Gorongosa junta crianças amigas do ambiente em palestras contra poluição plástica

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG) juntou mais de 20 crianças amigas do Meio Ambiente em palestras contra a poluição plástica na comunidade de Nhanguo, no distrito de Gorongosa, província de Sofala.

A recente palestra sobre boas práticas ambientais decorreu durante as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de Junho, juntando crianças da comunidade na garantia da Conservação para o futuro.

Na ocasião, o supervisor distrital do Programa de Educação para Conservação do PNG, Samuel Figueira, disse que há mudanças já verificadas na comunidade, embora se dificulte fazer uma avaliação directa porque se trata de uma mudança de comportamento.

Algumas práticas que eram habituais na comunidade já estão a ser abandonadas – exemplo, abandono visível da agricultura itinerante para agricultura de conservação, fruto de sensibilizações do PNG.

Para Samuel Figueira, as comunidades já abatem menos as árvores, aceitando as actividades do PNG no reflorestamento, recuperação das áreas degradadas e contra a caça furtiva.

A forma de combater a poluição por plástico é ir além da reciclagem e encontrar formas de limitar os impactos ambientais e de saúde causados por esta poluição. Isto implica analisar todas as fases da vida dos produtos – produção, concepção, consumo e eliminação – através de uma abordagem de ciclo de vida. Na prática, significa reduzir a dependência de plásticos de uso único, redesenhar produtos para serem mais duradouros, seguros, reutilizáveis e recicláveis, procurar alternativas e evitar que estes escapem para o ambiente.

Ao envolver crianças em palestras de Conservação onde elas são actores no plantio, teatro sobre boas práticas ambientais, a PNG está projectar comunidades consciencializadas sobre a conservação do Meio Ambiente e dos recursos naturais.

O Parque Nacional da Gorongosa tem trabalhado nas comunidades, escolas, mercados, casas e em locais de maior aglomeração populacional para sensibilizar sobre as boas práticas do meio ambiente.

 

Comunidade avalia mudança de comportamento

O membro da comunidade de Nhanguo, Daniel Sumaera, justifica a adesão a palestras da Gorongosa pelas mudanças significativas localmente.

Daniel Sumaera reconhece que fazia o desmatamento por falta de percepção, mas agora com os treinos e sensibilizações do PNG e do governo distrital já existem mudanças de comportamentos negativos. “Existem florestas, e há animais que já se aproximam à comunidade e esta por sua vez consegue distinguir as espécies que resultam da conservação”.

Antes da actuação do PNG, as comunidades viviam de qualquer maneira, derrubando as árvores, extraindo o ouro e fazendo a queimada descontrolada por falta de conhecimento, lembra Cândida Baptista. Depois da actuação da Gorongosa, o estilo de vida é outro – as crianças já aprendem, o abate das árvores e queimadas descontroladas já não são praticados na comunidade e principalmente o índice de abandono escolar já está reduzido por causa dos programas integrados da Gorongosa como educação, saúde sexual e reprodutiva, Clube da Rapariga, agricultura e entre outros. (Ana Cleta Coimbra).

Vacinadas cerca de 19 milhões de crianças contra Pólio em Moçambique

O Ministério da Saúde (MISAU) vacinou cerca de 19 milhões de crianças, na primeira campanha contra pólio do tipo 2, que decorreu de 02 á 06 junho, ultrapassando assim, a meta de 18,2 milhões de vacinados.

Os dados foram revelados pelo director nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, que falava em conferência de imprensa nesta segunda-feira (16), na cidade de Maputo, capital moçambicana.

Na ocasião, Quinhas Fernandes destacou que embora a meta tenha sido excedida, de um total de 159 distritos, apenas 131 passaram e 28 reprovados por apresentarem mais de três crianças não vacinadas. Esse número reduz o alcance dos distritos em 82 por cento.

Dos “28 distritos que não passaram, [em] 11 foram identificadas entre 4 a 6 crianças que não tinham sido vacinadas; 6 distritos tinham 7 a 9 crianças não vacinadas e [nos restantes] 11 distritos encontramos mais de 10 crianças não vacinadas”, disse Quinhas Fernandes.

A próxima ronda de vacinação está prevista para o mês de julho do corrente ano.

Jovem com gravidez de três meses morta por enforcamento em Dondo

Moli Samuel Daniel é o nome da jovem de 18 anos encontrada morta na última quinta-feira, unidade comunal J, quarteirão 3, distrito de Dondo, em Sofala, com sinais de enforcamento.

Manuel Pitar é sobrinho da vítima. O menor de 11 anos conta com traumas de como se deparou com a morte de quem vivia com ele. Quando regressou da escola, achou que a tia estivesse na fontanária em busca de água. Foi ao quarto e assustou ao ver o corpo pendurado aos barrotes do tecto da residência e com capulana no pescoço. Imediatamente comunicou aos familiares.

Para Thalend Pitar Wir, prima da vítima, contou que estava no mercado a vender produtos, de habitual. Mostrou-se preocupada por demorar de receber a refeição do dia. Quando telefonou para a família teve a triste informação da morte. “Quando entrei no quarto, não consegui pegar [ela]. Chamei vizinhos, chefe de dez casas para me ajudar a ver o que estava a acontecer e confirmaram a morte”.

Thalend revelou que um dia antes da morte, ouviu a Moli Samuel Daniel a falar com o parceiro, relativamente ao atraso do período menstrual, a ponto de gerar dúvidas e pediu para que fizesse teste de gravidez.

Suspeita-se que o namorado tenha recusado assumir a responsabilidade de paternidade, segundo os familiares da vítima.

Já a liderança comunitária através do bairro de Mafarinha Tapera Felipe  Mussub condena esta atitude, apontando que apesar de ser uma gravidez indesejada poderia deixar nascer e entregar às autoridades. “Estamos aqui como líderes, podemos canalizar as outras instâncias. Repudiamos, precisamos dessas pessoas amanhã poderão ser dirigentes”.

É o segundo caso de morte de meninas em menos de três semanas no distrito de Dondo, depois do caso de Ana Manuel Liquelique, de 10 anos, encontrada morta no dia 1 de Junho, depois de desaparecer uma semana do convívio familiar. Dondo: Rapariga achada morta uma semana depois do seu desaparecimento – Jornal Profundus (Narcísio Cantanha).

Palestras para “Evitar a Poluição Plástica, Preservar o Ambiente” junta alunos de Mafambisse

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG) e o Governo do distrito de Dondo juntaram alunos da Escola Primária Completa 1 de Junho, em Mutúa, posto administrativo de Mafambisse, no distrito de Dondo, em Sofala, cujo objectivo é chamar atenção para os problemas ambientais e destacar a importância da preservação dos recursos naturais escassos.

Na ocasião, em celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de Junho, a administradora do distrito de Dondo, Mária Roque, defende que as comunidades comecem a plantar árvores e uma atitude mais ousada contra o uso de plástico que prejudica os ecossistemas, o bem-estar e o clima.

“Precisamos de conservar as árvores e plantar muitas árvores para minimizar os impactos do fenómeno El Niño”, exortou Mária Roque, chamando atenção para o uso do plástico contra a poluição do Meio Ambiente.

Estrategicamente as comemorações decorreram naquela escola para que as crianças levem as mensagens de boas práticas para as respectivas comunidades.

O supervisor distrital de educação ambiental do PNG e Dondo, Valdemiro Ozobra, leva mensagem para maior engajamento da conservação dos espaços marinhos, “uma vez que o lixo plástico é muito perigoso”, leva cerca de 400 anos para se decompor.

Valdemiro Ozobra deu exemplo prático sobre o lixo plástico. “O lixo plástico mal descartado pode voar para oceanos ou rios onde vivem peixes e outros recursos, quando consumido pelo plástico pelo peixe pode morrer, acabando assim com a Biodiversidade”.

O Parque Nacional da Gorongosa tem trabalhado nas comunidades, escolas, mercados, casas e em locais de maior aglomeração populacional para sensibilizar sobre as boas práticas do meio ambiente. “Já está a trazer bons resultados de mudanças de consciência”, avalia Ozobra.

Entre as actividades da ocasião, destacou-se a sensibilização através de palestras, limpeza nas comunidades, peças teatrais sobre as melhores práticas ambientais, plantio de várias espécies de árvores, envolvendo mensagens sobre a conservação do meio ambiente, sob lema “Evita a Poluição Plástica, Preserva o Ambiente” – Dia Mundial do Meio Ambiente.

A aluna Florinda Alberto destaca a aprendizagem de conservar o meio ambiente, através de várias demonstrações que visam reduzir os níveis de poluição nas comunidades e escolas. “Aprendei que devemos conservar o meio ambiente, não poluindo e deitar o lixo nos baldes ou em locais identificados e permitidos que depois de conservado poderá ser reciclado.

O ciclo de vida do plástico também contribui para as alterações climáticas. A produção de plástico, um processo com elevada exigência energética, foi responsável por mais de 3% das emissões globais de gases com efeito de estufa em 2020, segundo estimativas.

A forma de combater a poluição por plástico é ir além da reciclagem e encontrar formas de limitar os impactos ambientais e de saúde causados por esta poluição. Isto implica analisar todas as fases da vida dos produtos – produção, concepção, consumo e eliminação – através de uma abordagem de ciclo de vida. Na prática, significa reduzir a dependência de plásticos de uso único, redesenhar produtos para serem mais duradouros, seguros, reutilizáveis e recicláveis, procurar alternativas e evitar que estes escapem para o ambiente. (Narcísio Cantanha).

APÓS DESTRUIÇÕES E PERSEGUIÇÕES: Cerimónia adiada sobre desmaios de alunas em Nhamatanda

Estava marcado para a noite de ontem, sexta-feira, o culto de libertação na Escola Secundária Geral de Nhamatanda (ESGN). Convidaram pastores e os alunos com histórico de desmaio, mas antes da cerimónia iniciar, começaram a destruir os vidros das janelas, cadeiras e todo material já preparado para o evento. Por volta das 22 horas, decidiu-se adiar para uma data a anunciar.

A interrupção de aulas foi de um dia (segunda-feira). Terça-feira foi tolerância de ponto por ocasião do 87.º aniversário da Vila de Nhamatanda, portanto, dois dias sem aulas para todos os alunos da ESGN. Mas de quarta a sexta-feira a presença de alunos foi tão receosa.

Depois da situação de ontem, tudo indica que os alunos estarão sentados em casa por alguns dias para as atividades de uma cerimônia intensiva naquela escola.

Ontem não há quem não fugiu das cerca de sete alunas com pedras e com tudo que encontravam na sua frente no recinto escolar e principais vias de acesso da escola. Mais tarde, depois do cansaço delas, captura por populares e orações simplistas de alguns pastores que até seguiam algumas vítimas, a situação voltou ao normal. Portanto, a cerimónia foi adiada, mas antes das datas, tudo passará da direcção máxima do distrito num encontro para breve.

Na ocasião, pais e encarregados de educação lamentavam ver desesperadamente as suas filhas no capim, algumas vítimas descalças gritando em línguas estranhas e ameaçando matar a quem cruzasse o seu caminho.

Lembre-se que na vila municipal, as aulas foram interrompidas na Escola Secundária Geral de Nhamatanda devido a dois alunos “com paus grandes, que começaram a danificar uma motorizada de um colega do Serviço Distrital de Actividades Económicas (SDAE) que estava ali, viatura do director escolar, duas viaturas de dois colegas e vidros das janelas do Bloco Administrativo da ESGN”, explicou o director da Escola Secundária Geral de Nhamatanda, Zacarias Muagueva. Mas de 2022 a esta parte, alunas já desmaiavam sem, no entanto, destruir.

Quem viu ontem, sabe que não é situação para ridicularizar. Exige uma reflexão profunda para solução imediata. Ali, há futuros gestores em queda. Alguns não apenas desmaiam quando se fazem na escola, igualmente continuam nas respectivas residências. Entretanto, as vítimas por vezes apontam nomes de professores que passaram por aquele estabelecimento do ensino público.

De 2022 a esta parte, o fenómeno já afectou mais de 50 alunos. Detalhes no semanário. (Muamine Benjamim).

ANTES DA CERIMÓNIA: Alunas destroem bens da escola e perseguem participantes em Nhamatanda

Está marcado para esta noite, o culto de libertação na Escola Secundária Geral de Nhamatanda (ESGN). Convidaram pastores e os alunos com histórico de desmaio, mas antes da cerimónia iniciar, começaram a destruir os vidros das janelas, cadeiras e todo material já preparado para o evento.

Os presentes espalharam-se imediatamente, enquanto alguns pastores ainda não se fazem presentes.

O repórter do Jornal Profundus, no terreno não escapou da perseguição.

Neste momento, cerca de sete alunas estão com pedras e com tudo que encontram perseguindo pessoas no recinto escolar e principais vias de acesso da escola.

As raparigas, por vezes falam línguas estranhas. E se uma grita, outras aparecem para socorrer.

Em actualização (Muamine Benjamim).

Mais de 200 promotores e agricultores capacitados em matérias nutricionais

Promotores agrícolas e produtores locais foram capacitados em matérias de nutrição na localidade de Magandafuta em Mutua posto administrativo de Mafambisse na província de Sofala. São mais de 200 envolvidos cujo objectivo é dotá-los de conhecimentos para a boas práticas nutricionais com os produtos locais.

A capacitação foi promovida pelo Programa de Desenvolvimento Inclusivo de Cadeias de Valores Agro- alimentares (PROCAVA) para a sua implementação nos distritos da Beira, Dondo, Nhamatanda, Búzi, Chibabava e Machanga, dentro da província de Sofala, região central de Moçambique.

Em Sofala, estão a ser desenvolvidas quatro cadeias alimentares para horticultura, carnes vermelhas, ave e culturas e leguminosas, visando a inclusão de mulheres, homens e jovens.

O chefe do Departamento de Extensão Rural de Sofala, Edson Pondeca, explicando sobre a capacitação, disse que o principal objectivo é identificar promotores e treinar as comunidades, mostrando que os produtos locais podem fazer vários pratos nutritivos, além de garantir rendas.

Entre os produtos locais, segundo Pondeca, existem os pastéis, vulgo badjias de mandioca, chipps de batata-doce e de mandioca, guisados de carne com batata-doce e mandioca, jam de abóbora, papa com amendoim, papa de arroz com coco

“Para o caso das badjias de mandioca, o seu modo de preparo começa com a mandioca fresca ralada, introduzimos a pimenta e o alho, fazendo uma mistura como é praticamente com feijão nhemba”.

A supervisora do sector de agricultura do Parque Nacional da Gorongosa (PNG), Albertina Juca, falando após a capacitação na quinta-feira (04.06), avaliou que aprendeu como fazer a demonstração de culinária, reiterando que com os produtos agrícolas das comunidades é possível ter uma boa nutrição. “ O nosso organismo não precisa de alimentos processados”.

“Pretendo difundir a técnica nas comunidades, onde trabalho com os produtores para minimizar a desnutrição”, garantiu Albertina.

Estou pronta para fazer pratos deliciosos e saudáveis para a minha família, baseando-se nos produtos locais de fácil acesso”, disse a agricultora de Dondo, Laura Ananias.

Por exemplo, “aprendi a fazer a combinação da verdura com a galinha cafreal. Passarei a fazer com os produtos que vou colher na minha machamba para ter uma boa saúde nutricional”.

Esta capacitação abriu oportunidade de negócio. “Aprendi a fazer bajias de mandioca que produzimos nas nossas machambas. Gostei muito e vou fazer o meu negócio e alimentar a minha família”, referiu a agricultora Inês Tomé. (Narcísio Cantanha).

Gorongosa e parceiros juntam cerca de 500 membros da comunidade de Muerera em palestras sobre higiene e gestão menstrual

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG), através do Programa de Água, Saneamento e Higiene, Water Sanitation and Hygiene (WASH), em parceria com Rigth To Play (RTP), Serviço Distrital de Planeamento e Infra-estruturas (SDPI) e NAZA LDA envolveram 252 alunos e 171 participantes das comunidades de Muerera no distrito de Maringué, numa palestra sobre higiene e gestão menstrual, cujo objectivo era de promover a consciencialização e fortalecer o entendimento sobre o tema.

O evento contou com a apresentação dos Clubes Escolares — Clube de Saneamento, Clube da Rapariga e Clube Ambiental, os quais apresentaram as actividades relacionadas ao tema, mostrando através de uma peça teatral para reforçar a mensagem educativa.

No mesmo dia, as raparigas receberam kits de material de higiene menstrual e aprenderam como, por exemplo, produzir um penso reutilizável a partir de material mais acessível – capulana. Esta entrega e aprendizagem simboliza a ideia de que as raparigas devem estar confortáveis e motivadas a não desistirem da escola.

Milhões de raparigas enfrentam barreiras significativas no acesso à informação e aos produtos de higiene menstrual. Localmente, o Parque Nacional da Gorongosa implementa iniciativas para este grupo. No dia 28 de maio, o PNG entregou duas calcinhas, duas embalagens de absorventes, duas barras de sabão, 1 kg de detergente, um balde de banho e duas capulanas a cada rapariga em Muerera.

O evento em Muerera, juntou 252 alunos, sendo 115 raparigas e 137 rapazes, além de 171 participantes (73 mulheres) e (98 homens).

Através de uma aprendizagem baseada em brincadeiras, o evento envolveu rapazes na promoção da higiene pessoal e colectiva, incluindo a conscientização sobre a poluição dos rios.

O evento terminou com demonstrações culinárias para a Saúde Materna e Infantil.

O supervisor do WASH, no PNG, Mussagy Da Silva defendeu que as comunidades precisam de um evento desta natureza para promover e fortalecer a consciencialização sobre a importância da higiene menstrual, combatendo tabus a estas preocupações, em zonas de difícil acesso aos serviços de saúde.

Com este evento, Mussagy Da Silva espera que as comunidades continuem a desmistificar tabus, promovam o diálogo aberto sobre a higiene menstrual, envolvam jovens na disseminação destas informações na promoção da higiene pessoal e colectiva, incentivem boas práticas sustentáveis, como a produção de pensos reutilizáveis, para o acesso mais económico e ecológico e fortaleçam o engajamento comunitário na promoção da saúde e direitos das mulheres e meninas.

 

Raparigas prontas contra tabus

As raparigas das comunidades continuam com mitos passados de geração para geração. Estas práticas contribuem negativamente na saúde reprodutiva e sexual da mulher. “Mulheres não podem pôr sal nas refeições durante o período menstrual” – é mentira, “ficou esclarecido” nas palestras da Gorongosa, explica Luísa Julinho.

Gene Marcelino é uma das raparigas de Maringué que enfrenta os desafios de higiene e gestão menstrual, mas após receber os kits, garantiu “trocar os absorventes e a roupa três vezes ao dia. E, ao mesmo tempo, a menstruação não irá interferir nos dias de aula”.

Mery Isaque garantiu que vai “sempre usar absorventes reutilizáveis porque aprendeu a fabricar para a sua higiene menstrual de hoje em diante”.

A iniciativa ajudou as raparigas a entenderem que a menstruação é um processo biológico natural e indicador de saúde reprodutiva e não uma doença, não como apontam os mitos.

O PNG não apenas sensibiliza para as boas práticas de saúde sexual e reprodutiva, também continua a ajudar os comités de saneamento WASH através da reparação e construção de novos furos; mobilização para práticas melhoradas de higiene e saneamento através da construção de latrinas, dispensas, aterros sanitários e sistemas de drenagem na Zona de Desenvolvimento Sustentável.

O PNG não apenas sensibiliza para as boas práticas de saúde sexual e reprodutiva, também continua a ajudar os comités de saneamento através da reparação e construção de novos furos; mobilização para práticas melhoradas de higiene e saneamento através da construção de latrinas, dispensas, aterros sanitários e sistemas de drenagem na Zona de Desenvolvimento Sustentável. (Eugénia Carlos).

Decorre diálogo sobre conflito homem Fauna Bravia, mineração, tráfico de seus produtos e caça furtiva no distrito de Nhamatanda

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG) e o Governo do distrito de Nhamatanda, hoje, estão num fórum de diálogo sobre conflito homem Fauna Bravia, mineração, tráfico de seus produtos e caça furtiva no distrito de Nhamatanda, envolvendo vários actores.

O evento decorre no Instituto de Ciências de Saúde, antigas instalações do Centro de Formação da Saúde, na vila municipal de Nhamatanda.

Dentre várias finalidades, pretende-se através deste fórum, discutir e alcançar consensos, além de garantias sobre assuntos relacionados a responsabilidade na implementação da legislação das Áreas de Conservação, do tráfico de produtos de flora e fauna e, da Coexistência Homem Fauna Bravia nas comunidades limítrofes com o Parque.

O administrador de Nhamatanda, Adamo Ossumane, na abertura do evento, reiterou a importância do evento, reconhecendo os desafios na produção agrícola e circulação de bens e serviços, principalmente nas comunidades de “Nhampoca, Matenga, Bebedo, Metuchira e nos últimos dias em Lamego” (corredor com o rio Pungué).

Nos últimos dias, naquelas comunidades, a invasão de animais a “28,8 hectares de arroz” afectando cerca de 50 famílias na zona de Metuchira”.

Com este encontro, a Directora do Serviço Provincial do Ambiente, em Sofala, Ermelinda Xavier Maquenze espera que haja reflexão de “como e o que podemos fazer para minimizar o conflito”.

Existem as habituais maneiras de mitigação, como afugentamento e translocação, mas “parece que ainda falta alguma coisa por fazer, por isso, estamos aqui no diálogo para [encontrar maneiras] de diminuirmos este sofrimento da população”, disse Maquenze.

O administrador do PNG, Pedro Muagura espera “ganhar alguns elementos adicionais que possam criar o termo coexistência” através do Fórum de Diálogo sobre conflito homem fauna bravia em Nhamatanda.

As temáticas para o diálogo incluem uma contextualização, objectivos e resultados esperados do Fórum de Diálogo Distrital; Quadro legal do exercício de caça em defesa de pessoas e seus bens, e fluxograma da responsabilidade e intervenção do grupo-alvo; Partilha da Resolução nº 58/2009, de 29 de Dezembro (Estratégia de Gestão do CHFB) Dados do CHFB registados na província nos últimos 4 anos e as acções de prevenção e mitigação; Plano operacional de mitigação de conflito Homem Fauna Bravia no distrito de Nhamatanda; Aplicação do PDUT na mitigação do Conflito Homem Fauna Bravia; e Plano de acção para mitigação do Conflito Homem fauna Bravia no distrito de Nhamatanda. (Muamine Benjamim).

Activistas ambientais lançam o projecto “BioEducar” com compromisso em Nhamatanda

Foi lançado, há uma semana, o projecto “BioEducar” através de uma parceria entre a Associação Anjo da Guarda (AAGUA), e Agência Moçambicana de Ciência e Tecnologia, no distrito de Nhamatanda, província de Sofala. Esta iniciativa surge como resposta aos desafios crescentes relacionados às mudanças climáticas, à degradação ambiental e à necessidade urgente de educação ecológica nas comunidades.

O projecto visa promover a educação ambiental integrada ao reflorestamento com espécies nativas e frutíferas, bem como à mobilização comunitária, com especial enfoque nas escolas como centros de acção e transformação social. Além de sensibilizar, o projecto pretende também capacitar os jovens estudantes, tornando-os agentes activos na protecção e valorização do meio ambiente.

A cerimónia de lançamento teve lugar na Escola Secundária Geral de Nhamatanda, vila do distrito, marcando o início das actividades, juntando mais de 100 alunos no plantio de 50 mudas de espécies nativas, como Panga Panga, Mbauwa e Massanigueira Silvestre (Tambarino).

O lançamento do “Bio Educar” no dia 05 de junho corrente, incluiu uma peça teatral e interacção com os alunos, abordando temáticas ambientais e o papel transformador da juventude.

Segundo o Coordenador Geral da Associação Anjo da Guarda, André Micas Zuada, o “BioEducar” prevê acções contínuas nas escolas, incluindo a criação de clubes ambientais estudantis (Amigos do Ambiente), a realização de sessões formativas sobre ecologia e o acompanhamento técnico das árvores plantadas, garantindo sua sobrevivência e crescimento.

Em Nhamatanda, o Bio Educar” quer alcançar mais de mil mudas plantadas em várias escolas do distrito, reafirmando o seu compromisso com a sustentabilidade, a cidadania ecológica e o protagonismo juvenil na luta contra as alterações climáticas. Ainda este mês de junho, “prevemos realizar a entrega de mudas às demais escolas já identificadas”.

O Projecto vai plantas espécies nativas e frutíferas, criando viveiros escolares, promovendo encontros com as comunidades vizinhas das escolas abrangidas e acreditando-se na contribuição significativa para o fortalecimento da resiliência ambiental e na promoção de práticas sustentáveis nas comunidades. (Muamine Benjamim).

Jornal Profundus

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