O jovem Jorgito Mourinho foi considerado morto em 2017, após ser atacado e arrastado para as profundezas da lagoa Ntunga, margens do rio Zambeze, dentro da vila distrital. O seu corpo não foi achado como de tantas vítimas no distrito de Chemba, em Sofala.
A família realizou todas consideráveis funerárias de um corpo ausente, mas que segue o tradicionalismo. Quase 10 anos depois, Jorgito foi visto no distrito de Dondo, dentro da mesma província, aparentemente saudável, mas sem falar com perfeição.
O caso não apenas chocou a família, mas também aos que tiveram a informação por Redes Sociais, provocando interpretações de ser vítima de magia negra ou simplesmente feitiçaria, ou possível escapatória do jovem depois do ataque de crocodilo. Mas entre as duas hipóteses, a feitiçaria africana ganha peso.
O “Profundus” segue o caso com a respectiva equipa em Dondo e em Chemba, ao mesmo tempo, tanto que localizou a família de Jorgito, na pessoa da mãe em entrevista exclusiva.
A mãe do jovem, Lucinda Baera Makwiza, havia teria perdido todas as esperanças de voltar a ver o filho, mas recebeu uma chamada da ex-nora informando que lhe visto em Mutua, no distrito de Dondo.
Dondo e Chemba estão entre cerca de 300 quilómetros, separando-se de diferentes distritos. Além de que Dondo, vizinho da cidade da Beira – capital de Sofala, não se limita com o rio Zambeze. Contra todas as possibilidades de ser arrastado pelas águas depois do ataque de crocodilo.
A mãe confirmou a ocorrência de 2017. No entanto, a ex-esposa de Jorgito com quem teve filho em Chemba, quando o reconheceu, o levou para a actual residência em Dondo e o alimentou, depois da comunicação com a sogra.
A mãe de Jorgito apela às autoridades e à população para que, caso o vejam novamente, o informem sobre o seu paradeiro. O caso está a ser acompanhado pelas autoridades policiais e a família está a trabalhar para melhorar o jovem com ou sem tradicionalismo.
Em Chemba, o caso de Jorgito não é isolado. Outras pessoas consideradas mortas por ataque de crocodilos foram encontradas vivas noutras regiões. Com isso, a população local, com desespero, já pede às autoridades para investigarem esses casos e encontrem os responsáveis.
O “Profundus” acompanha o caso, com detalhes sempre que necessário.
Este caso assemelha-se ao que em Jornalismo considera-se faits divers – termo francês que significa, literalmente, factos diversos. O termo foi cunhado no jargão jornalístico para designar assuntos não categorizáveis nas editorias tradicionais da profissão. Ou por apresentarem casos inexplicáveis ou excepcionais e extraordinários. (Rosário Phoinde)
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