Um jovem de 29 anos, enforcou-se na sua residência no bairro Samora Machel próximo ao campo da balança, distrito do Dondo, província de Sofala. A conclusão é do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), apontando problemas sociais como um dos motivos que podem ter originado o enforcamento.
O SERNIC, através do director distrital, Vicente Albino Mpfumo, em Dondo, repudiou este tipo de prática, apelando à comunidade para procurar resolver os seus problemas por vias seguras e adequadas.
A vítima é pai de duas crianças menores de 6 anos, que na passada sexta-feira, enquanto as nações celebravam o 1.º de Maio, Dia dos Trabalhadores, foi encontrado de manhã, sem vida, amarrado no pescoço através de um tecido, pendurado no barrote dentro do seu quarto.
Um dia antes, depois do jantar, o homem decidiu dormir sozinho noutro quarto.
A vítima como era de costume acordava cedo para o trabalho, levando os seus pertences. Mas naquele dia, a esposa achou estranho, ao acordar e encontrar chinelos e pasta do marido, na porta. Passou a procurar por ele na residência, e para a sua surpresa, o encontrou pendurado.
“Não sei de nada, disse-me que estou a ir dormir. Quando acordei de manhã abri a porta, vi chinelos e mochila dele, comecei a lhe procurar. Fui ao outro quarto, encontrei-o pendurado”, contou a esposa Rosalinda Fernando, acrescentando que antes não havia espaço para briga, muito menos carta que explica os motivos.
O inspector principal do Serviço de Salvação Pública (SENSAP) em Dondo, Armindo Jonasse, referiu que a instituição tomou conhecimento via telefónica da existência de um corpo sem vida.
Uma equipa multissectorial composta por agentes da Saúde, Polícia da República de Moçambique (PRM), SENSAP e SERNIC fez-se ao local.
“Removemos o corpo numa zona de difícil acesso. Encontrava-se pendurado e [era preciso] deixar num local de fácil acesso”, explicou o inspector principal dos Serviços de Salvação Pública, apelando que “tudo tem solução, não existem razões para tirar a vida”.
As autoridades continuam a reforçar o apelo à população para a procura de apoio e diálogo diante das dificuldades diárias. (Narcísio Cantanha).
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