De 2024 a esta parte, o Conselho Municipal de Dondo, na província de Sofala, perdeu 14 contentores metálicos por fogo posto com munícipes. É um material avaliado em 3,5 milhões de meticais provenientes dos cofres da edilidade. São dados partilhados pelo chefe de secção de recolha de resíduos sólidos na Vereação de Salubridade Urbana e Meio Ambiente, numa entrevista exclusiva ao “Profundus”.
A prática de queimar lixo dentro do contentor não apenas estraga o recipiente, mas reflecte no dinheiro perdido e esforço da autarquia em garantir meios e recolha de resíduos sólidos.
Em Sofala, distrito do Dondo e arredores registam, nos últimos tempos, um elevado número de casos de fogo posto no interior dos contentores de lixo, uma prática que se tornou comum e que resulta, em muitos casos, na sua destruição.
O chefe de secção de recolha de resíduos sólidos na Vereação de Salubridade Urbana e Meio Ambiente, Carlitos Golonga, falando na última quarta-feira, revelou que no total são 14 contentores danificados avaliados em 3,5 milhões de meticais provenientes dos cofres da edilidade, – o grosso número registou-se em 2024 (12) contentores e (2) em 2025.
Entre os que põem fogo nos contentores estão aqueles que exercem actividades informais, confeccionando refeições ou assando maçarocas, ou mesmo espetadas recorrendo a fogão e carvão, principalmente nos bairros Nhamaiabwe e Central. No final do dia deitam a cinza com fogo nos contentores de lixo, provocando queima não apenas dos resíduos sólidos, mas também danificando o próprio recipiente.
Segundo Carlitos Golonga, já estão em curso campanhas de sensibilização dos munícipes contra estas práticas que geram prejuízos avultados à edilidade na reposição do equipamento destruído. Enquanto isso, o município estuda a possibilidade de multar 1.000 meticais a cada infractor.
“O mais caricato é não conseguirmos achar os autores. Quando o contentor é danificado levamos para o espaço de sucataria no Conselho Municipal”.
Na ocasião, Golonga frisou que os incêndios são mais frequentes no inverno, e são promovidos também pelos moradores de rua durante a noite. Isso deve-se a proximidade das fogueiras dos contentores de lixo. O fogo é para se protegerem do frio.
Apesar da persistência dos casos de incêndio, o Município avalia redução ligeira na recolha de resíduos sólidos pela capacidade de resposta comparativamente ao ano anterior – uma situação similar quando os casos de fogo no ano interior de contentores eram reportados diariamente.
Neste momento, “14 contentores estão a dar muita falta naqueles locais”.
Diariamente, o Município de Dondo recolhe cerca de 25, 2 toneladas de lixo através dos 27 restantes contentores espalhados em dez bairros da urbe. (Narcísio Cantanha).
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