Gorongosa conectando raparigas locais com modelos inspiradoras

Apoiar as mulheres é essencial para a construção de um mundo pacífico, próspero e sustentável. Quando as raparigas vulneráveis vêem e podem aceder a modelos de comportamento relacionáveis, abre-se um mundo de oportunidades, promovendo o crescimento sustentável, economias mais saudáveis e maiores benefícios para o ambiente, a sociedade e a humanidade em geral.

Concebida para inspirar, uma brochura actualizada de mulheres-modelo da Gorongosa traz as histórias de 30 mulheres para os nossos Clubes de Raparigas, despertando pensamentos sobre possibilidades e inspirando as raparigas a explorar os diversos caminhos de carreira disponíveis para elas no mundo de hoje.

Liderados por 238 jovens de ambos os sexos e orientados por 1.200 madrinhas, estes clubes são uma fonte de empoderamento e inspiração, um lugar onde as raparigas são encorajadas a sonhar alto, alcançar as estrelas e, como jovens mulheres, emergirem como líderes moçambicanas do futuro. (PNG/Profundus PDF).

Chemba: Cerca de 60 beneficiários de insumos agrícolas

A maior parte da população da província de Sofala, vê os seus sonhos reduzidos em más espectativas através do fenómeno El Niño, em Chemba, mas o projecto Sustenta tentar devolver o sorriso a uma parte da população, reforçando-lhe com insumos agrícolas.

É um lote de 4.012 de insumos agrícolas de diversas espécies para agricultores locais.

Cerca de 60 produtores de agricultura familiar já são beneficiários de sementes de milho, enxadas, feijão – nhemba, pulverizadores, sementes de hortaliças e pesticidas.

Na ocasião, o administrador de Chemba, Bento Zeca instou aos beneficiários a valorizarem os esforços do sector da agricultura. (Rosário Phoinde Ntepa/Profundus PDF).

Nhamatanda: Mulher escapa morte por linchamento em Mafufo

Uma mulher de aparentemente 30 anos de idade foi espancada e queimada, chegando a escapar à morte depois de uma intervenção de um agente policial que controla o processo de recenseamento eleitoral na zona de Mafufo, posto administrativo de Siluvo, em Nhamatanada.

Hoje, por volta das 14 horas, uma parte da população de Mafufo, com paus, bambus, gasolina e fogo, agrediram brutalmente, a jovem no Mercado Limpo, por alegadamente, fazer parte de quadrilha de bandidos que aterrorizam o local.

A população alegava que tratava-se de uma senhora conhecida no posto administrativo de Muxúngue, vizinho distrito de Chibabava, por sequestrar pessoas. Mas depois de espancarem-na, começaram a contradizer.  Ninguém assume que realmente é ou não é ela.

Ao acudir, o agente era visto como alguém que cooperava com a suspeita, quando tratava-se de acto de heroísmo para garantir “a ordem e tranquilidade públicas”.

Pelas imagens que o “Profundus” teve acesso, é possível ver a mulher despida, no chão a clamar, com partes do corpo queimadas, depois com roupas sentada e sinais de sangramento na cara, sendo guarnecida pelo agente da PRM, em circulo da população .

Chegaram até de estragar a viatura da senhora, aliás, bateram no marido.

O reforço da Polícia da República de Moçambique (PRM) apareceu depois da comunicação e a situação já estava amenizada.

A vítima foi encaminhada ao hospital para receber cuidados médicos.

A agressão coincide com a comemoração de 51 anos de fundação da Organização da Mulher Moçambicana (OMM), sob lema ”Mulher Moçambicana pela Unidade Nacional, Paz e Desenvolvimento”. (Muamine Benjamim).

Justiça Ambiental destaca dia internacional de acção contra as barragens, pelos rios, pela água e pela vida

Ontem, 14 de março de 2024, dia internacional de acção contra as barragens, pelos rios, pela água e pela vida, a Justiça Ambiental juntou-se às comunidades que vivem ao longo do Rio Zambeze para celebrar este que é o quarto rio mais longo de África!

Sabias que o dia 14 de Março foi celebrado pela primeira vez em 1997, em Curitiba – Brasil, durante o primeiro encontro internacional de pessoas afectadas por barragens? Desde então que é celebrado todos os anos em todos os continentes, por milhares de pessoas que defendem os rios e a vida no planeta.

Sabias que os rios são essenciais à sobrevivência das espécies e à manutenção dos ecossistemas? Os rios e seus deltas são os motores biológicos do planeta, são habitats ricos em biodiversidade. Abrigam uma variedade impressionante de espécies de plantas e animais aquáticos, muitos dos quais não são encontrados em nenhum outro lugar.

Sabias que os rios são a base de sustento de milhões de pessoas que vivem nas suas margens? A pesca e a agricultura nas margens dos rios são os principais meios de subsistência e de geração de renda de muitas famílias rurais em todo o mundo, com técnicas e tradições milenares que são passadas de geração em geração.

Sabias que os rios são uma das principais fontes de água doce do planeta? Fornecem água potável para biliões de pessoas em todo o mundo. Mas a água é um recurso vulnerável e finito, que deve ser protegido.

Sabias que os rios desempenham um papel crítico no controlo de cheias, ajudando a regular o fluxo de água durante períodos de chuvas intensas? Ao contrário do que algumas pessoas pensam, as barragens hidroeléctricas não ajudam a controlar cheias ou secas, pelo contrário, têm a tendência de exacerbá-las, como se verifica há anos a jusante da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, no Rio Zambeze. Todos os anos, populações ribeirinhas perdem as suas culturas e bens, não pelo pulsar natural do rio que inclui períodos de secas e cheias, mas pelas descargas da barragem e o fluxo artificial que esta causa.

Sabias que os rios têm uma enorme influência no clima local? Ajudam a moderar a temperatura e a humidade ao longo das suas margens, não só em áreas selvagens e rurais, mas também em áreas urbanas. Os rios são um elemento chave também na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

Sabias que os rios promovem o bem-estar humano, a cultura e a qualidade de vida? É perto dos rios onde povos e civilizações sempre se instalaram, onde celebramos os nossos rituais e práticas tradicionais, convivemos e relaxamos. Rios atravessam fronteiras, línguas, culturas. Os rios conectam-nos, as barragens dividem-nos!

Sabias que os rios são dos habitats naturais mais ameaçados no planeta? Os rios são ecossistemas frágeis e que devem ser protegidos. Um terço das espécies de água doce está em risco de desaparecerem para sempre. A poluição e as barragens são dois dos factores que mais contribuem para este declínio.

Sabias que a preservação dos rios é fundamental para manter viva a história e a cultura de muitos povos? Muitos povos têm a sua cultura intrinsecamente ligada ao rio que os banha, e os rituais tradicionais não só dependem da proximidade ao rio como são, muitas vezes, uma forma de reverenciá-lo e protegê-lo. Um destes povos ribeirinhos é o povo nyungwe, que vive nas margens do Zambeze em Moçambique.

Sabias que as barragens hidroeléctricas não são energia limpa? Ao contrário do que é promovido pela indústria de barragens, estas infra-estruturas emitem grandes quantidades de metano (um gás de efeito de estufa potente), devido à acumulação de matéria orgânica nos seus reservatórios, que acaba por se decompor. Sem a barragem, esta matéria orgânica fluiria livremente até ao delta, contribuindo para a sua fertilidade. Além das emissões, as barragens são também um meio de expansão progressiva de espécies invasoras (como algas tóxicas e parasitas), alterando o equilíbrio ecossistémico do rio.

Sabias que alguns dos países que mais construíram barragens, estão neste momento a demoli-las? Um total de 2.119 barragens já foram removidas nos Estados Unidos da América desde 1912, com 80 a serem removidas só em 2023! Esta iniciativa visa restaurar o fluxo natural dos rios e proteger o seu precioso ecossistema. Infelizmente, muitos dos países que estão empenhados em demolir barragens nos seus territórios, promovem a sua construção em outros países, como é o caso da França.

Sabias que os rios são um bem comum? Os rios fazem parte do património da humanidade. Não pertencem a ninguém, nem a nenhum Estado – os Estados são apenas guardiães desse património. Ao mesmo tempo, os rios pertencem a todas e todos nós!

Hoje e sempre, reiteramos a nossa luta em defesa de rios saudáveis e que fluem livremente: NÃO à barragem de Mphanda Nkuwa! Pela sobrevivência do Rio Zambeze, seus ecossistemas e suas gentes! (JÁ/Profundus).

Aurora Malene é nova Presidente do Projecto da Restauração da Gorongosa

 

A nomeação de Aurora Malene como Presidente do Projecto da Restauração da Gorongosa e outras pessoas para diversos cargos, são frutos da criação do Conselho de Administração Independente.

O Projecto de Restauração da Gorongosa (“PRG”) é uma parceria público-privada entre o Governo de Moçambique e a Fundação Carr, sem fins lucrativos, dos Estados Unidos da América (EUA), liderada por um Comité de Supervisão. O Sr. Mohamed Harun e o Sr. Greg Carr representam as partes no Comité de Supervisão.

O Comité de Supervisão endossou a criação de um Conselho de Administração para acrescentar uma estrutura de governação ao PRG em rápida expansão.

O Conselho realizou a sua primeira reunião na quarta-feira (06.03). Seis dos sete membros do Conselho são moçambicanos sendo quatro mulheres.

O Conselho seleccionou Aurora Malene como Presidente do PRG.

A impressionante carreira de Aurora abrange mais de 25 anos em Finanças de Desenvolvimento e Bancos Comerciais.

Ao longo de sua carreira, Aurora Malene ocupou diversos cargos de presidente de conselhos e comités, priorizando valores ambientais, sociais e de boa governança e uma gestão eficaz de riscos.

Aurora demonstra um histórico de sucesso em gestão de projectos e captação de recursos.

Aurora possui um Mestrado em Finanças de Desenvolvimento pela Universidade de Stellenbosch e certificação em Gestão de Projectos pela Universidade da Cidade do Cabo.

O PRG gere o Parque Nacional da Gorongosa (PNG) em colaboração com o Ministério da Terra e Ambiente e apoia os Ministérios da Educação, Saúde e Agricultura numa Zona de Desenvolvimento Sustentável (ZDS) que rodeia o Parque, cobrindo mais de 600.000 hectares.

A ZDS abriga uma população de mais de 200.000 pessoas.

 

Quem mais, além de Aurora Malene?

Greg Carr é membro do Comité de Supervisão e Presidente da ONG americana “Gorongosa Project”, anteriormente conhecida como Carr Foundation. A ONG moçambicana chama-se Projecto de Restauração da Gorongosa que passará a ser presidida por Aurora Malene.

Para além da Sra. Malene, os demais membros do Conselho do PRG são:

Directora Nacional da ONG Flora & Fauna, Claudia Sucá;

Administrador Executivo da Fundação Joaquim Chissano, Henrique Banze;

Administrador Executivo da Reserva de Karingani, Mateus Mutemba;

Ex-Directora do sector de recursos e desenvolvimento comunitário, Michelle Lawrence;

Administrador da Tensai Industria e Administrador Executivo da Inspired Orbit, Miguel Chaves;

Activista social e pesquisadora com foco em direitos humanos, Terezinha da Silva.

 

Responsabilidades do Conselho de Administração Independente

A responsabilidade do Conselho é garantir as melhores práticas dentro do PRG em termos de emprego, equidade de género, gestão ambiental, desenvolvimento comunitário e política financeira.

O Conselho ratificará o orçamento anual e o plano de acção do PRG, desenvolvidos pela equipa de gestão sénior. No final do exercício financeiro, o Conselho realizará uma análise abrangente dos resultados financeiros e outros documentos necessários, conforme exigido por lei, partilhando as suas conclusões com o Comité de Supervisão.

O relatório do Conselho deverá ser disponibilizado a todas as partes interessadas do PRG.

 

Missão e Visão

O PRG protege um dos mais importantes reservatórios de biodiversidade do mundo, o extremo sul do Grande Vale do Rift de África – do rio Zambeze ao rio Pungué – incluindo a Serra da Gorongosa e as margens leste e oeste do Rift. Esta região rica em biodiversidade é um tesouro mundial. Beneficiará os humanos durante séculos e milénios vindouros. Somos uma fonte de desenvolvimento económico baseado na natureza para as comunidades que partilham o grande ecossistema do Parque e somos um modelo para o desenvolvimento sustentável em África.

O Projecto de Restauração da Gorongosa procura integrar a conservação e o desenvolvimento humano com o entendimento de que um ecossistema saudável beneficiará os seres humanos, que por sua vez serão motivados a apoiar os objectivos do Parque Nacional da Gorongosa.

Chemba: De 2 para 5 crocodilos “problemáticos” abatidos

Finalmente, o Governo de Chemba deu aval para o abate de crocodilos supostamente problemáticos. A reacção surge depois da população amotinar-se em frente ao edifício do novo administrador do distrito, Bento Zeca.

Por volta das 15 horas da segunda-feira (11.03), uma hora depois da reportagem do “Profundusmz.com”, uma equipa multissectorial fez-se ao vale Zambeze, ali próximo às comunidades do distrito de Chemba, local habitual de ataques de crocodilos.

Nas bermas do rio Zambeze, os representantes do Governo, a população de Chemba e imprensa estiveram diante dos quatro malawianos a tentarem capturar os supostos crocodilos supersticiosos. Mas resultou num fracasso à tarde, mesmo depois de um crocodilo ter engolido a isca por anzol. A caça continuou.

Por volta das 21 horas, os malawianos apresentaram dois crocodilos, tirando da água pelas iscas com anzóis para serem abatidos pela polícia. E no dia seguinte, terça-feira, mais dois foram abatidos.

 

Quem são os que abateram os crocodilos?

O jovem António Chinkhono, de 29 anos de idade, é o chefe do grupo de quatro homens, todos malawianos.

São os mesmos homens que há dias, foram reportados pela media que teriam matado um crocodilo em Tambara, na província vizinha de Manica. E eles contam “25 crocodilos” só naquele distrito, segundo António Chinkhono, aliás em Chemba, cinco.

Os quatro crocodilos abatidos foram despedaçados e incinerados. Os “especialistas em conhecimentos tradicionais”, dizem que na barriga dos animais, encontraram “chinelos, esferográfica, ossada e uma garrafa de Royal Gin”. Para eles, eram aquáticos “supersticiosos”. E o outro capturado ontem poderá seguir o mesmo processo.

Os tais chinelos tirados do Estômago

Os malawianos, segundo contam, já vinham fazendo este trabalho desde o país de origem, mas intensificaram as actividades em Moçambique.

Entrevistado pelo “Profundus”, António Chinkhono conta que o grupo consegue capturar os crocodilos através de “anzol com carne de cão”.

“Capturamos só os animais problemáticos supersticiosos”, disse António Chinkhono, avançando que trabalham nas noites ou pela madrugada, tanto que na primeira tentativa da segunda-feira em Chemba, foi um fracasso.

A sua deslocação para qualquer canto depende muito de quem está interessado. No distrito de Chemba por exemplo, os homens foram solicitados pela liderança comunitária.

Mas antes do abate de qualquer animal, na quinta-feira passada (07.03), um crocodilo aterrorizou a população local, ao tentar atacar, chegando até de arrancar uma botija vazia de 5 litros – recipiente usualmente para conservar água.

 

Braço-de-ferro

A cobrança habitual pelo trabalho varia de “20.000 a 25.000 meticais”, mas com quatro crocodilos, os malawianos cobraram 35.000 meticais.

Os malauianos, na quarta-feira não se fizeram ao rio porque o combino dos 35.000 meticais ainda não foram pagos, aliás, António Chinkhono conta que antes de fazerem os trabalhos, foram desafiados na sala de Sessões do Governo de Chemba, durante a qual, depois de estabelecer os preços, um agente económico local, prontificou-se em pagar todo valor sozinho. Era uma aposta, mas depois de capturarem os animais, saiu em defesa de não querer pagar, consequentemente, não foram pescar os crocodilos, um dia.

Para motivar, a população está a contribuir 50 meticais por cada residência para pagar. Esta informação animou, os malawianos, tendo ido ontem quinta-feira, mergulhar os anzóis.

Chinkhono explicou que o Governo também disponibilizou-se em apoiar com moedas.

Apesar de quase se fazer em segredo, os líderes comunitários já estão a cobrar os bairros, 1º,2 º,3 º,4 º, zona de Expansão e Nhachecha.

Habitualmente, segundo conta Chinkhono, sete dias depois abatendo os animais, saem para as respectivas residências fora de Moçambique. Depois aparecerem para dar continuidade dos trabalhos, depois do pagamento.

 

Governo em silêncio

O “Profundus” tentou sem sucesso contactar o respectivo administrador, por sinal, novo no cargo e no distrito. Bento Zeca ainda não reagiu. Mas na primeira entrevista, na semana passada, depois da população amotinar-se na residência daquele dirigente, garantiu que partilharia os contornos.

Enquanto isso, a população contribui os 50 meticais fruto de satisfação pelo abate de crocodilos.

O abate dos crocodilos levanta uma discussão. Uns pela falta de provas de se realmente se trata de animais problemáticos e supersticiosos e se só estes são apenas abatidos, outros, se matar seria a solução dos ataques recorrentemente reportados. Entretanto, a população exigiu abate porque as mortes por aqueles animais aquáticos não deixam sossegado o distrito com escassez de água e que recorre ao rio Zambeze. (Muamine Benjamim e Rosário Phoinde Ntepa).

Tempestade Filipo já entrou em Moçambique e é severa

A tempestade tropical moderada Filipo entrou no país através da província de Inhambane, pelo distrito de Inhassoro, às 5 horas de hoje. O fenómeno evoluiu para tempestade tropical severa.

O Instituto Nacional de Meteorologia alerta que nas próximas 24 horas, o sistema continuará a deslocar-se progressivamente na direcção sudoeste, o que vai afectar as temperaturas com chuvas muito fortes, vento máximo de 90 Km/h e rajadas até 120 Km/h nas províncias de Inhambane, Gaza e Maputo.

Em Inhambane, o alerta vai para os distritos de Homoine, Funhalouro, Inharrine,Jangamo, Mabote, Massinga, Zavala, Morrumbene, Massinga, Vilankulo, Inhassoro, Govuro, Panda e Cidades de Maxixe e Inhambane.

Já em Gaza, serão afectados os distritos de Massingir, Chókwe, Chongoene, Bilene, Limpopo, Mandlakazi, Chicualacuala, Mapai, Mabalane, Chigubo, Chibuto, Guijá, Chongoene e cidade de Xai-Xai.

Manhiça, Marracuene, Boane, Magude, Matutuine, Moamba, Namaacha, Cidades da Matola e Maputo serão os fustigados pela intempérie.

Face à  ocorrência de ventos fortes, trovoadas e chuvas muito fortes, recomenda-se a tomada de medidas de precaução e segurança. (O País).

Há risco de ocorrência de inundações no Centro de Moçambique

Face às previsões meteorológicas que apontam para a ocorrência de chuvas fortes e localmente muito fortes, devido à aproximação de Tempestade Tropical, a ARA Centro emitiu ontem segunda-feira, um aviso para as próximas 48 horas com a subida dos níveis de água nas bacias dos rios Namacura, Zambeze, Púngue e Búzi.

Bacia do rio Namacura (risco de inundações moderadas a alto): província da Zambézia (distritos de Namacurra e Nicoadala);

Bacia do rio Zambeze (região do baixo Zambeze) –risco de inundações moderado e alto: província de Sofala (distritos de Chemba, Maringué, Caia e Marromeu); província da Zambézia (distritos de Morrumbala, Nicoadala, Luabo, Chinde, Mopeia, Inhassunge e Quelimane);

Bacia do rio Púngue (risco de inundações moderado a alto): província de Sofala (distritos de Muanza, Gorongosa, Cheringoma, Nhamatanda, Dondo Beira) e província de Manica (distritos de Bárue, Gondola e Macossa);

Bacia do rio Búzi (risco de inundações moderado a alto): província de Sofala (distritos de Búzi e Chibabava);

Igualmente, prevê-se inundações urbanas com destaque para a cidade da Beira, nos bairros Mungassa, Vaz, Ndunda,  Munhava, Matope, Chota, Manganhe 1 e 2, Manga Mascarenhas, Chingussura, Inhamizua e Matadouro.

Também, na cidade de Quelimane, nos bairros 7 de Abril, Coalane II A, Coalane II B, Icidua, Ivagalane, Miranzane, Inhangome, Filipe Samuel Magaia, Aeroporto, Liberdade, Chabo Dembe, Piloto, Manhaua A, Manhaua B, Micajune A e Micajune B.

O público em geral deve retirar-se das zonas de risco de inundações e evitar a travessia dos rios, como medidas de precaução. (Muamine Benjamim).

INCM desmente subida de “tarifas das telecomunicações”

A Autoridade Reguladora das Telecomunicações diz o contrário das notícias segundo as quais haverá aumento de tarifas das telecomunicações, vão manter, apenas serão colocadas “balizas”.

A informação foi partilhada pelo porta-voz do INCM. Massingue Apala falando ontem, domingo (10.03) no Telejornal da Televisão de Moçambique, disse que “na verdade, as tarifas não foram revistas em alta, elas mantêm-se como estão”.

“A tarifa actual do serviço de voz por exemplo custa seis meticais, e dados um metical então o que o regulador fez foi colocar balizas”.

“Há percepção de que o preço subiu, o preço não subiu porque hoje em dia não sabemos, (por exemplo) quanto custa um megabyte, voz por minuto, estas tarifas estão todas nas páginas dos operadores e INCM, então as tarifas não subiram”, disse.

O porta-voz do INCM diz a título de exemplo, que um minuto de voz custa 6,5 meticais, mas os operadores não praticam o preço por estarem focados na estratégia de retenção e atracção de clientes com a redução de tarifas. Aliás, “as tarifas praticadas agora estão abaixo do custo de serviço”.

O INCM tranquiliza: “O mercado é saudável, continuamos sem subir os preços, eles vão continuar os mesmos, o que vai acontecer daqui para frente é que os operadores vão desenvolver pacotes e esses pacotes são aprovados pelo INCM”.

Esta reacção do INCM visa esclarecer a nova Resolução n° 1/BR/CA/INCM/2024 que determina os limites mínimos nas tarifas dos serviços das telecomunicações. (Profundus).

Chemba: Aguarda-se pela reacção do Governo para o abate de crocodilos “problemáticos”

Os animais considerados problemáticos que mais estão na memória da população de Chemba, são os elefantes, hipopótamos e crocodilos – como se tem o histórico.

De 2022 a 2023, Chemba registou aumento de um caso, passando de 11 para 12 mortes por ataques.

O dia de apresentação do novo administrador, Bento Zeca, à população de Chemba, coincidiu com ataque mortal de crocodilo a uma mãe de quatro filhos. E sendo que já havia plano de solicitar profissionais para abaterem os animais, a ideia foi reforçada com o novo dirigente.

Os homens de abate de animais problemáticos e supostamente supersticiosos, chegaram no distrito de Chemba, na semana passada. Mas na terça-feira (05.03.2024), não fizeram as actividades porque aguardavam pela autorização do executivo local.

A situação obrigou a população a amotinar-se em frente ao edifício do novo administrador para exigir resposta. Mas Bento Zeca estava na cidade da Beira de missão e aguardando pela resposta dos superiores para o abate. Ali foi possível ouvir “o Governo não nos quer, porque não é família dele que está a morrer… Crocodilo é que tem valor, não nós”… Era a forma de descarregar a fúria.

Já na sexta-feira, um dia depois de um crocodilo falhar uma mãe ainda no rio Zambeze, uma informação reanimou a população ao ouvir que o Governo já aceitou para o abate dos animais, ficando na ideia de se esperar pelo regresso de Bento Zeca, da Beira. Esta reacção surgiu depois de uma reportagem do semanário “Profundus”.

 

Quem são os que querem abater os crocodilos?

O jovem António Chinkhono, de 29 anos de idade, é o chefe do grupo de quatro homens, todos malauianos.

São os mesmos homens que há dias, foram reportados pela media que teriam matado um crocodilo em Tambara, na província vizinha de Manica. E eles contam “25 crocodilos” só naquele distrito, segundo António Chinkhono.

Já vinham fazendo desde o país de origem, mas intensificaram as actividades em Moçambique.

Esses dados criam outro debate na Conservação ambiental.

Entrevistado pelo “Profundus Online”, António Chinkhono conta que o grupo consegue capturar os crocodilos através de “anzol com carne de cão”.

“Capturamos só os animais problemáticos supersticiosos”, disse António Chinkhono, avançando que trabalham nas noites ou pela madrugada.

O grupo não chegou de revelar os detalhes do trabalho, mas garantem que só capturam os animais problemáticos e supersticiosos. E isso é o que chama muita atenção ao Governo local, perspectivando o futuro.

A sua deslocação para qualquer canto depende muito de pessoas interessadas. No distrito de Chemba por exemplo, os homens foram chamados pelos líderes comunitários.

A cobrança pelo trabalho varia de “20.000 a 25.000 meticais”.

Na quinta-feira passada, um crocodilo aterrorizou a população de Chemba pelas margens do rio Zambeze, ao tentar atacar, chegando até de arrancar uma botija vazia de 5 litros – recipiente usualmente para conservar água.

Esta reportagem dá segmento a publicada no semanário Profundus-PDF, edição nº Profundus166.08.03.2024, na qual o Governo de Chemba garantiu “sinergia” por uma equipa multissectorial para o abate dos animais. (Rosário Phoinde Ntepa).