Gorongosa: Único programa no mundo eleva de 36 para 48 mestres de Biologia da Conservação em Moçambique

Doze jovens concluíram o Programa de Mestrado em Biologia da Conservação, com a duração de dois anos, no Parque Nacional da Gorongosa (PNG). Somados aos antigos 36 mestres, o recente número eleva para 48 mestres moçambicanos da área, nos últimos 8 anos.

O Programa de Mestrado oferece treinamento em Biologia da Conservação, Ecologia e Gestão Ambiental.

O programa de mestrado foi desenvolvido pelo Consórcio de BioEducação liderado pelo Parque Nacional da Gorongosa com três instituições moçambicanas de ensino superior, nomeadamente, Universidade Zambeze, Universidade Lúrio e Instituto Superior Politécnico de Manica, em parceria com a Universidade de Lisboa de Portugal.

O programa de mestrado é apoiado pelo Howard Hughes Medical Institute (HHMI), com sede nos Estados Unidos, e pelo Fundo de Desenvolvimento Institucional.

Os recentes 12 jovens mestres já graduaram na última segunda-feira, no PNG, fazendo cumprir os objectivos do único Programa de Mestrado em Biologia da Conservação no mundo gerido inteiramente num parque nacional.

“Hoje [segunda-feira, 02.03], realizamos a cerimónia de graduação do mestrado em Biologia da Conservação da Gorongosa. Doze moçambicanos que conseguiram um rigoroso curso de dois anos”, escreveu o Presidente da Fundação Greg Carr, Greg Carr, responsável pela gestão da Gorongosa.

Tal como os anteriores, estes novos mestres em Biologia da Conservação irão promover a conservação em Moçambique e no estrangeiro através do trabalho e do estudo contínuo.

Os estudantes aplicam directamente o conhecimento adquirido nos seus cursos em pesquisas práticas no Parque e na sua Zona de Desenvolvimento Sustentável para as suas dissertações de mestrado. Para tal, recebem uma bolsa integral do HHMI.

O Secretário de Estado em Sofala, Manuel Rodrigues; representantes da UniZambeze, da UniLúrio, do Instituto Superior Politécnico de Manica (ISPM); administrador do distrito de Gorongosa, Pedro Mussengue; membros do Consórcio de BioEducação, líderes comunitários, amigos e familiares foram alguns participantes da cerimónia de graduação dos novos mestres.

O Projecto da Gorongosa procura integrar a conservação e o desenvolvimento humano com o entendimento de que um ecossistema saudável irá beneficiar os seres humanos, que por sua vez serão motivados a apoiarem os objectivos do Parque Nacional da Gorongosa.

A investigação científica é parte integrante do plano de longo prazo para a restauração dos diversos ecossistemas da Gorongosa, porque o conhecimento ecológico aprofundado contribui para as decisões de gestão. Para tal, o Parque conta com o Laboratório de Biodiversidade E.O. Wilson, inaugurado em março de 2014, posicionando o PNG como um dos centros de investigação mais avançados de África.

O laboratório atrai investigadores nacionais, regionais e internacionais. Os cientistas que realizam investigação no Parque vêm das Universidades Eduardo Mondlane (UEM) e Lúrio (UNILÚRIO) em Moçambique, das Universidades de Coimbra e Lisboa em Portugal, da Universidade de Oxford na Inglaterra, e das Universidades de Harvard e Princeton nos Estados Unidos da América (EUA), bem como de muitas outras instituições.

Uma das funções mais importantes do Laboratório de Biodiversidade E.O. Wilson é proporcionar formação à próxima geração de cientistas moçambicanos através do Programa de BioEducação do Parque.

O laboratório acolhe um programa de estágio para jovens da Zona de Desenvolvimento Sustentável do Parque. Esses participantes a partir deste ano recebem bolsas de estudo para ensino superior. Enquanto isso, decorre a procura de financiamento para a construção do “hospital-escola” ou regional dentro do distrito de Gorongosa. (Muamine Benjamim).

 

 

 


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