O Parque Nacional da Gorongosa (PNG) fez, ontem, sábado, palestras sobre “floresta e economia” na comunidade de Mussinhâ, interior do distrito de Gorongosa, alusiva ao Dia Mundial das Florestas, 21 de Março. O objectivo do evento é chamar à consciência da comunidade para melhores práticas, garantindo florestas e economia.
No terreno, os membros do Governo, da comunidade e profissionais do Parque plantaram, mostrando o exemplo que deve ser diário.
O supervisor distrital do Programa de Educação para a Conservação do Meio Ambiente do PNG, Samuel Figueira, explicou sobre a necessidade de continuar a consciencializar a comunidade para melhores práticas ambientais, reconhecendo que continuam desafios: “Embora os trabalhos de consciencialização estejam a ser desenvolvidos, ainda prevalecem principalmente as queimadas descontroladas e o abate das árvores. Essas duas práticas são mais frequentes nas comunidades, por conta da agricultura, na abertura de novas áreas de produção, na produção de colmeias e no fabrico de carvão”.
São essas acções que “nos levam a continuar a fazer palestras de modo a chamar à consciência da comunidade para abandonarem as más práticas”.
O supervisor distrital do Programa de Educação para a Conservação do Meio Ambiente do PNG apelou à comunidade de Mussinhâ a optar pelas melhores práticas que contribuem para a redução do devastamento das florestas, abandonando a prática tradicional de agricultura, optando pela agricultura de conservação, não abater as árvores e abandonar a prática das queimadas descontroladas e continuar com o reflorestamento das áreas degradadas.
Há muitas coisas práticas que a comunidade de Mussinhâ não sabia.
“Aprendi muita coisa, principalmente sobre a conservação. Aprendi que para conservação, devemos plantar as árvores e abandonar a prática das queimadas descontroladas. Apelo aos que não participaram no evento a conservarem o nosso meio natural e abandonar as más práticas que destroem a floresta”, disse a residente de Mussinhã, Tina Francisco Dunquene.
Marcelino Guezane Chaiabande já sabia sobre o dia. “Hoje recordamos sobre o que temos aprendido sobre o reflorestamento. Aprendi que devemos conservar hoje para garantir as futuras gerações; aprendi que a nossa vida também depende do meio ambiente, da floresta do ar que respiramos e muito mais; devemos plantar árvores, abandonar as práticas de queimadas descontroladas; devemos optar pelas queimadas frias, para podermos conservar a nossa natureza. Daqui para frente, vou chamar atenção da comunidade sobre a importância do reflorestamento, para haver mudança de comportamento”.
Atraves do lema deste ano “Florestas e Economia” entende-se que o verdadeiro desenvolvimento só é possível quando a prosperidade financeira anda de mãos dadas com a preservação ambiental. É um chamado para transformar a relação entre a sociedade e natureza em algo equilibrado, duradouro e justo.
“Não devemos cortar as árvores, se derrubarmos árvores devemos substituir, plantando outra. Daqui para frente, vamos sensibilizar a nossa comunidade para abandonar as práticas nocivas a floresta para que haja mudança de comportamento comunitário”, disse Fazminha António Candeeiro. (Ana Cleta de Lopes Coimbra).
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