Dez indivíduos ainda desconhecidos tentaram assassinar um pastor de 55 anos, no bairro de Nhamaiabwe, quarteirão 2, unidade comunal “C”, na cidade do Dondo, província de Sofala.
A vítima é Mateus Alfândega, pastor da igreja Mistério Juliate no Dondo.
Por volta das 0h00, da última quarta-feira, Mateus Alfândega recebeu uma chamada telefónica de indivíduos não identificados, supostamente mandados por um grupo religioso rival, também não identificado, que afirmaram estar no interior do seu quintal com o objectivo de tirar-lhe a vida, mas não matá-lo devia pagar 300 mil meticais.
“Viemos aqui para cumprir uma missão. Fomos contratados para executar o senhor [Mateus Alfândega] ”, conta o pastor.
Segundo o pastor, os indivíduos exigiam que ele escolhesse entre a vida e a morte: “Se quer viver, nos entregue os 300 mil meticais. Se não tiver, vamos te matar”.
Os suspeitos insistiram para que a vítima abrisse a porta voluntariamente. “Estamos a pedir que abra a porta sozinho, para entrarmos e conversarmos melhor. Caso se recuse, vamos arrombar e entrar à força”.
Mateus Alfândega relatou que, ao perceber o perigo, tentou de imediato pedir ajuda. “Telefonei para o meu colega pastor, que por sinal é também meu vizinho e para a polícia. Enquanto isso, a minha esposa já gritava por socorro na sala, o que levou vários homens e mulheres da vizinhança a dirigirem-se até à minha casa”, contou.
Posteriormente, a vítima voltou a ser contactada pelos mesmos indivíduos e disseram: “Olha, senhor Mateus, nós estamos aqui a assistir tudo, mas vamos nos afastar uns 50 metros”.
Ainda assim, insistiram para que eu mandasse os 300 mil meticais”, conta o pastor.
Diante da pressão, Mateus respondeu: “Nem 300 mil tenho. Só tenho 3 mil”. Imediatamente, um dos ameaçadores respondeu “envia para eu mandar a foto da pessoa [mandante]”. Segundo a vítima, esta exigência foi repetida quatro vezes, mesmo após explicar que não tinha o valor pedido.
Enquanto aguardava pela chegada da polícia, vizinhos armados com paus, catanas, flechas e outros instrumentos improvisados saíram à rua em defesa do pastor.
Os suspeitos, ao se aperceberem da aproximação da vizinhança da vítima, reagiram com força, obrigando a dispersão dos populares. Momentos depois, com a chegada da polícia, os indivíduos fugiram em debandada.
A vítima diz que os indivíduos são a mandos de um pastor, sem mencionar nome.
A esposa da vítima, Rosa Francisco, relatou o clima de medo instalado desde então: “Até agora estamos com medo. Não é normal alguém ligar prometendo matar o meu marido. Não sabemos se essas pessoas vão parar ou se continuarão a nos perseguir. À noite, já não conseguimos dormir com tranquilidade”.
Segundo Rosa, a rotina da família mudou drasticamente: “O meu marido nunca deveu a ninguém, nem tem problemas com outras pessoas. Antes, ficávamos fora de casa até às 22 horas, mas agora, às 18 ou 19 horas, estamos dentro, trancados e com medo de sair”. (Narcísio Cantanha).
Discover more from Jornal Profundus
Subscribe to get the latest posts sent to your email.