Jovem detido por raptar um menor de 6 anos em Dondo

Um jovem de 22 anos está detido no Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Dondo, província de Sofala por rapto de menor de 6 anos. Confessa o crime enquanto aguardava pelos trâmites legais para a sua responsabilização criminal.

A PRM deteve, na última sexta-feira o jovem em conexão com o crime.

O indiciado é vizinho da criança, que na manhã de quinta-feira raptou o menor no bairro Consito enquanto brincava. Colocou o miúdo em cativeiro na zona de expansão, vulgarmente 3 tanques, arredores da cidade do Dondo.

O raptor exigia uma quantia de 250 mil de resgate.

Após a denúncia, a PRM iniciou de imediato diligências operativas que culminaram com a localização do suspeito, através do rastreio do número de telefone usado para contactar o pai da vítima.

O caso foi apresentado ontem, sábado, no Comando Distrital da PRM em Dondo.

Na ocasião, o porta- voz da PRM em Sofala, Honório Chimbo, contou que “o indiciado utilizou um número de telefone para exigir dinheiro em troca da libertação da criança. Usando os nossos meios de investigação, conseguimos rastrear a origem das chamadas, o que nos permitiu localizar o indivíduo numa zona afastada”, explicou.

Durante a noite, o indivíduo que téria levado a criança ia efectuando várias chamadas e mensagens para a família, exigindo 250 mil meticais para libertar a criança.

De acordo com as autoridades, “o suspeito foi surpreendido e detido na posse da criança por volta das 10 horas do dia seguinte. A detenção ocorreu sem resistência e o menor foi resgatado em segurança”.

A PRM garante que os autos estão a ser lavrados e que o caso seguirá para o Ministério Público para os devidos trâmites legais. “Foi uma operação rápida e eficaz que evitou consequências mais graves”, sublinhou a fonte policial.

O indiciado é confesso. Diz que concebeu o plano de rapto para poder pagar uma vaga de emprego com o dinheiro do resgate.

“Eu queria pagar uma vaga de emprego, que alguém havia-me prometido, que custa 85 mil meticais. Como resgate pedi 250 mil meticais”, conta o jovem nas mãos da Polícia, acrescentando que se poderia descontar o dinheiro inicial.

“Se o pai tivesse pago o resgate, iria deixar a criança num lugar público”, contou o indiciado.

Em declaração, afirmou igualmente que esta foi a primeira vez que cometeu um crime do género e que, por isso, não se sentiu confortável com a situação. “O plano era de devolver a criança no segundo dia. Levei-a para o bairro da Expansão, numa casa abandonada, e fiz tudo sozinho”, mas mal terminou.

As autoridades alertam a sociedade em geral para se precaver destas atitudes, por isso, apela para a denúncia e colaboração conjunta como forma de ajudar na mitigação de crimes.

O menor já se encontra no convívio familiar e de boa saúde. (Narcísio Cantanha).


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