Dois cidadãos, um de nacionalidade chinesa e outro moçambicano, foram detidos na última sexta-feira, na cidade de Maputo, na zona do Zimpeto, por envolvimento nos crimes de danos, incêndio, associação criminosa e outros actos, após alegadamente terem incendiado um estabelecimento comercial para eliminar concorrência no mercado.
Segundo o porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), João Adriano, os factos remontam à madrugada do dia 26 de novembro de 2025, quando os dois suspeitos um moçambicano e um chinês, terão recorrido a artefactos de fabrico caseiro, vulgarmente designados por bombas caseiras, para incendiar um estabelecimento comercial pertencente a outro cidadão chinês, vocacionado à venda de equipamentos electrodomésticos e produtos alimentares.
A acção criminosa terá sido planificada com o objectivo de eliminar a concorrência no mercado, sendo que um dos cidadãos chineses detidos é tido como o mandante do incêndio.
Conforme o SERNIC, o mesmo terá contratado o cidadão moçambicano, que por sua vez subcontratou outros indivíduos para a execução do crime.
O incêndio colocou em perigo os trabalhadores do estabelecimento, que se encontravam a dormir numa residência anexa, bem como os guardas em serviço naquela noite, configurando, segundo as autoridades, crimes de perigo comum, crime ambiental e crime de dano, previstos e punidos nos termos do Código Penal moçambicano.
Na detenção dos dois suspeitos, foram apreendidas três armas de fogo, das quais duas supostamente de defesa pessoal e uma caçadeira, todas encontradas na posse do cidadão chinês tido como cabecilha.
As autoridades manifestaram preocupação pelo facto de o referido indivíduo ter sido encontrado com várias licenças de porte e uso de armas, estimadas em cerca de oito, situação que levanta dúvidas quanto à sua legitimidade.
“O nosso trabalho, enquanto investigadores criminais, passa agora por aferir, junto das entidades competentes, a legalidade dessas licenças, uma vez que podemos estar perante indivíduos altamente perigosos para a nossa cidade e para o nosso país”, afirmou o porta-voz do SERNIC.
O SERNIC continua a fazer diligências para capturar os criminosos envolvidos para a sua responsabilização. (Profundus).
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