O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social do Distrito de Muanza promoveu no último sábado uma campanha de doação de sangue, num acto solidário e de profundo compromisso com a vida.
A iniciativa surge na sequência da visita da administradora de Muanza ao sector da Saúde, onde constatou a carência de sangue, elemento essencial para salvar vidas humanas. Sensível à situação, após auscultar as dificuldades, sobretudo de natureza logística, como a necessidade de garantir refeição e suplementos básicos aos doadores, Maria Almija Pulseira disponibilizou bens materiais para viabilizar a realização da campanha.
“Quando estávamos a visitar o hospital, encontramos o défice de sangue, não havia sangue no hospital. E nós todos sabemos que não existe nenhuma fábrica de sangue, não tem sítio para comprar sangue. Queremos pedir a todos nós doarmos sangue. Quando nós doamos sangue, tem muitas vantagens, renova as nossas células do organismo, renova o funcionamento do coração e o bombeamento do coração, quando você diminui o sangue, ele bomba melhor. Por quê? Porque ele faz mais um pouquinho de esforço para melhorar, substitui o sangue que saiu. E quando ele faz isso, ele está a aumentar a capacidade de vida deste coração. Doar sangue é salvar uma vida, então vamos continuar com essa campanha em todo o distrito”, disse.
O que inicialmente era apenas uma preocupação identificada no terreno transformou-se em realidade. A jornada foi antecedida por momentos de ginástica, palestras de sensibilização, actividades culturais e peça teatral, que ajudaram a mobilizar a comunidade e reforçar a importância do gesto.
A directora do Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social de Muanza, Rosalina Chivambo, reconheceu que a necessidade do sungue tem sido mais preocupante em períodos de festa devido às enfermidades, além de sinistralidades. “Procurem pelo Centro de Saúde mais próximo, doem sangue voluntariamente e com frequência para manter os estoques, especialmente em períodos festivos, quando a demanda aumenta”.
“Doar sangue é um ato de solidariedade, voluntário e muito importante para a saúde pública. Uma única doação pode salvar vidas, atendendo a emergências, cirurgias complexas e tratamentos de doenças crónicas. Como o sangue não pode ser fabricado, a doação regular é a única forma de que podemos garantir que os hospitais possam ter reservas suficientes para atender aos necessitados”, explicou o médico e doador do Centro de Saúde de Muanza-sede, Gilberto Camara. (João Almeida).
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