Município de Dondo reforça capacidade de recolha de lixo

O Município de Dondo, em Sofala já soma cinco viaturas contando com a recente entrega para a recolha de resíduos sólidos urbanos. A aquisição representa um investimento superior a 2,4 milhões de meticais provenientes das contribuições dos munícipes no pagamento de impostos e taxas municipais.

A nova viatura entregue na última quarta-feira (13.05) reforça a capacidade operacional da edilidade na gestão do lixo urbano, que actualmente abrange os dez bairros do município pela Vereação de Salubridade Urbana e Meio Ambiente.

“Com este novo meio, somamos agora cinco viaturas alocadas à recolha de lixo, uma área prioritária para o município devido às constantes preocupações com a gestão e o tratamento dos resíduos sólidos”, disse o edil do Dondo, Manuel Chaparica, na entrega da viatura.

Segundo Chaparica, o Município de Dondo cobre uma vasta extensão territorial — cerca de 382 quilómetros quadrados, onde muitas famílias carecem de informação sobre o correto tratamento de resíduos. “Há comunidades isoladas, próximas da praia, que ainda não estão sensibilizadas para o descarte adequado do lixo”. [Portanto], com mais viaturas, aumentamos a nossa capacidade de resposta e de cobertura territorial”, sublinhou.

Chaparica apelou à população para adoptar práticas sustentáveis: “Estamos a instruir as comunidades para que desenvolvam métodos próprios de tratamento de resíduos sólidos. É fundamental que todos colaborem, pois, a saúde pública depende disso.”

Actualmente, a frota do município conta com cinco viaturas: uma para tratamento, três porta-contentores e duas de cinco toneladas, todas operacionais. No entanto, Chaparica reconheceu que ainda não é suficiente para dar resposta plena à quantidade de lixo produzida diariamente. “Apesar das limitações, os nossos profissionais continuam empenhados em manter a cidade limpa, organizada e atractiva. O nosso lema é: ‘Não ao lixo, não, à desordem’”.

O autarca lamenta pelos comportamentos inadequados por parte de alguns munícipes, em particular, vendedores de mercados, que depositam lixo fora dos contentores, agravando o problema. “Embora 95% da demanda esteja a ser atendida, enfrentamos dificuldades nos mercados, principalmente durante as épocas de maior movimento comercial, como agora, com a chegada dos citrinos. A gestão torna-se complicada com o descarte irresponsável de cascas de laranja e tangerina, muitas vezes feito durante a noite”.

Lembre-se que 2024, com apenas quatro viaturas, o Município de Dondo recolheu 17.151,93 toneladas de resíduos sólidos. Estes resíduos, também conhecidos como lixo doméstico, incluem embalagens, papel, pilhas, plásticos, vestuário, latas, tinteiros, óleos, cartão e restos alimentares, entre outros. Portanto, um aumento, comparativamente a 2023 14.757 toneladas. (Narcísio Cantanha).

Muanza: Casos criminais passam de 3 para 5 em um ano

Este ano, os crimes no distrito de Muanza aumentaram de três para cinco casos, comparativamente ao período do primeiro trimestre de 2024. São dados colhidos durante as comemorações do Dia PRM, 17 de Maio, em Muanza. “

Os desafios que a Polícia da República de Moçambique tem enfrentado ao longo deste período [50 anos], também nos remetem a uma reflexão profunda sobre a actuação policial face ao actual contexto socioeconómico [e político] do país, de modo a engajar maior simpatia e confiança no meio da população, razão da nossa existência, para que de mãos dadas possamos combater a criminalidade e outros males que afligem a nossa população”, disse o comandante da Polícia da República de Moçambique, em Muanza, Araújo Verniz, na leitura da mensagem da corporação.

No primeiro trimestre de 2025, foi registado um total de cinco casos criminais, contra três de igual período de 2024, avaliou Araújo Verniz.

Dos cinco casos criminais registados no primeiro trimestre de 2025, três são de ofensas corporais voluntárias que resultam em doença e impossibilidade para o trabalho contra zero de 2024; um furto agravado contra igual número do período transacto; e um roubo contra zero do período anterior.

Na melhoria das condições de trabalho na elevação da moral da força, Araújo Verniz reconheceu as acções dos membros do Comando Conjunto das Forças de Defesa e Segurança, a Comissão Distrital pelo reforço à legalidade, a população em geral e colaboradores indispensáveis na perseguição dos que põe em causa a ordem e segurança públicas.

Relativamente à sinistralidade rodoviária, não houve registo de casos. Na ocasião, Verniz exortou a população a continuar a colaborar com PRM na prevenção e combate à criminalidade e acidente de viação. Já para a administradora de Muanza, Dorteia Ambrósio, “os desafios são vários, cada um de vós [agentes da PRM] deve assumira responsabilidade” na garantia da ordem e tranquilidade públicas. A Polícia é para defender a comunidade como o lema deste ano reflecte “PRM, 50 Anos aprimorando estratégias de ligação Polícia Comunidade, face aos desafios da manutenção da ordem, segurança e tranquilidade públicas”. (João Cipriano).

MISA e Governo da Noruega reforçam parceria para promover a liberdade de imprensa

O MISA Moçambique e a Embaixada do Reino da Noruega renovam cooperação para o reforço da liberdade de imprensa, a promoção dos direitos humanos e a verificação de factos em Moçambique.

O acordo será implementado nos próximos três anos e permitirá ao MISA Moçambique expandir acções estratégicas nas áreas de monitoria da liberdade de imprensa, capacitação de jornalistas, promoção da transparência e combate à desinformação, num contexto nacional marcado por desafios crescentes à comunicação social.

Na assinatura do acordo, o presidente do MISA Moçambique, Jeremias Langa referiu que “a renovação do acordo é um sinal de confiança que a Noruega deposita ao MISA Moçambique naquilo que é o seu propósito de promover as liberdades de imprensa e de expressão e no combate à desinformação que constitui uma preocupação generalizada.

”O Embaixador da Noruega em Moçambique, Haakon Gram-Johannessen referiu que é prioridade do seu governo apoiar o fortalecimento da democracia em Moçambique sendo que a comunicação social e os media desempenham um papel fundamental. “O MISA revelou-se um bom parceiro estratégico enquanto órgão de fiscalização, principal interlocutor do governo nas reformas em curso, denunciando a desinformação, abusos e violações durante as eleições e esperamos consolidar e expandir as iniciativas que vem sendo desenvolvidas desde o ano passado no contexto eleitoral.”

O projecto “Liberdade de imprensa, promoção dos direitos humanos e verificação de factos” reflecte o compromisso comum da Noruega e do MISA Moçambique em promover um ambiente informativo livre, seguro e inclusivo, que permita aos cidadãos acederem a informação de qualidade e exercerem plenamente os seus direitos democráticos.

Gorongosa entrega 152 meios circulantes a actores comunitários

Semelhante ao que aconteceu em abril de 2024 na comunidade de Canda, no distrito de Gorongosa, o Parque Nacional da Gorongosa (PNG) entregou na última sexta-feira, 16 de maio de 2025, 12 motorizadas a seis líderes comunitários e seis Comités de Gestão de Recursos Naturais, 140 bicicletas a 70 fiscais e 70 animadores comunitários das comunidades de Catemo, Nhabawa, Muandimai, Chidanga e Maciambosa, no âmbito da Campanha de Restauração de Áreas Degradadas e Coutada 12 e a Zona de Desenvolvimento Sustentável (ZDS) do PNG ou Zona Tampão, em Sofala, cujo objectivo é de facilitar a intervenção dos actores comunitários na restauração da biodiversidade através do reflorestamento, gestão da regeneração assistida, mobilização e engajamento a vários níveis e sensibilização comunitária.

Sob o lema da campanha: “Restauração das florestas ao serviço do desenvolvimento local no distrito de Cheringoma”, o PNG entregou meios circulantes marcando o lançamento da campanha de restauração de áreas degradadas nas comunidades da ZDS e Coutada 12 no distrito de Cheringoma, através do reflorestamento e maneio de regeneração natural da floresta.

 

O foco do Desenvolvimento Sustentável de Meios de Vida

O PNG iniciou em 2022 a implementação do Programa ‘’Desenvolvimento Sustentável de Meios de Vida’’ financiado pelo Reino dos Países baixos, através da Embaixada da Holanda em Moçambique. O projecto está sendo implementado nos seis distritos da ZDS do Parque, nomeadamente Nhamatanda, Dondo, Muanza, Cheringoma, Marìngué e Gorongosa, e é composto por duas subcomponentes, sendo a primeira componente ligada a produção agrícola, cadeias de valores, restauração dos solos e reflorestamento, e a segunda componente ligada a Nutrição, Água e Saneamento.

O Programa centra-se na melhoria das condições socioeconómicas das comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável, aplicando um financiamento de 20 milhões de Euros em 5 anos (2022-2027). O plano é abranger 45.000 beneficiários directos, dos quais 15.000 Produtores do Sector Familiar e 30.000 membros das comunidades alcançados pelas campanhas de sensibilização em matérias de nutrição e WASH.

No âmbito da implementação das actividades da primeira componente, o projecto priorizou a implementação de iniciativas de engajamento comunitário através da organização e capacitação das comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável do Parque Nacional de Gorongosa e da Coutada 12, bem como a implementação de acções que visam reduzir o desmatamento derivada da expansão de actividades antropogénicas. Tais iniciativas incluem a criação de condições para produção agrícola em zonas devidamente identificadas, estabelecimento de viveiros comunitários e promoção de campanhas de reflorestamento em áreas degradadas incluindo a gestão das fragmentos de florestas ainda em pé. Esta intervenção visa mitigar os impactos ambientais derivados do desmatamento como o caso da redução dos caudais dos rios e outros de corpos de água.

Em Cheringoma, para implementação das actividades, o projecto conta com o apoio das lideranças comunitárias do nível de regulados de Catemo, Nhabawa, Muandimai, Chidanga e Maciambosa, grupo de povoações e povoados das mesmas comunidades, incluindo membros voluntários locais denominados facilitadores de reflorestamento, fiscais e animadores comunitários, que realizam campanhas de sensibilização em matérias sobre maneio sustentável dos recursos naturais e legislação ambiental e dedicam parte do seu tempo para produção e plantação de mudas de espécies diversas que ocorrem em toda ZDS e Coutada 12.

Por forma a facilitar a intervenção das lideranças comunitárias e dos facilitadores comunitários nas campanhas de reflorestamento, mobilização comunitária e sensibilização comunitária, implementação de projectos comunitários de apicultura e Ecoturismo, o Parque Nacional de Gorongosa pretende proceder a entrega de 12 motorizadas da marca Lifan Camelo a seis líderes e seis Comités de Gestão de Recursos Naturais das comunidades de Catemo, Nhabawa, Muandimai, Chidanga e Maciambosa, 140 bicicletas a 70 fiscais e 70 animadores comunitários das comunidades acima mencionadas, num investimento de 2.500.000,00MT.

O evento que decorreu na vila de Inhaminga contou com participação da equipa do PNG, membros do Governo do distrito de Cheringoma, lideranças locais e as comunidades locais.

Entre as actividades do evento, constou a declamação de poema, peça teatral e mensagens sobre a necessidade urgente de se unir esforços na restauração e a entrega das motorizadas e bicicletas, marcando o lançamento da Campanha.

Cheringoma conta com 117 animadores comunitários, 120 fiscais comunitários e 60 facilitadores de reflorestamento que operacionalizam 4 viveiros comunitários com capacidade de produção activa cerca de 20 mil mudas cada um que serão plantados em cerca de 70 hectares anualmente.

Lembre-se que em 2024, no lançamento da Campanha “Salve a Serra da Gorongosa”, o PNG com o financiamento (1.308.000,00 MT) da Holanda entregou 47 bicicletas a facilitadores comunitários e 40 bicicletas a animadores comunitários da comunidade de Canda, zona da Serra da Gorongosa. Esta é uma parte de um total de 143 bicicletas, telefones, pastas (mochilas) e uniforme de identificação destinados ao mesmo número de voluntários que se dedicarão ao reflorestamento e protecção da Serra da Gorongosa.

 

Impactos da campanha

A matriz apresentada no dia 24 de Fevereiro de 2025, pela comunidade de Canda na região da Serra da Gorongosa, indica uma tendência de redução da caça furtiva e respectivas armadilhas no Parque Nacional da Gorongosa e sua Zona de Desenvolvimento Sustentavel (ZDS). De 2021 a 2024, a diminuição foi tão significativa que chegou a ter zero em alguns casos, como resultado de sensibilizações comunitárias através dos animadores comunitários no Posto Administrativo de Nhamadzi- Canda.

Em (2021), registaram 92 casos de caça furtiva, reduzindo para 60 (2022); 37 (2023) e 13 (2024). Detalhadamente, a partir de 2021, reduziram as armadilhas mecânicas, de 11 para 9 (2022), 7 (2023) e 5 (2024); de 8 ratoeiras diminuíram para 7, 4 e 2; de 12 redes de pesca baixaram para 9, 6 e 3; de 11 pás para 8, 5 e 2; de 9 cerras de madeira para 7, 4 e 1; de 6 cabos de aço para 3, 1 e 0; e de 35 pranchas de madeira para 17, 10 e 0, respectivamente.

Estas apreensões resultaram do aumento de membros sensibilizados nas comunidades por ano. Ora, em 2021, foram realizadas 600 palestras por 15 animadores alcançando 1.867 homens e 1.344 mulheres; 2022, com o mesmo número de animadores e palestras alcançaram 2.141 homens e 1.786 mulheres; 2023, com o mesmo número de animadores e palestras abrangeram 2.264 homens e 1.821 mulheres; e já em 2024, o número de animadores aumentou para 55 e 2.200 palestras alcançando 28.359 homens e 19.625 mulheres.

As comunidades também reflorestam as áreas degradadas. Nos últimos dois anos, produziram 13 mil mudas e plantaram-nas em 12 hectares, para além da realização do manejo de regeneração em 3,7 hectares nas zonas de Domba, Magala, Nhandar e Canda. Já para 2025, a produção deverá ser de 17.500 mudas para plantar pelo menos 8.000 numa área de 6 hectares. (Muamine Benjamim).

Moçambique distinguido como campeão na luta contra a malária

Apesar de Moçambique registar subida de mortes, de 107 para 162, uma elevação de 51%, com destaque para Niassa, que sozinho concentrou 40% dos óbitos (64 mortes), nos casos de malaria, no primeiro trimestre de 2025 comparativamente ao igual período de 2024, o País registou uma queda significativa no número de casos de malária em 2024, merecendo-lhe distinção de Campeão na Luta Contra a Malária, à margem da 78ª Assembleia Mundial da Saúde, que decorre em Genebra, Suíça.

“Um dos marcos determinantes tem sido a implementação de estratégias estruturantes de combate vectorial, incluindo a introdução progressiva da vacinação contra a malária em grupos de risco. Estas acções visam, de forma integrada, reduzir a mortalidade e limitar a transmissão da doença em áreas endémicas”, lê-se no comunicado da Presidência da República, depois da distinção.

A distinção de Moçambique foi entregue ontem, domingo, ao ministro da Saúde, Hussen Isse, durante a cerimónia oficial realizada, na Assembleia Mundial da Saúde, que decorre em Genebra, Suíça que normalmente, reúne representantes dos 194 Estados Membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) para definir políticas globais de saúde, avaliar avanços e propor novas estratégias de resposta às principais ameaças sanitárias.

Lembre-se que de acordo com o MISAU, o país notificou 11.622.449 casos em 2024, uma redução de 12% em relação aos 13.240.174 casos registados em 2023.

As províncias com maior carga de doença foram Zambézia (3,48 milhões de casos), Nampula (2,87 milhões) e Cabo Delgado (1,69 milhões), que juntas concentraram aproximadamente 70% do total nacional. Em contrapartida, Maputo Cidade (14 mil casos), Maputo Província (41 mil) e Gaza (89 mil) apresentaram os números mais baixos.

Entre as principais medidas, o país aposta fortemente na distribuição de redes mosquiteiras, consideradas o principal instrumento de prevenção, e na pulverização intradomiciliária, que está a ser realizada apenas nas áreas com maior densidade populacional e incidência da doença.

Embaixada dos EUA distingue vencedores dos Prémios Alumni 2025 pelo Impacto Comunitário

A Embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) em Moçambique anuncia os vencedores dos Prémios Alumni 2025, que reconhecem antigos participantes de programas de intercâmbio financiados pelo Governo dos EUA que se destacaram pelo seu contributo excepcional às suas comunidades.

Em parceria com a Associação de Antigos Bolseiros Moçambicanos dos EUA (MUSAA), o Embaixador da Embaixada em Moçambique, Peter H. Vrooman, distinguiu três alumni notáveis que aplicaram os conhecimentos e experiências adquiridos durante os seus programas de intercâmbio nos Estados Unidos para promover mudanças significativas nas suas regiões de origem.

O comunicado da Embaixada dos EUA a que o “Profundus” teve acesso, destaca Francisca Noronha (Maputo), uma das premiadas pelo do reconhecimento do seu projecto de mentoria e liderança comunitária, que beneficiou 180 raparigas em Marracuene, promovendo a educação e o empoderamento feminino;

António Cuvaca (Beira), distinguiu-se pelo projecto Aumentar a Empregabilidade Juvenil, que atribuiu bolsas de estudo para cursos de inglês a mais de 100 jovens, aumentando assim as suas perspectivas profissionais.

Ércio Lopes (Nampula) premiado pelo projecto Combate às Drogas e à Estigmatização do HIV, que formou cerca de 70 jovens em competências de vida e escolhas responsáveis.

Estes projectos reflectem o impacto social tangível que os programas de intercâmbio dos EUA podem ter nas comunidades moçambicanas.

Ao longo dos últimos 50 anos de relações bilaterais entre os Estados Unidos e Moçambique, a Embaixada dos EUA tem promovido inúmeras oportunidades de intercâmbio profissional, académico e cultural, fomentando ligações entre líderes, empreendedores, educadores e artistas de ambos os países. Actualmente, mais de 2.500 moçambicanos são alumni dos programas de intercâmbio do Governo dos E.U.A.

ENFERMEIROS EM MARINGUÉ: “Não devem por motivo algum desviar os medicamentos”

“Não devem por motivo algum desviar os medicamentos”. É a exortação da administradora de Maringué, nas comemorações do Enfermeiro naquele distrito, um evento marcado por uma marcha nas principais artérias da sede distrital, com dísticos “Viva 12 de Maio, Dia Internacional do enfermeiro “Nossos Enfermeiros, Nosso futuro”.

“Devem cuidar dos vossos pacientes com paciência, amor e profissionalismo”, exortou a administradora de Maringué, Maria Almija Rodriguês Pulceira, acrescentando que “não devem por motivo algum desviar os medicamentos das unidades sanitárias”.

O Governo de Maringué reconhece que o enfermeiro é responsável por cuidar de gestantes, do parto até o pós-parto e lactantes, auxilia o médico responsável em cirurgias de pequeno e médio porte, monitora doenças graves a crianças, chegando até a atender os pacientes nas respectivas casas.

Ora, para os enfermeiros, uma força de trabalho de enfermagem valorizada, apoiada, equipada e saudável é capaz de prestar os mais altos níveis de apoio e cuidados de saúde às pessoas e às comunidades. O investimento na enfermagem deve ser considerado uma prioridade no crescimento de uma sociedade saudável.

O Dia Internacional da Enfermagem é celebrado mundialmente desde 1965. Porém, oficialmente esta data só foi estabelecida em 1974, a partir da decisão do Conselho Internacional de Enfermeiros. O dia 12 de maio foi escolhido como homenagem ao nascimento de Florence Nightingale, considerada a “mãe” da enfermagem moderna.

Florence Nightingale, de nacionalidade inglesa, nasceu em Florença, na Itália. Aos 17 anos, Florence, que era cristã anglicana, decidiu ser enfermeira, acreditando ter um chamado de Deus para fazer enfermagem. Foi na guerra da Crimeia, em que o Reino Unido participou entre 1853 e 1856, que o seu trabalho se tornou mais conhecido e ela foi chamada “Dama da Lâmpada”, instrumento que usava durante a noite para ajudar melhor os feridos. Florence Nightingale fundou a primeira Escola de Enfermagem secular do mundo na Inglaterra, em 1860.

Desde aquele período, este dia serve de reflexão para a classe para o bom funcionamento do sector com tratamento humanizado.

Em Moçambique, as preocupações para os enfermeiros passam pela resolução da insuficiência de alimentação, de equipamento de ambulâncias com materiais de emergência e equipamentos de protecção individual não descartável, medicamentos, além de exigirem um melhor enquadramento no âmbito da Tabela Salarial Única (TSU). (Eugénia Armando).

 

USO E MANUSEAMENTO DO MATERIAL LABORATORIAL: Gorongosa junta 28 professores para troca de experiências

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG) juntou nos dias 5 a 9 de maio corrente, 28 professores das escolas da Zona de Desenvolvimento Sustentável (ZDS) para uma troca de experiências sobre uso e manuseamento do material laboratorial nas escolas.

Trata-se de professores de Biologia e Química, sendo quatro mulheres e 24 homens dos distritos de Nhamatanda, Maringué, Cheringoma, Muanza, Dondo e Gorongosa. Esta diferença de números resulta da insuficiência de professoras que fizeram estes cursos com as respectivas formações de docência.

O gestor do Programa Clube de Jovens do PNG, Alfredo Jochoma, explicou que o objectivo desta troca de experiências é de garantir que os professores das áreas de Ciências, principalmente, das disciplinas de Biologia e Química, possam usar os laboratórios construídos nas respectivas escolas, incentivando os alunos para uma aprendizagem entre a teoria e prática, motivando-lhes desta maneira a seguirem as áreas desde cedo.

Para Alfredo Jochoma, esta é uma forma de também preparar a Zona de Desenvolvimento Sustentável para oportunidades no Parque nas áreas de Ciências.

A Escola Secundária Geral de Inhaminga – Cheringoma foi o palco da troca de experiências, por reunir material minimamente aceitável no laboratório.

Moçambique tem poucos formados em Ciências, não que não queiram, mas por acharem que estas áreas são mais difíceis que, por exemplo, letras. Este problema passa pela qualidade de educação e respectivo material de apoio desde cedo. É possível ver ou tocar microscópio, ou simples material laboratorial só quando estiver no ensino superior. A Gorongosa quer desmistificar isso, começando pela troca de experiências entre professores e alunos, principalmente das 11.ª e 12.ª classes, e equipamento das escolas com material laboratorial.

[Vimos professores empenhados e dedicados] durante a troca de experiências, avaliou Jochoma, esperando criar mais interesse e envolvimento de alunos nas áreas de Ciências na ZDS.

“Queremos muitos cientistas no PNG”.

O professor de Biologia da Escola Secundária de Maringué, Cristóvão Felizardo João, disse que conseguiu conciliar a teoria e prática sobre várias matérias discutidas nas salas de aulas. E isso vai melhorar a aprendizagem.

Esta troca de experiências garantida pela Gorongosa é “sinónimo de que o Parque está preocupado para o desenvolvimento da educação” na sua Zona de Desenvolvimento Sustentável, avalia o professor de Biologia na Escola Secundária Geral de Inhaminga, Octávio Basílio Xavier, que já espera ver a sua escola equipada com material completo para aulas de Ciências.

O professor da Escola Secundária Geral de Dondo, Jeque Chicava, quer mais trocas de “experiências para as nossas aulas não serem limitadas com a teoria. Ganhamos o bastante, vamos colocar na prática”.

Alunos da Escola Secundária Geral de Inhaminga também tiveram a oportunidade de trocar experiências com os professores, criando ainda maior interesse pela área das Ciências. (Lucas Singale).

SOBRE BOAS PRÁTICAS EM MUANZA: PNG junta cerca de 70 agricultores para troca de experiências

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG) juntou cerca de 70 agricultores de diferentes variedades para uma troca de experiências em boas práticas, no distrito de Muanza. Ocasionalmente, estes produtores recebem sementes e técnicas para melhorar a produtividade nestes momentos de mudanças climáticas, e aprendem sobre nutrição, saúde reprodutiva e reflorestação.

O “dia de campo” envolveu actividades que colocam os produtores numa atenção para a sua solução de dificuldades enfrentadas nos respectivos campos de produção agrícola, baseando-se em experiências de outros produtores na disseminação de tecnologias como, por exemplo, a exposição de insumos agrícolas, vantagens de sementeira em linha, rotação de culturas, preparação do solo, controlo de pragas, informações de como adquirir e usar semente certificada, sistema de irrigação, máquina manual e a combustível de debulhar milho, tal como decorreu noutros distritos considerados Zona de Desenvolvimento do PNG.

“Queremos que os nossos produtores da Zona do Desenvolvimento Sustentável do Parque Nacional da Gorongosa continuem a adoptar essas boas práticas de cultivo, para que a sua produção tenha a sustentabilidade’’ disse o coordenador de agricultura do PNG, Massaremba Eugenio.

O PNG, além de instruir em técnicas de produção agrícola, apoia através de uma comparticipação para a aquisição de um sistema de irrigação ou máquina de debulhar milho (a manual ou combustível) aos produtores de subsistência. O caso recente de sucesso aconteceu em Nhamatanda, onde um produtor pagou com sucesso (70%) dos cerca de 57.000 meticais a uma máquina de debulhar milho. No “dia de campo”, todos pretendiam recorré-lo para debulhar com valores simbólicos pela rapidez e eficiência.

Massaremba Eugénio falava na última quarta-feira, num campo de demonstração de produção agrícola que junta varias culturas, nomeadamente, milho, mapira, feijão, gergelim, amendoim e mexoeira. “Temos verificado que muitos produtores devastam os seus campos na produção de carvão, então a introdução de culturas agro-florestais [cajú] consiste em recuperação desses solos degradadas”, disse.

Os agricultores louvam o apoio da Gorongosa, mas pedem que reforcem a entrega de semente atempadamente, para facilitar que logo que prepararem o solo, lancem-na para garantir a produção e produtividade.

“Nós somos dados sementes pelo Parque. Nos ajuda em vários insumos e assim as nossas machambas têm produção [agrícola] graças a essa semente que o Parque nos dá”, descreve Tomas Marcos, produtor residente no povoado de Nhamagaia, no distrito de Muanza. Entretanto, a entrega tardia de semente pode comprometer a produção e produtividade.

“Estamos sempre a abrir campos agrícolas, só que em algum momento temos assistido pragas e doenças e alguns animais devastam as culturas”, lamenta a produtora, Isabel Caetano, do povoado de Matenga 1, em Muanza.

Na época de horticulturas, o PNG também apoia as comunidades em sementes e técnicas de produção, além capacitá-las em matérias de nutrição como por exemplo, fazer papas enriquecidas – juncão de produtos locais nutritivos para combater a desnutrição. (João Cipriano).

Continua escalada de violência contra jornalistas por servidores públicos

Dois jornalistas da TV Sucesso, Alfredo Guitimela e Cláudio Manhique, foram agredidos no Hospital Geral da Polana Caniço, num caso que envolveu servidores públicos.

Segundo o que o MISA apurou, o repórter Alfredo Guitimela e o operador de câmera Cláudio Manhique, deslocaram-se ao local, para apurar uma denúncia recebida pela redacção segundo a qual o elevador do hospital estava avariado há cerca de dois meses, facto que comprometia a prestação de serviços públicos por parte daquela unidade sanitária.

De acordo com uma das vítimas, depois de apurados os factos da denúncia e entrevistas com os utentes, tentaram ouvir o posicionamento da directora do hospital.

“A directora do hospital aproximou-se e iniciou uma abordagem hostil dizendo que estávamos a invadir o hospital e que não tínhamos pedido autorização para filmar’’ – relatou Alfredo Guitimela.

Mesmo após a equipe da TV Sucesso que estava devidamente identificada tentar explicar os motivos que os levou ao local, a directora elevou o tom proferindo insultos pessoais e institucionais, chamando-os de “jornalistas sem ética” e à TV Sucesso de “televisão de quinta categoria”. Com a ajuda dos seguranças do hospital, a directora ameaçou e agrediu fisicamente os jornalistas e na tentativa de impedir que os mesmos continuassem a filmar um dos seguranças acabou deixando cair o equipamento da televisão.

O MISA Moçambique manifesta sua profunda indignação contra a violência sofrida pelos jornalistas Alfredo Guitimela e Cláudio Manhique, ambos da TV Sucesso, na última quarta-feira, no Hospital Geral da Polana Caniço, em Maputo.

Para o MISA, este acto configura um atentado grave e repudiável contra a liberdade de imprensa e expressão que os jornalistas sofreram estando no gozo de seus direitos de informar um tema de interesse público, além de representar um atentado contra a integridade física e psicológica dos profissionais de comunicação.

O MISA Moçambique condena este tipo de conduta autoritária, contrária aos princípios democráticos consagrados na Constituição da República e na Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos. Exigimos das entidades competentes, o esclarecimento e responsabilização dos autores da agressão e que acabem com a cultura de impunidade em actos que atentam contra a liberdade de imprensa. Além disso, apelamos ao Ministério da Saúde e ao Governo para que garantam que os profissionais da comunicação possam exercer livremente o seu trabalho em todos os espaços públicos.

O Misa Moçambique solidariza-se com os jornalistas Alfredo Guitimela e Cláudio Manhique, bem como com toda a equipa da TV Sucesso, reiterando o seu compromisso incondicional na defesa dos direitos dos jornalistas, com a promoção da liberdade de imprensa e com a construção de um ambiente onde o jornalismo possa ser exercido com dignidade, segurança e em conformidade com a lei.

Jornal Profundus

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