A Direcção da Escola Secundária Geral de Nhamatanda convoca todos os alunos da 7.ª classe à 12.ª classe do curso diurno e nocturno e todos os professores e funcionários da Secretaria, a participarem no culto de “oração e libertação”, a ter lugar na próxima segunda-feira, dia 21 de julho de 2025, pelas 7h, no recinto escolar, a ser dirigido por pastores provenientes do vizinho Zimbabwe.
“A participação de todos os alunos, professores e funcionários da Secretaria da Escola é de extrema importância e obrigatória”, lê-se na convocatória de hoje, a que o “Profundus” teve acesso.
Esta actividade enquadra-se nos esforços do Governo de Nhamatanda para resolver o problema de desmaio.
O “Profundus” sabe que os pastores provenientes de Zimbabwe já estão a fazer alguns trabalhos naquela escola.
Desde última quinta-feira, a Escola Secundária Geral de Nhamatanda (ESGN) decidiu interromper aulas de duas semanas, na esperança de ver os educandos a voltarem a estudar num ambiente sem delírios, agressões físicas e destruições cujas vítimas são os próprios alunos por motivos ainda não conhecidos.
Os alunos voltarão no final deste mês para iniciar as Avaliações Provinciais (AP). Esta decisão é o resultado de uma orientação do Governo local.

As tentativas de solução não começaram hoje. Os recentes convites apontam um grupo de pastores de diferentes igrejas de Nhamatanda que deveria realizar um “culto de libertação”, mas ninguém foi “liberto” e nem tempo para tal. Antes mesmo de o fazerem, no dia 13 de junho, à noite, cerca de sete alunas começaram com os delírios danificando tudo a sua volta, gritando, por vezes falando línguas estranhas, mencionando nomes de alguns professores que supostamente teriam feito algum feitiço ali e ameaçando pessoas nas principais vias de acesso à escola. Não houve oração, senão fuga.
Entretanto, a recente paralisação de aulas resulta de uma comissão já criada no dia 4 do mês corrente, incluindo agentes da saúde, pastores e líderes comunitários, para em dez dias apresentarem propostas contra desmaios na ESGN.
É um assunto receoso para alguém se dar o luxo de comentar para publicações, até porque o já tem barbas “brancas”.
De 2022 a esta parte, a escola soma cerca de 60 alunos vítimas, sendo cinco rapazes.
Enquanto os delírios continuarem naquela escola, o fim das aulas não dependerá de horários, mas sim de desmaios, agressões físicas e destruição de bens materiais através de alunos. (Muamine Benjamim).
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