Três irmãs, de entre 40 e 70 anos, escaparam com vida após a sua residência de material precário pegar fogo recorrendo à gasolina por indivíduos desconhecidos, enquanto dormiam, na madrugada da última terça-feira, no distrito do Dondo, em Sofala. O incêndio que reduziu a casa às cinzas ocorreu no bairro de Canhandula, C, próximo à Universidade Jeann Poaget.
O pior não aconteceu por meio de um sonho do falecido marido. Afinal, enquanto dormia, Beida ouviu “sussurros do marido, lhe despertando para acordar”.
“Comecei a acordar às minhas irmãs e saímos a correr a pedir socorro deixando todos os bens dentro”, relatou a proprietária da casa, Júlia Beida. Neste momento, o fogo começou a alastrar-se para todo o texto.
Vizinhos recorreram aos baldes de água e areia, enquanto outros tentavam subir do outro lado do tecto da casa para conter as chamas, mas em vão, o incêndio continuou.
Este não é o primeiro ataque contra a sua residência. Um dia antes deste incidente, de noite, houve a primeira tentativa de incêndio, alegadamente “recorrendo a fósforos que conseguimos debelar”. Já no dia seguinte, os criminosos usaram a gasolina que rapidamente queimou.
“Perdi [quase] tudo, comida, pratos e roupas. Restaram panelas e pouca roupa. Apesar disso, não tenho planos de abandonar este local, porque a casa ajuda-me quando vou à machamba, já que vivo na Beira e aqui fica mais perto”, explicou.
Júlia Beida suspeita o seu cunhado com quem teve desavenças no passado, chegando a lhe prometer a morte. O caso já foi comunicado ao Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) no Dondo.
“Por volta das duas horas, ouvimos gritos e viemos ajudar a apagar o fogo com baldes de água e areia. Mas na noite seguinte foi pior, queimaram a casa pela frente e por trás com gasolina. Estamos preocupados com a falta de patrulhamento policial, porque pode acontecer o mesmo com outras famílias”, alertou a vizinha, Zimba Goba.
O chefe do quarteirão 8, da Unidade Comunal C, Alexandre Chacatane, confirma ter conhecimento do segundo incêndio no mesmo local em menos de 48 horas.
“No bairro, não sabemos se são jovens que andam durante a noite [que incendiaram], duvida o chefe do quarteirão, garantindo apoio com tendas às vítimas.
Além de Dondo, a cidade vizinha, Beira, enfrenta o mesmo tipo de crime cujas causas ainda não são conhecidas. Mas decorrem diligências da PRM. (Narcísio Cantanha).
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