O Diário de Moçambique enfrenta os seus piores momentos, consecutivamente, sem salários desde outubro de 2025. Aquele Órgão de Comunicação Social criado no tempo colonial cujo maior accionista e cliente é o Estado, começou a enfrentar estes problemas de ordenados na governação de Filipe Jacinto Nyusi (2020).
O secretário do sindicato do Diário de Moçambique, Alberto Cassimo, confirmou o problema em entrevista ao “Jornal Profundus”. “Desde a governação de Nyusi, enfrentamos este problema”, mas desta vez, o atraso salarial é de meses consecutivos, de outubro de 2025 a esta parte.
São 79 colaboradores que estão a se virar todos os dias para sustentar as suas famílias e fazer-se ao posto de trabalho.
Tantas promessas de solução foram feitas. O sindicato chegou a recorrer ao Centro de Mediação e Arbitragem Laboral (CEMAL), mas ainda não há luz, tanto que viram-se obrigados a recorrer a paralisação das actividades e aos colegas (imprensa).
Os secretariados dos comités sindicais (SNJ) e SINTIQUAF – Sociedade Comercial Notícias da Beira (Diário de Moçambique) a visam “a paralisação laboral a entidade empregadora e aos trabalhadores em geral desta firma, a observância de uma paralisação laboral por um período laboral de sete dias, prorrogáveis, contados a partir de 12 de janeiro de 2026 [hoje, segunda-feira], com início as 7h, enquanto não for satisfeita a reivindicação integral (pagamento incondicional dos meses de outubro, novembro e dezembro de 2025)”, lê-se no documento a que o “Profundus” teve acesso.
Só a dívida do Estado para os escribas ultrapassa mais de 25 milhões de meticais, valor suficiente para pagar os salários.
Reacção do SNJ Sofala
Ainda hoje, o Secretariado Provincial do Sindicato Nacional dos Jornalistas (SNJ) em Sofala, “tomou conhecimento, por escrito, da dolorosa e extrema decisão de paralisar a actividade laboral no Jornal Diário de Moçambique”.
“Os motivos elencados e os passos dados pelos representantes sindicais são bastantes fortes e firmes, daí que o Secretariado Provincial do SNJ em Sofala solidariza-se com os trabalhadores em greve e lança apelo aos accionistas desta firma público-privada, incluindo o Estado Moçambicano, para que seja encontrada uma solução URGENTE para o problema, através do diálogo directo, franco e honesto, em salvaguarda do interesse público”.
“A direcção do SNJ em Sofala reitera a sua total disposição em colaborar com as partes na identificação de possíveis saídas deste imbróglio e rápida retoma da actividade laboral na Sociedade Comercial Notícias da Beira, que edita o Diário de Moçambique.” (Muamine Benjamim).
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