Cerca de 20 mil famílias vítimas das cheias no início deste ano, vão receber apoio alimentar do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD). Trata-se de uma assistência de quase 30 mil toneladas de produtos diversos com destaque para arroz, farinha, sal, açúcar, óleo e feijão.
Segundo o delegado do INGD, Aristides Armando, as famílias no Búzi vão receber assistência alimentar, uma medida que visa reforçar a situação alimentar. O distrito foi afectado pelas cheias no início deste ano, deixando centenas carentes de comida.
“Estamos a iniciar (11.09) com uma assistência alimentar para perto de 20 mil famílias no distrito de Búzi”. São pessoas “que sofreram os impactos das cheias passadas”, disse o delegado, garantindo que o apoio servirá para assistência contínua.
Há previsão de seca para os distritos de Machanga, e cidade da Beira. Como resposta, o delegado provincial do INGD fala de “acções antecipadas” de consciencialização, destacando a componente de água, saneamento, melhoria de sistemas de drenagem e fontes de água. Mesmo assim, Aristides Armando prevê que o sector da agricultura poderá enfrentar maiores dificuldades devido aos efeitos do fenómeno El Niño.
Em breve, o Instituto Nacional de Meteorologia de Moçambique (INAM) vai divulgar as previsões sazonais, que vão permitir perceber com profundidade a previsão dos impactos do El Niño. “Isso vai ajudar-nos a actualizar o plano de resposta que ainda estamos a produzir neste momento”, disse o delegado provincial do INGD.
“Os meses de novembro, dezembro [de 2026] e janeiro [de 2027] serão críticos. Temos actualmente mais de 60 mil pessoas necessitadas, e o défice poderá aumentar, o que significa que não temos como cobrir este défice. E, quanto mais avançarmos, maior poderá ser a necessidade”, afirmou a fonte, destacando os serviços essenciais como de agricultura, saúde, água e saneamento para minimizar os impactos.
Entretanto, o INGD está a trabalhar com vários parceiros na antecipação da resposta, tendo já realizado levantamentos em alguns distritos da província, incluindo Nhamatanda, em coordenação com organizações e parceiros humanitários.
As autoridades apelam às comunidades para acompanharem informações oficiais e actualizadas sobre o ponto de situação dos fenómenos naturais. (Narcísio Cantanha).
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