Kufaculipo João Joaquim, de 35 anos, perdeu a vida na madrugada do último domingo, vítima de queimaduras graves provocadas por um incêndio na sua residência, zona de Nhansalu, localidade de Catulene, Posto Administrativo de Chiramba, distrito de Chemba, em Sofala.
Segundo dados partilhados por fontes fidedignas próximas à família, o casal já vinha enfrentando problemas conjugais há longa data.
Ninguém sabe efectivamente como teria começado o incêndio da primeira esposa, Malita Noé. Mas no sábado, noite do crime, a vítima encontrava-se em estado de embriaguez dentro de casa.
Do lado de fora, os vizinhos ao ouvirem os gritos de socorro, acorreram ao local e arrombaram a porta para tentar salvar o homem. Mas já era tarde.
Kufaculipo João Joaquim foi transportado de urgência para o Centro de Saúde de Catulene, onde não resistiu devido à gravidade das queimaduras e acabou por morrer.
Ainda em vida, o finado terá revelado às pessoas que o socorreram que foi a sua primeira esposa quem ateou fogo à casa.
A Polícia da República de Moçambique em Chemba já neutralizou a suspeita. Malita Noé encontra-se detida no Comando Distrital de Chemba e não escapa Ministério Público para os devidos procedimentos legais.
Em contacto com a nossa reportagem, um dos 4 filhos de Kufaculipo, João disse estar triste e desapontado com o sucedido. Segundo o jovem, desconhece as reais razões que levaram a sua mãe, Malita Noé, a incendiar a casa onde se encontrava o pai.
Nicolao Casimiro, representante do Chefe da Localidade Administrativa de Catulene, em declarações à imprensa associou o episódio a possíveis causas passionais e apelou à população para que procurem as estruturas tradicionais e as autoridades em caso de conflitos, evitando fazer justiça pelas próprias mãos. (Rosário Phoinde).
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