Gorongosa: 69,16% da população tem água potável

No distrito de Gorongosa, em Sofala, o abastecimento de água é assegurado por 20 Sistemas de Abastecimento de Água (SAA)  e 335 fontes dispersas das quais 321 encontram-se operacionais e 14 inoperacionais. Ao todo, 159.511 (69,16% dos 230.623 habitantes, segundo as projecções do Censo Geral de 2017 para 2026 têm acesso do precioso líquido potável, mas, existem desafios para a expansão e reabilitação das infra-estruturas, e um défice de 168 fontes e quatro sistemas em locais de maior concentração populacional como Muziwangunguni Sede, Cudzo Sede, Baramanza e Muera.

Fonte: SDPI-Gorongosa

O director do Serviço Distrital de Planificação e Infra-estruturas (SDPI) de Gorongosa, José Chigarire Armando, apresentou o ponto de situação do distrito relativamente ao acesso à água, no primeiro semestre de 2026, a igual período de 2025. “Pouco mais de 6 mil pessoas voltaram a ter o precioso líquido”.

Durante o período em análise, foram mantidas 21 fontes de água nas localidades, das quais 11 em Tambarara, seis em Canda, três na Casa Banana e uma em Cavalo.

Comparativamente ao igual período do ano anterior, em que houve intervenções a 18 fontes de água, registou-se um aumento de 3 fontes, correspondente a um crescimento de 16,66% no número de fontes mantidas.

Segundo o documento “Ponto de situação de abastecimento de água no distrito de Gorongosa” a que o “PROFUNDUS” teve acesso, durante o período em análise, a Águas da Região do Centro (AdRC), entidade responsável pelo abastecimento de água na área municipal da Vila de Gorongosa (antigo FIPAG), fez 61 novas ligações domiciliárias de água, de um total de 234 ligações previstas no plano semestral, correspondendo a uma taxa de realização de 26,06%.

Apesar do sucesso, o Governo de Gorongosa enfrenta a insuficiência de recursos financeiros para a construção, reabilitação e manutenção de sistemas de abastecimento de água; elevado número de avarias nas fontes de água, devido ao desgaste natural dos equipamentos e à utilização intensiva; longas distâncias entre as comunidades e os serviços de assistência técnica, dificultando intervenções atempadas; fraca capacidade financeira de alguns Comités de Água para assegurar a manutenção preventiva das infra-estruturas; crescente procura por água potável, sobretudo em comunidades ainda não abrangidas por sistemas de abastecimento; limitações na cobertura da rede de abastecimento de água na zona municipal e nas comunidades rurais. (Ana Cleta de Lopes Coimbra).


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