Gorongosa promove educação sobre Género e Higiene para alunos em Muanza

Gorongosa promove educação sobre Género e Higiene para alunos em Muanza

O Parque nacional da Gorongosa (PNG), através do Programa de Educação juntou 82 crianças numa palestra sobre Higiene e Género cujo objectivo é de consciencializar para melhores práticas contra a Violência Baseada no Género, contra Violência Sexual e Outros Tipos de Violência e como prevenir-se destes males, além de aprenderem a produzir em casa os pensos reutilizáveis no distrito de Muanza, província de Sofala. O evento decorreu no bairro 07, na sede do distrito de Muanza, juntando crianças de diferentes escolas e comunidades, especificamente, alunos da Escola Primária 13 de Janeiro e da EPC Muanza, sede.

Segundo o supervisor do Clube da Rapariga e Clube de Professores, em Muanza, Luscídio Meque, o objectivo de juntar as crianças para transmitir estas matérias é para garantir a saúde através da higiene. “É preciso que as pessoas tenham noção sobre o que é Género, enquanto são pequenas, e os mecanismos de denúncias”.

“Deixemos com que as nossas crianças cresçam com esse conhecimento e que evitem se envolver em uniões prematuras e em casos de violência”, mas também a denunciarem, explicou Luscídio Meque, reiterando que “seja criança do Clube, seja criança da comunidade, qualquer situação de violência as crianças devem conhecer as vias de denúncia”.

O PNG trabalha em coordenação com as autoridades policiais para combater e prevenir casos de Violência Baseada no Género.

Na ocasião, o chefe do Gabinete de Atendimento de Família Menor Vítima de Violência em Muanza, Cossa Joaquim Manuel, descreveu os temas sobre Género e Saúde Sexual e Reprodutiva muito importantes para a sociedade. Afinal, são casos que “ocorrem em todas as comunidades”.

O agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) terminou a sua intervenção apelando “STOP Violência, Sim ao Diálogo” do que “agredir, pode acabar morrendo”.

Algumas crianças dizem ter conhecimento sobre Género e Saúde Sexual e Reprodutiva, já que fazem parte dos Clubes da Rapariga implementados pelo PNG nas comunidades, mas não sabiam como produzir os pensos reutilizáveis através de capulanas e como denunciar para ajudar as vítimas.

“Hoje estamos a falar da Violência Baseada no Género também, aquilo que alguém faz, e o outro não gosta na função da mulher e homem. Aprendi também que nós não podemos bater o outro porque ele também não gosta de ser batido. Caso aconteça violência nas nossas comunidades, vamos denunciar para o líder comunitário, para a polícia e para a comunidade também saber”, explicou Francisca António, rapariga do Clube, da Escola Primária Muanza sede.

Francisca António provou que não apenas aprendeu sobre assuntos da mulher e género, mas também “no Clube aprendo sobre Biodiversidade, como conservar o meio ambiente: Bio é vida, Diversidade é variedade”, disse.

Para Inês Gaute Wacha, a violência é quando um tio bate numa criança. “Nós aprendemos sobre violência. Uniões prematuras, os direitos das crianças e os deveres. União prematura é quando um tio manda casar uma criança de menor de idade”, explicou como compreendeu as matérias.

“Saímos com mais um conhecimento de como fazer penso usando capulanas, assim vamos passar a fazer pensos porque não se gasta nada e é de baixo custo”, explicou prometendo “transmitir para os outros, sobre principalmente a violência porque tem pessoas que estão sofrendo na comunidade, devemos denunciar”.

“Eu não sabia que existem vários tipos de denúncias, mas através desta palestra já tenho conhecimento de denúncia formal, anónima, restrita e sigilosa”. E nos Clubes da Rapariga, aprendemos mais com jogos divertidos: a natureza, os animais, e como podemos conservar”.

O evento da última segunda-feira, não contou apenas com a participação das escolas, mas também dos técnicos de saúde, da educação e PRM.

O PNG vai continuar com a promoção de palestras sobre as melhores práticas de higiene, género e saúde sexual e reprodutiva, em todos os seis distritos considerados Zona de Desenvolvimento Sustentável, nomeadamente, Cheringoma, Dondo, Nhamatanda, Gorongosa, Muanza e Marìngué, para garantir o desenvolvimento humano. (João Cipriano).


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