Chemba precisa de assistência para 6.359 famílias vítimas de inundações

O número de casas destruídas e famílias afectadas pelas inundações no distrito de Chemba aumentou, incluindo as famílias assoladas, mas a situação está controlada, segundo informações o Governo.

Há quatro dias, o administrador do distrito fez um apelo urgente à população para abandonar imediatamente as zonas propensas a inundações, no início do transbordo da lagoa n’tunga, invadindo as principais vias de acesso da sede de Chemba.

Além de n’tunga, na vila de Chemba e restantes zonas, a situação passou para fase crítica com o aumento das águas do rio Zambeze.

De acordo com os dados, o número de casas de construção precária destruídas subiu de 20 anunciadas após 24h, para 24, em quase 48h, afectando 95 famílias. A destruição inclui duas casas de construção convencional parcialmente afectadas, além de outras 172 casas inundadas, 11 estabelecimentos comerciais, um armazém e uma estância hoteleira inundada.

O administrador de Chemba, Bento Conde Zeca, informou, igualmente, o distrito está isolado dos vizinhos, Caia, dentro da província de Sofala, e Tambara – província de Manica. Portanto, a única via de acesso possível é por Marínguè.

Na ocasião, Zeca assegurou que não há necessidade de criar centros transitórios, pois muitas famílias afectadas estão a ser acolhidas por familiares e as águas estão a baixar gradualmente.

Durante as inundações, foram resgatadas 16 pessoas no âmbito das operações.

As inundações também afectaram uma área de 5.674 hectares de culturas diversas, colocando num perigo de insegurança alimentar a 6.359 famílias.

O receio da insegurança alimentar apontada pelo administrador de Chemba, é também aliado a invasão de elefantes nas zonas de Tchola e Chawawa nessas inundações.

Os elefantes têm-se aproximado de áreas habitacionais e campos de produção agrícola, destruindo culturas e colocando em risco a segurança das famílias. A circulação dos animais é mais frequente durante a noite.

Neste momento, Chemba precisa de um pouco de tudo: 14 toneladas de arroz, sete toneladas de farinha, 1.425 litros de óleo, duas toneladas de feijão, 285 quilogramas de sal, 1.425 kgs de açúcar para assistência trimestral às famílias afectadas pelas inundações. Além disso, o distrito carece de 79,5 toneladas de sementes de milho, 47,7 toneladas de semente de feijão Nhemba, e 63,6 toneladas de semente de feijão.

A assistência deve envolver produtos de higiene, pelo menos 100 mantas, 100 baldes, 30 tendas entre outros produtos necessários.

O governo local está a trabalhar para garantir a segurança das comunidades afectadas e reabrir as estradas. A situação está a ser monitorada de perto, e as autoridades apelam à população para que se mantenha calma e siga as instruções de segurança. (Rosário Phoinde).


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