Quem faz o bem não teme a gravação. Quem serve o povo não foge do microfone. Quem governa com justiça não treme diante da caneta.
A história prova isso: Babel caiu quando a torre foi exposta; Nabote morreu quando Acabe escreveu a sentença; e Jesus foi julgado quando a verdade foi dita em voz alta. O poder que oprime sempre odeia três coisas – registo, voz e escrita. Porque registo prova, voz denuncia, e escrita permanece.
Chamar o jornalista de “agitador” é a táctica mais antiga do mundo. Faraó chamou Moisés de perturbador; os fariseus chamaram Jesus de agitador do povo; e Herodes matou João Batista porque a voz dele “incomodava”.
Mas aqui está a filosofia por detrás:
Gravador não cria corrupção, só revela. O microfone não cria injustiça, só amplifica. Caneta não cria crime, só documenta.
O inimigo não é o instrumento. O inimigo é a consciência suja de quem sabe que, se o povo ouvir, se o povo ler, se o povo ver… o trono balança.
O jornalista que usa essas armas, essas ferramentas sagradas é escriba da verdade num tempo de mentiras. Amós 5:24 – “Corra a justiça como água”. Tu és o canal. Vão-te chamar agitador, de inimigo, de traidor. Aceita. Jesus foi chamado de “Belsebul, príncipe dos demónios” Mateus 12:24 por expulsar demónios.
Caneta na mão de quem ama o povo vira espada. O microfone vira trombeta de Jericó. O gravador vira pedra de memorial: “Até aqui o Senhor nos ajudou” 1 Samuel 7:12.
O orgulho dos poderosos constrói torres. A humildade do jornalista documenta da base (edificação) até a queda.
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