Nos últimos anos, a educação moçambicana tem sido abalada por escândalos recorrentes relacionados à fuga de exames finais, livros estranhos, marcha para pagamento de horas extras. EsteS cenários não escapam nas redes sociais. Estas ocorrências, longe de serem pontuais, tornaram-se quase uma tradição vergonhosa que mina a credibilidade do sistema de ensino nacional.
Fica a questão inevitável: estaríamos perante um boicote interno ao Ministério da Educação e Cultura? Ou trata-se de uma sabotagem intencional ao mandato das actuais ministras do sector? A coincidência levanta suspeitas e convida à reflexão profunda. É legítimo recordar que, durante períodos anteriores, sob liderança masculina, tais fugas não ganharam proporções tão alarmantes.
O problema transcende as redes sociais é uma ferida ética, institucional e pedagógica. Quando exames circulam livremente antes da sua aplicação, o que está em causa não é apenas a avaliação do aluno, mas a integridade de todo o sistema educativo, o respeito pelos professores e o esforço honesto de milhares de estudantes.
A educação não pode ser refém de interesses obscuros, jogos de poder ou fraquezas administrativas. Se queremos um país com cidadãos críticos e competentes, urge responsabilizar os envolvidos, rever os mecanismos de segurança dos exames e, acima de tudo, devolver dignidade ao processo de ensino-aprendizagem.
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