Gorongosa leva palestras contra o uso de plásticos em Cheringoma

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG), através do Programa de Educação para Conservação, mantem as sensibilizações contra a poluição plástica. A recente actividade decorreu nas comunidades de Inhamitanga e Mazamba, no distrito de Cheringoma.

Há dez anos, Moçambique implementou o Regulamento de Gestão e Controlo de Sacos Plásticos, que estabelece normas para a sua produção, importação e comercialização, com o objectivo de reduzir os impactos negativos deste material na saúde e no ambiente. Mas a realidade é outra.

Uma das principais fontes de poluição plástica são os produtos mais comuns como garrafas de água, recipientes dispensadores, sacos de takeaway, talheres descartáveis, sacos de congelamento e embalagens de esferovite. Este material de uso único não circula na economia, sobrecarregam os sistemas de gestão de resíduos e acabam por chegar ao ambiente.

O objectivo da Gorongosa é promover acções educativas sobre a gravidade do problema da poluição plástica e os seus impactos no meio ambiente e na saúde humana.

Segundo o supervisor distrital do Programa de Educação para Conservação, Lucumane Agy, “a reciclagem de resíduos sólidos ajuda-nos a prevenir a poluição. Precisamos de saber evitar a poluição plástica, quando reduzimos o uso de plásticos descartáveis, quando reciclamos e quando participamos em jornadas de limpeza”.

Lucumane Agy apresentou medidas consoante a realidade das comunidades: “para minimizar o uso de sacos plásticos, pode-se optar pelo uso de sacolas de pano, cestos artesanais e cestos produzidos a partir da reciclagem de resíduos sólidos”.

As comunidades já cientes das suas acções que impactam negativamente o meio ambiente prometem mudanças de comportamento.

Na ocasião, Lurdes Fernando destacou a importância do que aprendeu. “O que aprendi hoje é muito importante. Eu não sabia que o uso excessivo de plásticos prejudicava o meio ambiente. Agora, vou mudar o meu estilo de vida e reduzir o uso de plásticos”, disse.

Felipe Caetano, outro membro da comunidade de Mazamba, é de opinião diferente. “Eu não vejo a comunidade como um problema, para mim, o problema é das fábricas que fazem os plásticos. O Governo deveria diminuir o número de fábricas para combater a poluição plástica”.

A forma de combater a poluição por plástico é ir além da reciclagem e encontrar formas de limitar os impactos ambientais e de saúde causados por esta poluição. Isto implica analisar todas as fases da vida dos produtos – produção, concepção, consumo e eliminação – através de uma abordagem de ciclo de vida. Na prática, significa reduzir a dependência de plásticos de uso único, redesenhar produtos para serem mais duradouros, seguros, reutilizáveis e recicláveis, procurar alternativas e evitar que estes escapem para o ambiente. (Manuel Gado).


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