Avaria afecta cerca de 67 mil consumidores de água nas cidades da Beira e Dondo

Cerca de 67 mil consumidores das cidades da Beira e do Dondo estão com o abastecimento de água condicionado devido à ruptura de uma conduta na zona de Mutua, no posto administrativo de Mafambisse, província de Sofala.

Um problema técnico que, somado ao volume de água das chuvas, transformou ruas lamacentas em obstáculos para os que tentam reparar o abastecimento. A avaria foi detectada após a redução da pressão nas linhas de operação.

Na última terça-feira, devido à gravidade da situação, a empresa Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG), responsável pelo fornecimento, colocou uma equipa no terreno. Mesmo sob chuva, realizam manobras de bombagem e descargas controladas para minimizar o impacto.

Em conferência de imprensa, o Coordenador Regional Centro de Águas de Moçambique, Adelson Manuel, explicou que as equipas começaram a actuar ainda na noite anterior, incluindo a interrupção do processo de bombagem e descargas controladas, para permitir a intervenção na infra-estrutura danificada.

“Ocorreu uma fuga de água e, quando tivemos conhecimento da situação nas nossas linhas de operação, apercebemo-nos que a pressão estava a baixar. Toda a equipa está mobilizada para efectuar as manobras necessárias e reparar a conduta”, explicou Manuel.

As chuvas e o terreno lamacento na zona de Mutua estão a dificultar os trabalhos, mas o coordenador regional garantiu que todos os esforços estão a ser feitos para repor o abastecimento o mais rápido possível.

“Sabemos que as cidades da Beira e do Dondo estão a ser afectadas, mas estamos a trabalhar para restabelecer o fornecimento de água com a maior brevidade possível.”

Enquanto isso, milhares de famílias olham para os seus reservatórios, calculando cada litro de água restante, conscientes de que o uso racional é a única forma. As cidades estão entre ansiedade e paciência, cada torneira seca lembra a importância da água. No meio disso, há um conselho “usar a água com responsabilidade, manter a calma e confiar que o esforço humano está a ser feito para devolver a normalidade ao dia a dia.”

Além do impacto directo sobre os consumidores, a situação também representa prejuízos operacionais para a empresa, uma vez que a interrupção do serviço reduz o volume de abastecimento a cerca de 67 mil clientes nas duas cidades. (NARCÍSIO CANTANHA).


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