O Supermercado do Povo encerrou, alegadamente por insuficiência de lucros. Os 23 trabalhadores estão a terminar de arrumar todos os produtos para serem transportados a outras sucursais de Manica e Sofala.
Trata-se do mesmo Supermercado localizado ao lado do antigo terminal de Nhamatanda, que no dia 7 de maio de 2024, motivou queixas de maus-tratos do patrão chinês, consequentemente, os seus colaboradores marcharam no dia 15, do local do trabalho ao Conselho Municipal de Nhamatanda (CMVN) pela Estrada Nacional Número 6 (EN6) como quem pede socorro.
Depois de uma intervenção do administrador, do edil, do “Profundus”, advogado, sindicato e inspecção de trabalho, parecia funcionar normalmente, ou pelo menos era a imagem criada por quem passava daquele Supermercado. Um ano depois, a loja está a fechar, alegadamente por não atingir os lucros.
Dos 23 trabalhadores, 12 apontados a dedo pelo chinês iriam trabalhar noutras sucursais (Sofala e Manica). Outros 11 perderiam o emprego, mas todos decidiram indeminizações, temendo que noutros estabelecimentos pudessem ser expulsos uma vez que se trataria de novas pessoas e nova gestão. Todos perderam o emprego.
Depois de um “braço-de-ferro” entre o chinês e os trabalhadores, finalmente tiveram as indeminizações, variando de 9.500 a 14.250 meticais. Mas este sucesso dependeu da intervenção do advogado da empresa.
Desde o início de Setembro, uma vez extinguido o contracto os trabalhadores fazem “jackpot” para receberem 350 meticais, arrumando diariamente os diversos produtos.
Uma fonte confidenciou que até segunda-feira próxima, os trabalhos poderão terminar de arrumar os produtos.
A loja continua fechada há duas semanas, mas dentro do edifício estão a organizar os produtos.
Alguns jovens são formados em diferentes áreas de saber, mas pela falta de emprego, viram-se acolhidos naquele Supermercado.
O chinês fechou a loja, famílias ficaram desempregadas e Nhamatanda perdeu o único supermercado que o abastecia com diferentes produtos de alimentação, construção, vestuários, calçados e electrodomésticos. Enquanto a empresa soma prejuízos nas indeminizações e transporte dos produtos para outras sucursais. (Muamine Benjamim).
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