MOCÍMBOA DA PRAIA: Terrorismo força encerramento de 21 escolas 

Em Mocímboa da Praia, província de Cabo Delgado, 21 escolas encontram-se neste momento encerradas devido ao recrudescimento da movimentação dos terroristas nos últimos meses.

“A rede escolar do distrito é composta por 60 escolas, destas 39 estão em funcionamento. As 21 escolas paralisadas, deve-se à movimentação constante dos insurgentes nestes locais tendo provocado o deslocamento da população para a Vila de Mocímboa da Praia, Localidade de Nango e Aldeias de Chinda e Mangono”, disse Cipriano.

O administrador de Mocimboa da Praia garantiu que, “os alunos das comunidades deslocadas foram integrados nas escolas por onde foram acolhidos”.

Na última terça-feira em Pemba, durante a IX Sessão Ordinária do Conselho Executivo Provincial de Cabo Delgado, o administrador do distrito de Mocímboa da Praia, Sérgio Cipriano, disse que além do encerramento de escolas, a acção dos terroristas forçou a deslocação da população de algumas aldeias.

Sérgio Cipriano desaconselhou os camponeses a retomarem actividades agrícolas nas zonas consideradas de alto risco, devido à presença recorrente de insurgentes. “São áreas historicamente produtivas mas que permanecem inseguras, por isso, não devem ser ocupadas neste momento”.

São zonas baixas do Posto Administrativo de Mbau, próxima à zona tampão, entre o conflito e a zona não conflituosa, e também ao longo do rio Muela, que faz limite entre Mocímboa da Praia e o distrito de Muidumbe – ainda em Cabo Delgado.

Sérgio Cipriano citado pela Radio Moçambique que “a nossa população não só produzia nesses locais, como também produzia na zona de Muingwe, que está dentro do território de Muidumbe. A nossa população também produzia naquela zona de Muidumbe, quase até ao Messalo — zonas próprias para a produção. Então, neste momento, não são áreas acessíveis por conta da segurança”. (Profundus).

Gorongosa capacita 30 mães das comunidades em matérias de nutrição

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG) capacitou na última quarta-feira (14.05), 30 mulheres, entre grávidas, lactantes e Agentes Polivalentes da Saúde (APS), através do Programa de Saúde Materno Infantil (SMI) e Nutrição, em Estratégias de Comunicação para Mudança Social e de Comportamento sobre Nutrição, Água e Saneamento (Wash) e Saúde Sexual Reprodutiva ao nível familiar, cujo foco é a mudança comportamental das comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável para a sua melhoria de saúde.

Ainda existem muitos tabus nas comunidades que por vezes colocam em perigo a saúde das pessoas, mais preocupante ainda em zonas que não existem centros de saúde. Há homens que ainda proíbem suas esposas de fazerem planeamento familiar, deixam todas as actividades domésticas para as esposas e favorecem uniões prematuras. Portanto, a Gorongosa pretende mudar estas atitudes negativas, através de formações para a mudança de comportamento.

Segundo a gestora do Programa de Saúde Materna Infantil e Nutrição, Vanessa Mário, pretende-se com estas capacitações “melhorar a situação de saúde visto que a maioria das [comunidades de Maringué] residem a mais de 10 quilómetros do Centro de Saúde”, o que logicamente a intervenção de certas doenças não tem sido imediata.

Na ocasião, as mulheres foram sensibilizadas a manterem uma alimentação equilibrada saudável e a diversificar os alimentos de modo a garantir a ingestão de nutrientes essenciais para o desenvolvimento do bebé e a saúde da mãe fazendo isso com os alimentos disponíveis na comunidade seguindo uma dieta variada que contribuirá na prevenção de qualquer tipo de deficiência nutricional e assim podendo enriquecer o bom desenvolvimento do feto, e a produção de leite materno de qualidade para a lactante.

Para Vanessa Mário, estas “sensibilizações comunitárias são formas de trazer bons hábitos de nutrição, saúde e higiene”, para mais próximas das comunidades.

As mulheres reconhecem o grande papel que o homem tem no pré-parto, parto e pós-parto, contando com os primeiros meses de vida do bebé, desde a higiene à alimentação saudável com base nos produtos disponíveis localmente para garantir o leite materno.

Exemplo, alimentos como peixe-seco, verdura e algumas frutas são encontrados localmente em Maringué.

A mãe Elisa Issaque, depois da capacitação, destacou a forma correta de amamentar bebés. Primeiro, a mãe deve estar com as mãos limpas e tomar uma posição podendo ser deitada de lado na cama, sentada com o bebé no colo, sentada, com o bebé na posição “cavalinho” ou de pé, fixando a boca do bebé para amamentar sem dificuldades. Estas posições permitem ao bebé abrir bem a boquinha antes de abocanhar o seio, devendo pegar mais a parte de baixo da auréola que a de cima.

“A partir de hoje, iremos lavar as mãos antes e depois de dar de comer aos nossos filhos. Teremos mais de duas refeições ao dia” disse Elisa satisfeita com as actividades do PNG.

Em Kapimbe, as frutas vão passar a fazer parte das refeições diárias, variando os alimentos. “As mulheres grávidas agora irão alimentar-se de frutas, carnes, batata-doce, xima de mapira e de milho”, descreve Fátima Filipe, outra capacitada.

Fátima diz que antes das acções do PNG, os bebés nasciam entre 1 a 2,5 kg, com “pele seca”, mas com as informações sobre nutrição antes, durante e depois do parto, já nascem normalmente. Aliás, outros alimentos que ajudam a saúde do bebé é o consumo de ovos, apesar de haver um mito segundo o qual comer este alimento resulta num bebé sem cabelo” – é uma mentira desmascarada pelas capacitações.

Estas capacitações vão decorrer nos seis distritos em dias diferentes, designadamente, Gorongosa, Muanza, Cheringoma, Dondo e Nhamatanda, além do posto administrativo de Súbue na zona de kapimbe – Maringué. (Eugénia Armando).

MOCÍMBOA DA PRAIA: Terrorismo força encerramento de 21 escolas

Em Mocímboa da Praia, província de Cabo Delgado, 21 escolas encontram-se neste momento encerradas devido ao recrudescimento da movimentação dos terroristas nos últimos meses.

“A rede escolar do distrito é composta por 60 escolas, destas 39 estão em funcionamento. As 21 escolas paralisadas, deve-se à movimentação constante dos insurgentes nestes locais tendo provocado o deslocamento da população para a Vila de Mocímboa da Praia, Localidade de Nango e Aldeias de Chinda e Mangono”, disse Cipriano.

O administrador de Mocimboa da Praia garantiu que, “os alunos das comunidades deslocadas foram integrados nas escolas por onde foram acolhidos”.

Na última terça-feira em Pemba, durante a IX Sessão Ordinária do Conselho Executivo Provincial de Cabo Delgado, o administrador do distrito de Mocímboa da Praia, Sérgio Cipriano, disse que além do encerramento de escolas, a acção dos terroristas forçou a deslocação da população de algumas aldeias.

Sérgio Cipriano desaconselhou os camponeses a retomarem actividades agrícolas nas zonas consideradas de alto risco, devido à presença recorrente de insurgentes. “São áreas historicamente produtivas mas que permanecem inseguras, por isso, não devem ser ocupadas neste momento”.

São zonas baixas do Posto Administrativo de Mbau, próxima à zona tampão, entre o conflito e a zona não conflituosa, e também ao longo do rio Muela, que faz limite entre Mocímboa da Praia e o distrito de Muidumbe – ainda em Cabo Delgado.

Sérgio Cipriano citado pela Radio Moçambique que “a nossa população não só produzia nesses locais, como também produzia na zona de Muingwe, que está dentro do território de Muidumbe. A nossa população também produzia naquela zona de Muidumbe, quase até ao Messalo — zonas próprias para a produção. Então, neste momento, não são áreas acessíveis por conta da segurança”. (Profundus).

 

Manuel Chang condenado a pagar mais de 42 M$ a banco russo VTB

Um Tribunal de Nova Iorque condenou na sexta-feira o ex-ministro moçambicano , Manuel Chang, a pagar 42,2 milhões de dólares americanos ao banco russo VTB Capital por perdas sofridas na fraude geralmente conhecida como o caso das “dívidas ocultas”, avança a Agência de Informação de Moçambique.

A decisão proferida na última sexta-feira representa mais um desfecho no longo processo judicial internacional que decorre desde 2018, ano em que Chang foi detido na África do Sul a caminho do Dubai, a pedido das autoridades norte-americanas. O ex-governante foi extraditado para os Estados Unidos em 2023, após prolongadas disputas legais com Moçambique, onde também enfrentava acusações.

Além do ex-ministro das Finanças de Moçambique, o tribunal condenou ainda três antigos banqueiros do Credit Suisse a reembolsar o VTB: Andrew Pearse deverá pagar 264,1 milhões de dólares (16,8 mil milhões de meticais), Detelina Subeva 672 milhões de meticais (10,5 milhões de dólare) e Surjan Singh 2,2 mil milhões de meticais (35,2 milhões de dólares). No entanto, é improvável que os acusados consigam arcar com os montantes exigidos.

Todavia, em entrevista à DW, o director do Centro de Integridade Pública (CIP), Edson Cortez duvida que Chang venha a pagar. “Eu tenho a certeza, quase absoluta, que não irá pagar. Irá invocar falta de liquidez para cumprir com essa sentença terminal e, depois do recurso, tentará mostrar que não tem capacidade financeira para efectuar um pagamento dessa ordem. Agora, o que é que pode suceder depois disso, já não sei, qual o desdobramento legal que pode acontecer ao nível do sistema judiciário norte-americano”. (Profundus).

Moçambique e Congo reforçam cooperação

Numa audiência concedida, em Maputo, pelo Presidente da República, Daniel Chapo, ao embaixador da República do Congo, Constant Serge Bounda, portando mensagem oficial do Presidente congolês, Denis Sassou Nguesso, os dois países manifestaram a vontade de reforçar a cooperação bilateral entre nos sectores estratégicos como hidrocarbonetos, gestão florestal e diplomacia económica.

“Viemos cá sendo portadores de uma mensagem do seu homólogo e seu irmão o Presidente da República do Congo, Denis Sassou Nguesso”, declarou Constant Serge Bounda, no fim do encontro da última quarta-feira.

O diplomata frisou os laços históricos e a proximidade política entre Moçambique e Congo, descrevendo os dois países como parceiros inseparáveis. “Como vocês sabem, Moçambique e Congo são países irmãos, e não se pode falar de Moçambique sem se falar do Congo e vice-versa. Os dois Estados têm mantido frequentes trocas de informação”, afirmou.
“E a mensagem que hoje trouxemos consiste justamente a reforçar essas relações que existem entre os nossos dois países, e esse reforço envolve nomeadamente as áreas de hidrocarbonetos, da gestão florestal”, explicou.

O embaixador acrescentou que a audiência com o Presidente Chapo incluiu uma análise alargada sobre novas oportunidades de colaboração no quadro dos 50 anos de relações diplomáticas entre Moçambique e o Congo, a assinalar-se em breve.

“E também como vocês sabem, a República de Moçambique e a República do Congo vão celebrar 50 anos de relações. Junto com o Presidente da República, nós fizemos justamente uma volta do horizonte sobre aquilo que pode ser feito no âmbito do reforço das relações entre os nossos dois países”, disse.

Para o representante congolês, o potencial económico dos dois países constitui uma base sólida para novas formas de cooperação. “A República do Congo e a República de Moçambique são dois países que têm grandes potenciais, e apostamos igualmente na diplomacia económica”, apontou.

Entre os sectores de interesse partilhado, o diplomata destacou o papel das Zonas Económicas Especiais como modelo de desenvolvimento que desperta particular atenção do seu país. “Como sabem, Moçambique trabalha na área de Zonas Económicas Especiais, que é do interesse também do Presidente da República do Congo, Denis Sassou Nguesso”, sublinhou.

Bounda adiantou que está prevista a abertura de uma missão diplomática moçambicana no Congo, iniciativa que, segundo disse, contribuirá para reforçar a presença institucional e o intercâmbio político-diplomático entre os dois países.
Para o embaixador congolês, este novo impulso diplomático assenta numa visão comum de cooperação sustentável, com benefícios mútuos e base em princípios de solidariedade africana. “Então, são estes horizontes, entre outros, que serão justamente trabalhados no âmbito do reforço das relações entre os dois países”, concluiu. (Profundus).

MEL: Gorongosa prevê produzir 300 litros este ano

O distrito de Gorongosa prevê, apesar de 2024 produzirem 60 litros. O incremento de 2025 para 300 litros justifica-se pelo aumento de 137 para 147 colmeias de 450 apicultores.

São dados tornados públicos durante as comemorações do Dia Mundial de Abelhas, 20 do mês corrente, em Gorongosa.

Na ocasião, o administrador do distrito de Gorongosa, Pedro Mussengue explicou os benefícios da produção do mel, desde a renda de famílias ao venderem o produto ao consumo como alimento medicinal.

O distrito de Gorongosa tem uma fábrica para o processamento e extracção de mel implantada pelo Parque Nacional da Gorongosa, localizada na Vila Municipal de Gorongosa, uma das suas Zonas de Desenvolvimento Sustentável, na província de Sofala. É um modelo para cadeia de valor do mel pela Gorongosa.

Notavelmente, algum mel provém de cercas com colmeias que protegem os campos de produção agrícola contra elefantes que escapam da vedação da Gorongosa.

A fabrica moderna prevê processar 1000 quilogramas de mel por dia e 100 toneladas anualmente.

Mussengue apelou na última terça-feira, à população a abandonar a prática de queimadas descontroladas e corte das árvores, como forma de conservar o meio ambiente e garantir a produção do mel.

O administrador de Gorongosa, falando à margem das celebrações do Dia Mundial de Abelha, incentivou a prática de apicultura moderna.

Para o presidente da agremiação, a produção do mel já trouxe muitos ganhos para os membros, como construção de casas melhoradas e compra de motorizadas.

Cada colmeia tem a capacidade de 8 a 15 litros de mel por produzir.

Neste momento, segundo Armindo Chingore, presidente da Associação de apicultores do distrito, o desafio dos apicultores em Gorongosa, é de sair da prática de apicultura tradicional para moderna, como forma de conservar o meio ambiente ao nível do distrito.

Em Gorongosa, o mel é produzido trimestralmente, através da floração na medida que as abelhas vão explorando as plantas para produzir.

Para o presidente da agremiação, a produção do mel já trouxe muitos ganhos para os membros, como construção de casas melhoradas e compra de motorizadas. (Ana Cleta Coimbra).

MEL: Muanza prevê sair de 40 para 120 litros produzidos este ano

Este ano, o distrito de Muanza, província de Sofala, prevê aumentar a produção de 40 para 120 litros, comparativamente ao ano passado. São dados colhidos durante as comemorações do Dia Mundial de Abelhas, 20 de Maio.

Ontem, terça-feira, Isaías Jonathan Tapera, do Serviço Distrital de Actividades Económicas (SDAE) em representação da administradora de Muanza, apontou que o distrito conta com 124 apicultores produzindo o mel nas comunidades de Matenga, Chiuaua, Massiquisi e Galinha. Para o Governo de Muanza, a celebração desta data é um reconhecimento do papel fundamental que as abelhas desempenham na manutenção da vida no planeta, na segurança alimentar, na biodiversidade e na sustentabilidade do desenvolvimento.

As abelhas são polinizadoras por excelência, responsáveis por cerca de 75% das culturas alimentares do mundo, incluindo frutas, verduras, nozes e cereais. Sem elas, a produção agrícola global pode enfrentar uma crise sem precedentes, ameaçando a segurança de milhões de pessoas.

Muanza é uma região rica em biodiversidade, as abelhas contribuem de forma decisiva para a manutenção do ecossistema, garantindo a reprodução de plantas nativas, fortalecendo a flora local e sustentando a fauna que dela depende. Além disso, as abelhas produzem mel, cera e outros produtos de valor económico e medicinal, tornando-se fontes de renda para muitas famílias.

As abelhas enfrentam ameaças para a sua sobrevivência, entre elas, o uso excessivo de pesticidas e produtos químicos tóxicos na agricultura, e a contaminação de flores e o ambiente, tornando-lhes vulneráveis à mortalidade.

O Governo de Muanza louva os parceiros como o Parque Nacional da Gorongosa e outros por apoiarem as iniciativas de renda familiar pela sua fábrica de processamento e extracção de mel localizada na Vila Municipal de Gorongosa, portanto, um modelo para cadeia de valor. (João Cipriano).

DIA DA CRIANÇA: PRG intima contra conteúdos de adultos

Habitualmente, em Moçambique, durante as comemorações do Dia Internacional da Criança, 1 de Junho, tem-se verificado o uso de conteúdos inadequados para os menores. A Procuradoria da República da Cidade de Maputo, através do Departamento de Famílias e Menores, intimou o Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas a não autorizar espectáculos destinados à criança, cujos conteúdos musicais não são adequados para maiores de 18 anos.

“Nos últimos anos, tem-se verificado a existência de poucos profissionais da música com conteúdos adequados para a criança, acompanhados de coreografias com tendências para pornografia ou promiscuidade. Esquecendo-se assim que a dança traduz valores culturais, sensações e cultura estética”, lê-se no documento a que o “Profundus” teve acesso.

O Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas deverá comunicar ao Departamento de Famílias e Menores da Procuradoria da República sobre os espectáculos destinados a crianças, que tenha autorizado, juntando cópia do respectivo processo.

No documento datado de 12 de março do ano em curso e recebido pelo Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas, a Procuradoria adverte que o incumprimento desta intimação constitui crime de desobediência, punível nos termos da lei penal.

“Os conteúdos musicais a serem apresentados para as crianças têm que ter atenção à sua fase de desenvolvimento e as consequências que podem advir do que lhes é exibido, pois podem influenciar no seu estado emocional e psicológico”.

Há necessidade de incluir conteúdos que promovam valores de inclusão, respeito pela dignidade da pessoa e a diversidade. (Muamine Benjamim).

Chapo e Venâncio comprometem-se em alargar diálogo

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, e o Eng.º Venâncio António Bila Mondlane, antigo candidato presidencial, mantiveram, na noite de ontem, terça-feira, na Presidência da República, na Cidade de Maputo, um encontro, no qual dialogaram sobre diversas questões de interesse nacional, como sejam a situação de estabilização do País e o processo de criação do partido político do Eng.º Venâncio Mondlane, além de terem partilhado ideias sobre a recuperação social e psicológica dos jovens e das comunidades no contexto das sequelas causadas pelas manifestações pós-eleitorais.

Tanto o Presidente da República como o Eng.º Venâncio Mondlane reconheceram haver progressos na estabilização do País desde o primeiro encontro entre ambos, que teve lugar no dia 23 de Março último, igualmente na cidade de Maputo.

A aversão a discursos de ódio e de desunião é um dos pontos que foi vincado no encontro, no qual foi sublinhada a necessidade de ambos continuarem a privilegiar a promoção da paz e da harmonia no seio da sociedade e família moçambicanas.

Em comunicado a que o “Profundus” teve acesso, os dois Daniel Chapo e Venâncio Mondlane “comprometeram-se, ainda, em alargar o diálogo para os níveis provincial e distrital, de modo a que as autoridades públicas locais possam trabalhar com as populações, incluindo os apoiantes do Eng.º Venâncio Mondlane, em tudo quanto seja em prol da concórdia entre os moçambicanos, bem como em viabilizar a implementação de programas de apoio a iniciativas juvenis nos bairros”. (Profundus).

FASE NACIONAL 2025: Província de Maputo vence Olimpíadas Académicas

A província de Maputo sagrou-se vencedora das Olimpíadas Académicas do Ensino Secundário – Fase Nacional, Edição 2025, realizadas no distrito do Dondo, província de Sofala. Esta iniciativa, promovida pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), visa melhorar a qualidade do ensino, incentivando o desenvolvimento do pensamento crítico e científico dos alunos.

Os prémios para os vencedores incluem tablets, telemóveis, medalhas e taças.

No total, foram distinguidos 31 participantes provenientes de diferentes províncias, entre os quais nove alunas, nas disciplinas de Ciências Naturais e Matemática.

Na entrega de prémios, o director nacional do Ensino Secundário no MEC, Silvestre Dava, congratulou os vencedores, encorajando-os a continuarem a praticar o desporto académico e a viver os valores olímpicos. “Estas Olimpíadas foram uma oportunidade de testemunhar o brilho da juventude moçambicana, representada por alunos que se destacam não apenas pela capacidade de resolver problemas matemáticos, mas também pela ética, respeito, disciplina e espírito de cooperação”.

Silvestre Dava falando em Dondo, destacou ainda que “a coragem e bravura demonstradas pelos alunos na fase nacional revelam um avanço significativo nas comunidades”.

“Estimular o raciocínio lógico, a análise crítica e a criatividade é abrir portas para que os nossos alunos se tornem agentes de mudança nas suas comunidades. Todos são vencedores, e levam consigo o espírito de superação e a vontade de aprender mais”, sublinhou.

Para Anabela Natália de Sousa, chefe do Departamento de Gestão de Garantia da Qualidade do MEC em Sofala, estas competições despertam o interesse pelo conhecimento, promovem a excelência académica e desenvolvem competências essenciais como a resolução de problemas científicos, raciocínio lógico, criatividade e capacidade de argumentação. “Este evento representou um marco indelével para o nosso sector, ao proporcionar partilha de conhecimento, aprendizagens e experiências entre os diversos intervenientes no processo de ensino-aprendizagem”, frisou.

 

Vencedores e respectivos prémios

1.º lugar: Valentino Fernando (Maputo) – Taça, medalha de bronze e um computador portátil;

2.º lugar: Jaque Tivane (Inhambane) – Taça, medalha de bronze e um computador portátil;

3.º lugar: Mendonsa Armando (Inhambane) – Medalha e telemóvel;

4.º lugar: Gimo Gocha (Dondo) – Medalha e telemóvel.

Valentino Fernando, vencedor da categoria de Matemática e Ciências Naturais, expressou satisfação pela conquista. “Já tinha vencido em 2023, em Vilankulo. Estou muito feliz e farei de tudo para representar o país na fase internacional, que terá lugar no Botswana. Este prémio é muito importante para mim e espero que sirva de inspiração para outros alunos”, declarou.

Depois desta competição que decorreu de 12 a 16 de maio, no distrito de Dondo, os primeiros quatro classificados seguem à Fase Internacional das Olimpíadas Académicas, nos próximos dias em Botswana. (Narcísio Cantanha).

Jornal Profundus

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