O Programa de Desenvolvimento de Meios de Vida Sustentáveis para Comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável Sustainable Livelihoods Development Program (SLDP) implementado pelo Parque Nacional da Gorongosa (PNG), Resilience e Right To Play, continua a surpreender as comunidades dos distritos de Gorongosa, Nhamatanda, Dondo, Marìngué, Cheringoma e Muanza. Está a entregar 434 equipamentos como quatro moagens, 100 motobombas, 232 debulhadoras de milho, oito armazéns, dez sensores de humidade, 24 balanças, 22 lonas, duas multicultivadoras, nove máquinas de processamento de amendoim, duas máquinas de processamento de farinha de mandioca, além de reabilitar uma represa de água para impulsionar a agricultura e rendimentos financeiros a 640 beneficiários.
Os distritos de Dondo e Nhamatanda já receberam os equipamentos nos dias 09 e 11 deste mês, (segunda-feira e quarta-feira), respectivamente.
O distrito de Gorongosa vai receber o maior número (105) de equipamentos, sendo 40 debulhadores, das quais 15 são a gasolina e 25 funcionam manualmente, dois armazéns, duas moagens, quatro multicultivadoras, 16 balanças, oito lonas, três sensores de humidade, 30 motobombas solares.
Na segunda posição em termos de número de equipamento está o distrito de Nhamatanda que já recebeu 91 equipamentos: duas máquinas de processamento de amendoim, 50 debulhadores de milho sendo 15 a gasolina e 35 funcionam manualmente, um armazém, uma multicultivadora, seis balanças, quatro lonas, dois sensores de humidade e 25 motobombas solares.
Cheringoma ocupa a terceira posição. De acordo com o documento de distribuição de equipamento elaborado pela Resilience Mozambique, a que o “Profundus” teve acesso, o distrito de Cheringoma vai receber duas máquinas de processamento de amendoim, 43 debulhadores de milho, sendo oito a gasolina e 35 que funcionam manualmente, um armazém, uma reabilitação de uma represa de água, quatro balanças, duas lonas, 15 motobombas solares e um sensor de humidade, num total de 69 equipamentos.
O distrito de Dondo já recebeu duas máquinas de processamento de amendoim, 33 debulhadores sendo oito gasolina e 25 que funcionam manualmente, um armazém, uma máquina de processamento de farinha de mandioca, seis balanças, quatro lonas, dois sensores de humidade e dez motobombas, nu total de 59 equipamentos.
Marìngué vai receber uma máquina de processamento de amendoim, 33 debulhadores de milho, sendo oito a gasolina e 25 que funcionam manualmente, dois armazéns, duas moagens, uma máquina de processamento de farinha de mandioca, quatro balanças duas lonas um sensor de humidade e dez bombas solares, num total de 56 equipamentos.
Muanza vai receber duas máquinas de processamento de amendoim, 33 debulhadores, sendo oito a gasolina e 25 que funcionam manualmente, um armazém, uma máquina de processamento de farinha de mandioca, quatro balanças, duas lonas, um sensor de humidade e dez motobombas solares. No total, 54 equipamentos.
A entrega dos equipamentos é consoante a necessidade de cada distrito e capacidade produtiva.
O caso de Dondo
A cerimónia de entrega dos equipamentos foi presidida pelo governador da província de Sofala, Lourenço Bulha. É o mesmo evento com o qual foram entregues 300 kits de sementes compostos por cinco quilogramas de milho, um tractor, dois quilos de feijão vulgar e 50 gramas de sementes de hortícolas, de tomate, de couve, de cebola, de alface e de quiabo a 300 famílias, no âmbito do Programa Inclusivo de Desenvolvimento da Cadeia de Valor Agro-Alimentar (PROCAVA).
Na ocasião, o Parque, especificamente, apoiou 26 produtores, sendo 13 homens e 13 mulheres com equipamentos acima mencionados destinados à produção, processamento e armazenamento de produtos agrícolas.
“Fizemos a entrega de equipamentos de produção e apoio à comercialização para reduzir perdas pós-colheita e facilitar o acesso ao mercado. Estes meios são destinados aos produtores assistidos pelo Parque Nacional da Gorongosa no âmbito do projecto SDLP”, explicou o director da Resiliência Moçambique, Cláudio Gundana.
O apoio inclui um modelo de comparticipação, em que os produtores contribuem com 30% do valor do equipamento, enquanto o projecto financia 70%, promovendo maior apropriação e incentivando o uso dos meios como fonte de rendimento.
A introdução de sistemas de irrigação solar surge como solução sem poluição ambiental ao substituir combustível em zonas onde não há energia eléctrica.
“Estamos a incentivar os produtores a capitalizarem as pequenas áreas que possuem, uma vez que estão na zona tampão onde é difícil expandir as áreas de cultivo. Com isso, apostamos em tecnologias que aumentem a produtividade”, explicou Gundana.
Com este apoio, o SLDP projecta aumento da produção e devido armazenamento, consequentemente, melhoraria a renda das famílias e as condições de vida das comunidades rurais.
Por exemplo, a máquina de processamento de amendoim vai ajudar a jovem Leonilde Celestino a projectar-se na vida.
“Para ter a máquina, comparticipei com 30% do valor. A máquina custa cerca de 65 mil meticais. Antes vivia de trabalhos ocasionais, mas agora sinto que tenho oportunidade para começar o meu próprio negócio,” disse a jovem de 27 anos.
A beneficiária de uma debulhadora de milho, Maria Matambudja, destacou a redução do esforço físico no trabalho agrícola. “Antigamente sofríamos muito porque tínhamos de bater os sacos manualmente e até as crianças ajudavam. Agora, com a máquina, conseguimos debulhar vários sacos em pouco tempo.”
Manuel Wabua, de 29 anos, da localidade de Savane, recebeu uma máquina de processamento de mandioca. “Antes fazia este trabalho com uma máquina manual e levava muito tempo para produzir. Com esta máquina, posso produzir mais de cinco sacos por dia, beneficiando não só a minha família, mas também outras pessoas da comunidade.”
Em cinco anos, (2022 -2027), o SLDP centra-se na melhoria das condições socioeconómicas das comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável, aplicando um financiamento de 20 milhões de Euros (cerca de 1.280.000.000 de meticais). O plano é abranger 45.000 beneficiários directos, dos quais 15.000 produtores do sector familiar e 30.000 membros das comunidades alcançadas pelas campanhas de sensibilização em matérias de nutrição e Água, Saneamento e Higiene, Water Sanitation and Hygiene (WASH). (Narcísio Cantanha).
Discover more from Jornal Profundus
Subscribe to get the latest posts sent to your email.







