O Parque Nacional da Gorongosa (PNG), através do Programa de Saúde e Nutrição, transmite conhecimentos sobre higiene, e técnicas de secagem e processamento de alimentos nas comunidades para conservar os produtos produzidos localmente, combater a desnutrição e a insegurança alimentar. A comunidade de Nhanguo, no interior do distrito de Gorongosa é uma delas que, ainda sem condições financeiras para conservar os alimentos frescos por muito tempo, já lhe foi ensinada técnicas simples e sem custos monetários.
As comunidades já sabem que as verduras, feijões, mandioca, batatas e outros alimentos podem ser processados. A forma de conservar ou processar vai depender do tipo de alimento. E a quantidade do produto é que vai ditar o tempo que o produto precisa de levar no seu processo de secagem e processamento, para não perder total propriedade nutricional.
A recente actividade decorreu na semana passada na comunidade de Nhanguo, envolvendo 23 participantes, sendo 16 mulheres e sete homens. A mandioca, Inhame e folha de feijão Nhemba, foram os produtos escolhidos para a demonstração.
Actividade foi moderada pelo promotor de Saúde e Nutrição do Parque Nacional da Gorongosa, Tambula Martinho.
Na ocasião, o promotor explicou passo a passo como conservar e processar os alimentos produzidos na comunidade, sem precisar de levar a uma indústria de processamento de alimentos e sem gastar dinheiro.
Exemplo da mandioca. “Descascamos, lavamos e cortamos em pedaços pequenos e deixamos ao sol. Já seco, podemos pilar para fazer farinha e conservar, como também podemos conservar sem pilar, depois guardamos no pote”, disse Tambula Martinho. O mesmo processo com inhame.
Duas semanas são suficientes para a mandioca secar prontamente num lugar limpo. Podendo moer com pilador para depois ceifar (caso da farinha), ou simplesmente guardar em pedaços secos (para ferver como tubérculo).
A mandioca seca cozida substitui o pão, além de que com a farinha pode se fazer xima.
O objectivo dessas capacitações é ensinar a comunidade a conservarem e processarem os alimentos produzidos por eles. Para garantir a sua dieta alimentar e nutrição.
E já na quarta-feira, a actividade sobre higiene decorreu na mesma comunidade, envolvendo 33 pessoas sendo 11 homens, quatro gestantes, 13 lactantes e cinco jovens.
A actividade tinha como objectivo ensinar a comunidade sobre a higienização dos alimentos e da água.
Na ocasião, Tambula Martinho transmitiu os conhecimentos sobre o processo de higienização da água e dos alimentos, explicando que os alimentos devem ser bem lavados, antes de serem cozidos. “A água deve ser tratada, com o líquido certeza ou cloro, manter limpo os recipientes onde a água é conservada, manter limpo o recinto onde água é buscada, se não tiver cloro ou certeza podemos ferver a nossa para evitar doenças transmitidas por águas contaminadas e alimentos contaminados”, disse.
Tambula apelou à comunidade para continuar a fazer réplicas do aprendizado aos que não participaram dos dois encontros. (Ana Cleta Coimbra).
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