Gorongosa. (Samuel João e Muamine Benjamim).

Cheringoma: 7 óbitos dos 72 casos diários de malária no I.º trimestre

O distrito de Cheringoma, em Sofala, registou no primeiro trimestre de 2025, em média 72 casos de malária por dia, resultando em sete óbitos. A situação preocupa o governo local, levando-lhe a promover palestras de boas práticas contra a malária nas comunidades, além de distribuir as redes mosquiteiras.

O responsável do Programa de Controlo da Malária no Serviço Distrital de Saúde Mulher e Acção Social de Cheringoma, António Tomé Caetano, falando sobre a palestra, disse que é uma “actividade que só está a começar [no bairro 11 de Novembro]. Vamos estender para outros bairros”.

“Ao nível do distrito, a tendência é de aumento de casos de malária. Todos os dias, em média, ronda nos 72 casos diários”, revelou o responsável do Programa de Controlo da Malária no Serviço Distrital de Saúde Mulher e Acção Social de Cheringoma.

Com as palestras iniciadas há uma semana, “a ideia é consciencializar a nossa comunidade, dar a conhecer sobre a situação da malária no nosso distrito, também lembrar das medidas de prevenção da mesma doença”, explicou António Tomé Caetano, apontando a comunidade que “de certa forma influencia no aumento de casos”.

Só no primeiro trimestre de 2025, houve aumento de 90 casos, comparativamente ao período de 2024. “Tivemos 6.497 e 6.407”, respectivamente, resultando em “sete” óbitos dos 72 casos em média diária.

A quase inexistência de medicamentos nas unidades sanitárias de Cheringoma contribui para o aumento de casos de malária. Algumas pessoas já não recorrem aos hospitais “porque sabem que não têm medicamentos, então se estivéssemos a testar todos […] “tenho a certeza [que] teríamos muito mais casos do que o número que registámos no primeiro trimestre de 2025”.

A malária é uma doença causada pelo parasita Plasmodium, que causa sintomas como febre, suores, calafrios, náuseas, vómitos, dor de cabeça e fraqueza, e é transmitida para as pessoas por meio de uma picada de fêmea infectada do mosquito Anopheles.

A malária tem cura, mas é importante que o tratamento seja iniciado rapidamente, pois em muitos casos a doença pode se tornar grave, provocando anemia, diminuição das plaquetas, insuficiência renal ou, até, o comprometimento do cérebro, em que as possibilidades de complicações e de morte são maiores.

Evitar as áreas mais propensas à contaminação da doença (charcos ou lixo), principalmente durante o entardecer ou amanhecer; usar repelente, respeitando as orientações do fabricante; colocar telas de protecção contra mosquitos em janelas e portas; manter limpeza das ruas; não fazer campos de produção agrícola próximos das residências, são algumas medidas de prevenção da malária. São algumas práticas não observadas com rigorosidade pelas comunidades de Cheringoma.

O responsável da malária em Cheringoma critica atitudes de pessoas infectadas pelo vírus da malária. Alguns “recebem os medicamentos”, mas “partilham para os outros ao invés de terminarem a dosagem. Não terminar o tratamento é igual a não se declarar curado, pode ser o caso de apenas se registar uma melhoria”, porém o parasita continua no sangue, e com o tempo poderá apresentar sintomas da malária. (Lucas Singale).

DO PAÍS SONHADO AO VIVIDO: Moçambique 1975-2025

“DO PAÍS SONHADO AO VIVIDO: Moçambique 1975-2025” é um livro recentemente apresentado, que procura apresentar a situação económica e social de Moçambique ao longo dos 50 anos depois da independência. Não pretende fazer qualquer comparação, quantitativa ou qualitativa, com o período antes da independência.

Os autores João Mosca e Thomas Selemane delimitam o período de 1975 a 1977 até finais da mesma década, momento em que se implementou a “experiência socialista” e, posteriormente, o Programa de Ajustamento Estrutural (PAE) “sugerido” pelas Instituições Financeiras Internacionais, particularmente as de Bretton Woods (IBW), e o período seguinte, denominado de economia com crescimento “robusto”, à crise de um Estado frágil, focando-se nos finais do século XX até à actualidade.

Os principais domínios analisados são o Produto Interno Bruto (PIB) e estrutura económica; população e emprego; pobreza; relações económicas externas e dependência externa; conflitos; e, ambiente.

 

 

O livro de 85 páginas inclui gráficos e tabelas, analisando o País de 1975-2025, através de dados de instituições e pesquisadores nacionais, organizações internacionais e do Governo, oportunamente referenciados. (Muamine Benjamim)

Moçambique: Malária mata 162 pessoas no primeiro trimestre de 2025

Em Moçambique, os casos de malária subiram em 15,4% no 1º trimestre de 2025. São dados do Ministério da Saúde que apontam a preocupação e a necessidade de reforço contra a doença que já matou 162 dos 19.947 dos doentes registados neste período.

Moçambique registou uma queda significativa no número de casos de malária em 2024, mas o primeiro trimestre de 2025 trouxe sinais de alerta com o aumento da gravidade e da mortalidade da doença. De acordo com o MISAU, o país notificou 11.622.449 casos em 2024, uma redução de 12% em relação aos 13.240.174 casos registados em 2023. As províncias com maior carga de doença foram Zambézia (3,48 milhões de casos), Nampula (2,87 milhões) e Cabo Delgado (1,69 milhões), que juntas concentraram aproximadamente 70% do total nacional. Em contrapartida, Maputo Cidade (14 mil casos), Maputo Província (41 mil) e Gaza (89 mil) apresentaram os números mais baixos.

Os dados de janeiro a março de 2025 indicam uma subida preocupante de 15,4%, com 19.947 casos de malária severa notificados. No mesmo período, as mortes por malária aumentaram de 107 para 162, uma elevação de 51%, com destaque para Niassa, que sozinho concentrou 40% dos óbitos (64 mortes).

No âmbito do Dia Mundial da Malária, celebrado a 25 de Abril, a responsável pelas intervenções de controlo do vector no Programa Nacional de Controlo da Malária do MISAU, Inês Juleca António, falou sobre os avanços e os desafios no combate à doença. “Alcançamos vários progressos no combate e controlo da malária nos últimos anos, progressos na prevenção, no diagnóstico e tratamento”, afirmou.

“Estamos a usar uma estratégia que se chama gestão integrada do vector, no qual estratificamos o país e, através dos critérios que cada área estratificada apresenta, nós temos colocado um tipo de intervenção, de modo a controlar o vector transmissor da malária”.

Entre as principais medidas, o país aposta fortemente na distribuição de redes mosquiteiras, consideradas o principal instrumento de prevenção, e na pulverização intradomiciliária, que está a ser realizada apenas nas áreas com maior densidade populacional e incidência da doença. “Estamos a fazer agora a pulverização apenas na zona sul do país com apoio do governo sul-africano, para poder eliminar a malária na África Austral, visto que as fronteiras são os lugares com mais facilidade se transmite a malária, devido ao aglomerado populacional.”

Moçambique já tem a vacina contra malária. O seu uso começou na província com mais casos da doença “Vamos aguardar os resultados da vacinação na província da Zambézia, depois de fazer um estudo e comparar o antes e depois da introdução da vacina poderemos saber qual é a prevalência da doença”.

Enquanto isso, existem testes rápidos “em todas unidades sanitárias, e para quem precisar de tratamento o país está em condições, existe anti malárico nos nossos depósitos e nas unidades sanitárias”. (Luísa Franque).

Há cerca de 300 trabalhadores despedidos em Nhamatanda

De dezembro de 2024 a esta parte, cerca de “300 trabalhadores envolveram-se em conflitos laborais, aumentando cada vez mais o índice de desemprego”, revelou hoje a secretária distrital da Organização dos Trabalhadores de Moçambique (OTM) em Nhamatanda.

Sandra Norberto Herculano, falando na ocasião do Dia Internacional do Trabalhador, 1 de Maio, em Nhamatanda exortou aos empresários e empregados a recorrerem ao diálogo para evitar conflitos laborais.

No ano passado, “muitas empresas ficaram sem recursos e acabaram despedindo os trabalhadores”. A situação afectou cerca de 300 trabalhadores no distrito de Nhamatanda”, disse Sandra Herculano.

“Temos casos de trabalhadores a serem despedidos sem justa causa e quando vamos recorrer”, nota-se lacunas entre o empregado e empregador. Em alguns casos, “não existem contratos assinados em ambas partes”, são feitos “verbalmente”, o que dificulta a protecção dos direitos do empregado e patrão.

Secretária Distrital da OTM –Nhamatanda.
Sandra Norberto Herculano

Para este ano, “já tive queixas de cerca de 15 grupos de trabalhadores”. Comparativamente aos anos anteriores, há uma tendência de redução.

A OTM encaminhou um caso ao Tribunal Judicial de Nhamatanda, depois de uma tentativa de mediação sem sucesso.

Sob o lema “Pelos Direitos Laborais e Sindicais – A Luta Continua”, as comemorações do Dia 1 de Maio foram caracterizadas por desfile de cada instituição, da Praça dos Trabalhadores onde depositaram flores, marchando pelas principais vias da Vila Municipal, passando da Estrada Nacional Número Seis (EN6) para a tribuna, culminando com a entrega de certificados a empresas participantes. (Muamine Benjamim).

PRIMEIROS 100 DIAS DE CHAPO: Frelimo vai celebrar com marcha em Nhamatanda

Em Nhamatanda, o partido FRELIMO anunciou, hoje, a realização de uma marcha distrital no próximo dia 3 de maio, em saudação aos primeiros 100 dias de governação do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo.

“São convocados todos os militantes e simpatizantes, Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN), Organização da Mulher Moçambicana (OMM), Organização da Juventude Moçambicana (OJM), todos grupos culturais e todos os munícipes em geral, para participarem na marcha dirigida por sua Excelência Lourenço Ferreira Bulha, Governador da Província de Sofala alusiva a saudação dos 100 dias de Governação do Camarada, Daniel Francisco Chapo, Presidente da República e Presidente da FRELIMO, no dia 3 de maio- sábado, pelas 8 horas, comunica o sector de mobilização do partido em Nhamatanda.

A “concentração será na Sede Distrital”, seguindo-se a tribuna.

Lembre-se que Chapo apresentou “os resultados do Plano de Acções de Impacto dos primeiros 100 dias de Governação – aquilo a que chamamos resposta aos desafios de curto prazo para o povo moçambicano. Hoje, olhamos para trás com orgulho, sabendo que cada desafio enfrentado foi uma oportunidade para o crescimento e melhoria contínua”, lê-se no discurso apresentado na última segunda-feira (28.04). (Profundus).

Jornal Profundus

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