Celmira da Silva defende que o diálogo político inclusivo deve contar com a participação das comunidades no processo de tomada de decisões, o que passa necessariamente por auscultar ideias provenientes dos postos administrativos e localidades.
O processo de auscultação pública, que visa recolher opiniões de cidadãos e organizações, iniciou a 6 de outubro de 2025, envolvendo moçambicanos no país e na diáspora.
Celmira da Silva como membro do Secretariado do Comité Central e chefe da brigada, durante o seu discurso no Dondo, na última segunda-feira, garantiu que a escuta activa das bases é fundamental para assegurar que as preocupações reais das populações sejam consideradas.
Para a Frelimo, os desafios locais de cada província podem servir de propostas de desenvolvimento, podendo ser incorporados nas discussões e estratégias políticas. “O diálogo político inclusivo vai chegar à fase do distrito, posto administrativo e localidade, e todas as pessoas devem participar para falar o que quiserem — os jovens, as mulheres”, afirmou Celmira da Silva.

O objectivo é aproximar cada vez mais os líderes das comunidades, promovendo um ambiente de diálogo aberto, inclusivo e orientado para soluções, onde a construção de políticas eficazes depende da capacidade de ouvir e integrar contribuições de todos os segmentos sociais, especialmente daqueles que vivem em zonas mais remotas.
Silva reforça ainda que a participação comunitária contribui para consolidar a paz, fortalecer a coesão social e garantir que nenhum cidadão fique de fora do processo político.
“É importante que escutemos a todos, porque cada ideia contribui para a construção de uma nova era.” Segundo ela, cada cidadão se sente valorizado quando percebe que a sua opinião foi acolhida no processo de tomada de decisões.
A nova era passa necessariamente pela juventude, uma geração globalizada, marcada pelo uso constante de tecnologias e pela influência de diversas culturas. “Quando o jovem percebe que a sua contribuição é ouvida, ele participa melhor e ajuda a construir o seu país.”
Nesse contexto, é essencial compreender como os jovens pensam, o que desejam para o país e de que forma podem contribuir para o seu desenvolvimento.
O encontro serviu ainda para divulgar a 11.ª Conferência Nacional de Quadros do partido Frelimo, que terá lugar em Chimoio, na província de Manica, em 2026. (Narcísio Cantanha).







