Ministério Público e Polícia reconhecem a necessidade de reflexão sobre novos crimes

A evolução dos crimes em Moçambique remete também a intervenções evolutivas recorrendo à tecnologia para responder os diferentes crimes. Esta realidade abre novos desafios do Ministério Público e da Polícia da República de Moçambique (PRM) usando desde tecnologias de ponta para a investigação e administração da justiça.

Nas celebrações de 5 de novembro do ano em curso, sob o lema: “50 anos consolidando um sistema de justiça ao serviço do cidadão, rumo a maior confiança e coesão social”, o magistrado da primeira secção da Procuradoria Distrital do Dondo, Gervásio de Jesus, sublinhou que o distrito não está à margem desses desafios, onde os criminosos estão a todo o custo a inovar nas suas incursões no mundo criminal.

“É um dia de reflexão e de repensarmos a forma da nossa actuação em relação à justiça. Um dos principais desafios é a prevenção, que fazemos através de palestras com as comunidades, nas escolas e em vários sectores da Administração, pois o conhecimento é uma das melhores armas para combater o crime”, sublinhou que as pessoas devem saber “o que é crime e o que devem ou não fazer”.

Alguns casos criminais levam ao desaparecimento de processos judiciais em Sofala. De forma específica, no distrito do Dondo, não há registo desses casos, disse o magistrado, garantindo “tanto ao nível do comando distrital, da Procuradoria como do Tribunal Judicial”. Se eventualmente ocorrer, é possível recuperar os autos, porque em todos os sectores ficam cópias dos processos e declarações. Nenhum caso morre porque o processo desapareceu, é possível recuperar e dar seguimento”.

De concreto, os autos levantados no Comando distrital da PRM do Dondo, aproximadamente chegam a mais de mil processos criminais anualmente. Aliás, há casos em que os cidadãos optam por resolver justiça pelas próprias mãos, o que preocupa o comandante distrital da PRM no Dondo, Malissane Raiva.

“Temos observado que alguns cidadãos, imbuídos do sentimento de justiça, acreditam que a melhor forma de resolver conflitos é recorrer à vandalização ou à justiça pelas próprias mãos”. Estas atitudes despertam atenção policial para uma reflexão sobre como lidar com esse tipo de situação.

“Se existem transtornos, comuniquem-se ou aproximem a quem de direito, para melhor se informarem, ao invés de recorrerem a actos contrários à lei ou à justiça pelas próprias mãos”, apelou. (Narcísio Cantanha).


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