O Parque Nacional da Gorongosa (PNG), e os Serviços Provinciais de Meio Ambiente em Sofala, juntaram-se na passada sexta-feira (05.06) para fortalecer apelos a conservação ambiental com acções sustentáveis no povoado de Milha 8, no posto administrativo de Mafambisse, Dondo.
Segundo a Directora Provincial de Desenvolvimento Territorial em Sofala, Beatriz Dias, a data remete para soluções urgentes da acção climática, tendo em conta o aumento das temperaturas, a perda da biodiversidade, os ecossistemas em colapso, o esgotamento dos recursos naturais. Portanto, “exige-se da humanidade transformar o conhecimento em atitudes concretas, tornando-se agentes activos de mudança e de resiliência climática”, disse, sublinhando que a natureza fornece alimentos, medicamentos, regulação climática e protecção contra eventos extremos, razão pela qual deve ser tratada com sabedoria.
Para Beatriz Dias, “as empresas precisam colocar a sustentabilidade no centro das suas decisões para o bem da humanidade e dos seus próprios resultados. Um planeta saudável é a espinha dorsal de todas as indústrias, uma vez que dependem directamente dos recursos naturais”.
Os governos devem priorizar a acção climática e a protecção ambiental, como painéis solares, fogões melhorados e tecnologias ambientalmente sustentáveis.
“As soluções estão ao nosso alcance, começando nas nossas casas, comunidades e empresas, através da redução do uso de plásticos descartáveis e da adopção de práticas mais sustentáveis”, concluiu Beatriz Dias que os jovens, assumem um papel activo na protecção ambiental, transformando os desafios ambientais em oportunidades de empreendedorismo verde e inovação.
Sob o lema “produzir com resiliência para alimentar a nação, soluções locais por um Moçambique sustentável”, o Parque Nacional da Gorongosa considerou urgente acções concretas para enfrentar as mudanças climáticas, a poluição ambiental e a perda da biodiversidade, problemas que afectam directamente a qualidade de vida das populações.
O supervisor distrital de Relações comunitárias do PNG em Dondo, Izequiel Bonda explicou que quando se preserva o ambiente está-se também a proteger os seus recursos e garantir a sua utilização racional, assegurando que continuem disponíveis para várias gerações presentes e futuras.

“O meio ambiente é constituído pela biosfera, hidrosfera, atmosfera e litosfera, sendo a principal fonte dos recursos indispensáveis à vida e ao desenvolvimento económico. O ar, a água, os alimentos, as matérias-primas e a biodiversidade sustentam o bem-estar humano e o equilíbrio dos ecossistemas”, disse.
Bonda chama à consciência das comunidades que a conservação do meio ambiente é responsabilidade de todos, através de uma adopção de medidas para reduzir os impactos negativos.
Segundo Izequial Bonda, “promover a reciclagem e reutilização de resíduos sólidos; evitar queimadas descontroladas; reduzir o abate desnecessário de árvores; incentivar o plantio e a conservação de espécies nativas; fortalecer a educação ambiental nas comunidades; e produzir vasos ecológicos para viveiros escolares”, são algumas acções positivas que contribuem significativamente na protecção dos recursos naturais e na construção de um futuro mais sustentável.
O Dia Mundial do Meio Ambiente é celebrado anualmente a 5 de junho, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1972, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, realizada em Estocolmo, na Suécia.
O evento decorreu na Escola Básica da milha 8, onde também foram distribuídos 15 regadores, 1000 mudas de caju, 15 enxadas e 15 catanas.(Narcísio Cantanha).
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