Enquanto muita gente discute a escola, Gorongosa constrói o futuro. O Parque Nacional da Gorongosa acaba de confirmar no “Destaque 2025” que em 2026 as escolinhas grátis das comunidades saltam de 13 para 22, cuja meta é fazer chegar o ABC às crianças rurais. Afinal, “brincar hoje é ler amanhã”.
O programa de Desenvolvimento da Primeira Infância (DPI) da Gorongosa continua a expandir-se, com resultados sólidos no desenvolvimento e na preparação escolar das crianças.
Segundo a gestora do Programa de Pré-Escola da Gorongosa, Gabriela Curtiz, “de facto, o programa expandiu de 13 para 22 pré-escolas, conforme previsto. Actualmente, estamos a operar em 20 comunidades, com 22 pré-escolas em funcionamento, beneficiando 1.902 crianças”.
Hoje são 13 comunidades com a pré-escola grátis do PNG. Todos os alunos aprendem sem caderno caro e sem medo ao lado do rugido de leão.
O método é simples: brincadeira, história, jogo da terra. E a criança desenvolve linguagem, criatividade e confiança antes mesmo de pisar na 1.ª classe.
A meta de 2026 é clara: 22 escolinhas e mais crianças por beneficiar. Cada nova sala é um tiro contra o abandono escolar e a favor da igualdade.
Além das 22 infra-estruturas, encontram-se “quatro novas pré-escolas em construção, cuja abertura está prevista para o início de 2027”, disse Gabriela Curtiz.
A Gorongosa entendeu a equação das mães: barriga vazia não aprende. Com isso, junta pré-escola com refeição escolar nutritiva diária.
Para uma família vulnerável, o prato de xima com feijão é motivo para matricular. É motivo para a criança ficar até o fim do dia. Saúde, concentração e assiduidade é igual a criança que não desiste.
Ainda na educação, a Gorongosa não faz só escolinhas. Faz rede: 28 escolas primárias resilientes construídas nos diferentes distritos já servem 15.000 alunos e viram abrigos em situações climáticas extremas; em 102 clubes extra-escolares já alcançaram 4.500 raparigas e 1.000 rapazes; 714 professores formados para ensinar melhor; enquanto o Programa Clubes da Paz alcançou 1.160 adultos alfabetizados, incluindo 418 antigos combatentes; bolsas para raparigas e filhos ou familiares de ex-combatentes já na universidade ou num instituto.
Portanto, sobre as escolinhas, de 13 para 22 não é só número, é impacto garantido. Garantia de que menino do Púnguè que hoje brinca de faz-de-conta, amanhã escreve o próprio destino.
Resultado visto em novembro de 2025: 600 crianças graduadas, prontas e motivadas para entrar na escola primária em 2026. Os futuros gestores do País saem da escolinha enquanto já têm noção de que escola é a casa.
Para 2026, com as novas nove escolinhas por existir, traduzem-se em nove comunidades mais preparadas e mais facilitadoras formadas. É a equação que vira gente.
As crianças aprendem através de brincadeiras, histórias e jogos enraizados na experiência local — desenvolvendo linguagem, criatividade, competências sociais e confiança. Para apoiar este crescimento, as facilitadoras pré-escolares recebem formação em desenvolvimento infantil, protecção e avaliação.
A importância da educação na primeira infância está amplamente documentada. Estudos realizados na Jamaica e na Guatemala demonstram que intervenções precoces melhoram significativamente os resultados em saúde, educação e competências sociais. Enquanto os relatórios da UNICEF e OMS (2018) destacam o papel das relações afectivas no desenvolvimento da empatia e auto-regulação.
A Gorongosa prova que conservar Biodiversidade começa conservando crianças. Árvore de pé começa com aluno de pé. (Muamine Benjamim).
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