O Departamento de Estado felicita a República do Botswana pela sua adesão aos Acordos de Artemis. O Botswana é o 68º país a assinar os Acordos até à data, comprometendo-se com a exploração e utilização pacífica do espaço.
A adesão coloca Botswana como a sexta nação africana a se comprometer com a exploração espacial transparente e responsável, segundo a agência americana.
O ministro das Comunicações e Inovação do Botswana, David Tshere, assinou os Acordos em nome da República do Botswana em 25 de junho de 2026. O Administrador Adjunto da NASA, Matthew Anderson, e o Conselheiro Sénior do Departamento de Estado para o Espaço, Gregory Autry, testemunharam e celebraram a assinatura numa cerimónia na sede da NASA, Mary W. Jackson, em Washington, D.C.
Os Estados Unidos e o Botswana mantêm fortes parcerias em ciência e tecnologia. Em março de 2025, o Botswana lançou seu primeiro satélite, o BOTSAT-1, a bordo de um foguete da SpaceX, da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia.
A participação de Botswana no sector espacial tem histórico. Na década de 1970, o país participou do programa Landsat. Mais recentemente, lançou o seu primeiro satélite de observação da terra.
Os Estados Unidos e outros sete países estabeleceram os Acordos de Artemis em 2020 como um conjunto de princípios práticos para orientar a exploração espacial responsável. Botsuana junta-se aos Estados Unidos e a outras 66 nações na afirmação dos princípios dos Acordos para uma actividade espacial civil sustentável. O Departamento de Estado e a NASA lideram a divulgação e a implementação dos Acordos nos Estados Unidos.
Lançados em outubro de 2020 pela NASA em parceria com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, os Acordos Artemis estabelecem princípios fundamentais para a exploração civil do espaço. Dessa forma, oito países fundadores — Estados Unidos, Austrália, Canadá, Emirados Árabes Unidos, Itália, Japão, Luxemburgo e Reino Unido — deram o pontapé inicial a essa iniciativa revolucionária.
Esses acordos representam uma extensão moderna do Tratado do Espaço Exterior de 1967. Portanto, eles não são apenas directrizes técnicas, mas um compromisso ético com o uso responsável do cosmos para um ambiente de confiança entre nações, estabelecendo regras claras para evitar conflitos no espaço. Além disso, promovem a partilha de conhecimento científico, acelerando descobertas que podem revolucionar a vida na terra.
O Botswana lançou o seu primeiro satélite, numa iniciativa liderada por 80 voluntários da Universidade Internacional de Ciência e Tecnologia.
Desenvolvido ao longo de quatro anos, o BOTSAT-1 foi lançado em órbita pelo foguete Falcon 9 da Space X e está a orbitar a terra a uma altitude de cerca de 500 quilómetros. Ele varre o Botswana com uma área de observação de cerca de 32 quilómetros, oferecendo dados valiosos para a conservação ambiental, segurança alimentar e planeamento urbano.
A equipa já está a trabalhar no BOTSAT-2 e está a estabelecer parcerias com escolas para inspirar as crianças a estudar ciências espaciais. A primeira mensagem a ser partilhada pelo BOTSAT-1 foi o hino nacional do país em Setswana, a língua nacional do Botswana. (EUA e adf).
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