Continua a procura pelo combustível. Os bidões passaram a ser “tanques” de armazenamento para fácil deslocação a locais estratégicos e vende com preços que cada revendedor dita ao seu prazer (venda informal). Uma prática antiga em tempos oportunos, mas que as autoridades de Dondo continuam a chamar a atenção.
Quando o que é legal torna-se quase impossível, o ilegal ganha terreno. Não é diferente com combustível no posto administrativo de Mafambisse, em Dondo pela Estrada Nacional Número Seis (EN6).
A procura deste líquido deixa os proprietários das motorizadas, das viaturas, taxistas de motorizado vulgo “txopelistas” e passageiros desesperados.
Só na EN6 em Mafambisse, existem cerca de oito pontos a beira da estrada, onde o produto é comercializado em recipientes de 0,5, 1,5 e 2 litros. Os preços variavam de entre 70 e 250 meticais por litro, valores significativamente superiores aos praticados nos postos formais a litro por 83,57 e agora 93,69 meticais.
Entretanto, o armazenamento inadequado e a ausência de controlo de qualidade aumentam os riscos de incêndios, explosões e possível adulteração do combustível, podendo causar danos às motorizadas e viaturas.
Apesar de responder às necessidades imediatas dos consumidores, a proliferação do mercado informal levanta sérias preocupações de segurança.
“É muito perigoso utilizar recipientes plásticos, principalmente de refrigerantes ou de água para tentar conservar a gasolina ou gasóleo. Opte sempre em utilizar recipientes devidamente certificados para conservação de preferência metálicos”, apelou o comandante distrital do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), Chapanse Paulino, em Dondo.
“Nos recipientes plásticos através da corrente estática, existe risco na explosão da corrente nos movimentos do combustível”.
Lembre-se do jovem Dino Jhone. De 24 anos, está agora com gesso, depois de uma explosão que o deixou em estado debilitado, na noite da semana passada. A vítima, operador de moto-táxi, sofreu queimaduras dentro da sua residência, na zona de TZR no bairro de Mafarinha, em Dondo.
Na altura, estando sozinho em casa, o jovem, na tentativa de acender fogo para preparar o jantar, levou uma vela à procura de plásticos. Por descuido, aproximou-se do combustível numa botija, e imediatamente a residência pegou fogo. Dino Jhone conseguiu arrastar-se para fora de casa em busca de ajuda.
“Esqueci, eu sabia que tinha combustível. Ao inclinar com a vela para ver plástico, logo explodiu o combustível”, contou Dino Jhone, que o combustível se encontrava debaixo de estante. (Narcísio Cantanha).
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