As raparigas ouviam dizer nos outros distritos. Pela primeira vez, “Eu Sou Capaz” chega a Muanza. O Programa já foi lançado oficialmente na primeira semana deste mês, no Instituto Industrial e Comercial de Muanza pelo director Provincial da Juventude, Emprego e desporto de Sofala, cujo objectivo é empoderar as raparigas.
“Viemos anunciar essa novidade de que as meninas de Muanza, nos próximos dias, vão ter uniforme porque o programa, Eu Sou Capaz, vai distribuir uniforme para todas as raparigas na escola”, disse Zeferino Daino História.
Em Muanza, o Programa vai abranger 59 escolas, sendo uma secundária, dez básicas e 48 primárias, beneficiando, inicialmente, mais de 2.200 raparigas da 5.ª a 9.ª classes.
Na ocasião, o secretário permanente do distrito, de Félix Nhama, em representação da administradora, disse que a implementação desta iniciativa, representa um passo importante no reforço das acções de promoção da educação da rapariga, assegurando a sua permanência na escola e igualdade de oportunidade.
“Este é um programa que era aguardado com grande expectativa pela nossa população. As lideranças comunitárias e religiosas manifestaram ajuda para o nosso governo distrital ao ver distritos vizinhos como Cheringoma e outros a beneficiarem dessas iniciativas que proporcionavam bicicletas, uniformes e outras oportunidades para as raparigas”. Mas desta vez, vai abranger Muanza.
Inicialmente, o “Eu Sou Capaz” abrangeu os distritos da Beira, Buzi, Nhamatanda, Chibabava, Marínguè, Caia, Marromeu e Cheringoma. Desta vez, inclui Chemba, Machanga e Muanza.
“Sentíamos [falta]. Ficamos muito à espera [pelo Programa em Muanza], mas hoje já está nas nossas mãos. Agradecemos ao Governo e aos parceiros deste programa”, disse o secretário do bairro 07 de Abril na vila sede de Muanza, Alberto Chipondene, lembrando que conseguiu ver o impacto do “Eu Sou Capaz” noutros distritos.
O Programa “Eu Sou Capaz” tem duas abordagens: a primeira, é que as raparigas que já estão na escola vão beneficiar; não podem desistir, e têm que permanecer; a segunda, é que aquela rapariga que tem idade escolar, que por vários motivos está fora da escola, tem que se criar condições para que volte à escola. (João Almeida Cipriano).
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