O Dia da Mulher Moçambicana, 7 de Abril, é celebrado em todo o País com cores vibrantes de capulanas, um dos símbolos mais importantes de Moçambique. Este tecido, além de representar identidade, tradição e orgulho, ao mesmo tempo, amor, tornou-se um ícone que une gerações de mulheres, ignorando a idade ou posição social, ou mesmo motivando “guerra” nas relações amorosas.
Actualmente, em Moçambique, a capulana é usada por mulheres de todas as faixas etárias como modelo que representa força, beleza e a diversidade feminina.
No entanto, em algumas relações amorosas, o tecido que deveria ser motivo de celebração e união em homenagem à heroína Josina Machel tem-se transformado em motivo de conflito, o qual a moda pegou.
Discursando em homenagem do dia das mulheres no distrito do Dondo, a representante da Organização da Mulher Moçambicana (OMM) há relatos de mulheres no País que agridem seus parceiros devido à falta de dinheiro para comprar a capulana, ou seja, à impossibilidade de adquirir modelos ou tecidos mais desejados. Mesmo quando os parceiros conseguem adquirir as capulanas, não é raro que surjam insatisfações.
Em alguns casos, as mulheres exigem sempre um modelo novo ou um tecido mais “afinado”, mesmo que já exista uma mala cheia de capulanas que, são possivelmente usadas apenas uma vez por ano.
“Não considero problema, não ter capulana as mulheres porque nas lojas tem de 50, 70, 90 meticais e não deve agredir seu parceiro em nenhum momento e nem por outra acção que o homem possa fazer não podemos agredir os homens muito menos ao próximo” apelou Nelinha Manteiga.
Segundo Manteiga, esse comportamento, algumas vezes está aliado a “pressões sociais” ou as expectativas de celebrações festivas, o famoso status nas Redes Sociais.
“A capulana não pode ser problema para uma mulher. A mulher de hoje deve ser diferente da mulher de ontem” pela visão”, aconselhou. A título de exemplo, enquanto algumas mulheres trabalham em busca de espaço cada vez mais activo na economia e liderança, outras ainda com os poucos recursos ao seu dispor criam negócios, participam em grupos de associações e integram sistemas de poupança rotativa, conhecidos como ‘xitique’. Mas existe aquela que defende que a capulana que vem do marido carrega símbolo indescritível.
Essa capacidade de adaptação e resiliência é apontada como um dos principais factores que contribuem para a estabilidade familiar. Ainda assim, algumas mulheres reconhecem que persistem desafios, sobretudo relacionados com expectativas sociais e pressões culturais ligadas a datas festivas, onde a capulana assume destaque.
Entre um conselho e argumentos, homem, pode ser pobre, mas faça alguma coisa para o Dia 7 de Abril ou pelo menos seja diferente. (Narcísio Cantanha).
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