Comunicar para Mudança

Nhamatanda: Thai Africa Lta quer explorar ouro em 15 mil hectares

Dos cerca de 22 000 hectares que a Thai Africa Friendship Trading Co, Limitada explorou até 2022, passarão a serem reduzidos para de 15.900,2 hectares, assim que o Ministério aprovar. Os anos de exploração vão depender da abundância do ouro.

Dos 15.900.2 hectares, o ouro será explorado em áreas onde apenas será detectado, por isso, existe o equipamento necessário.

O representante da Thai Africa Friendship Trading Co, Limitada, Surakata Jabbie promete melhoria de vida das populações. “A empresa tem muita coisa por fazer nesta zona que tem a ver com água, melhorar escola e estrada”, garantiu, acrescentando que ”há coisas que a empresa não falou durante a consulta comunitária, mas vai fazer muito trabalho“.

 

A Thai Africa Friendship Trading Co, Limitada lembra que “não (será) pela primeira vez, a explorar esse precioso”.

Em cumprimento do disposto no Artigo 14 do Regulamento da Lei de Minas aprovado pelo Decreto n.º 62/2006, de 26 de Dezembro, publicado no Boletim da República, n.º 52, I.ª série, 8.º Suplemento, através do despacho da ministra dos Recursos Minerais, de 19 de julho de 2012, foi atribuída a favor de Thai Africa Friendship Trading Co, Limitada, a Concessão Mineira n.º 4425 C, válida até 21 de junho de 2022 para ouro e minerais associados, nos distritos de Gorongosa e Nhamatanda província de Sofala.

Agora, a Thai Africa Friendship Trading Co, Limitada quer renovar e voltar a explorar o ouro em Nhamatanda com quantidade reduzida. Mas, antes, deve fazer uma consulta comunitária.

Já na passada quinta-feira (15.02), a comunidade de Mecuze-Phuaze, local a ser explorado o ouro, acolheu o executivo provincial e distrital e o representante da Thai Africa Friendship Trading Co, Limitada. Ali, houve uma interacção cara-a-cara para de olho e boca se explicarem como serão os benefícios pela exploração do ouro, sendo pela primeira naquela zona.

Reunião com a comunidade

Ali quem sabe assinar, assinou, como participante e ciente da reunião.

Pelo histórico de Moçambique, a exploração do ouro poderá ser uma tristeza ou felicidade para aquelas comunidades. Mas a Thai Africa Friendship Trading Co, Limitada diz que é experiente porque já explorou em Maloa próximo a Mecuze-Phuaze –recente local a ser explorado o ouro. Sem problemas e com sucesso, a empresa quer fazer sentir a população a vantagem de ter recursos nos seus campos de produção agrícola, zonas de origem até varandas. Com isso, haverá indeminização às zonas afectadas.

“A experiência que tivemos está a nos dar mais vontade de trabalhar através da consulta comunitária que fizemos. Nesses dez anos que estivemos em Maloa, nunca houve conflito. Quando avisei a comunidade que teremos um encontro, ficaram muito felizes, quando falamos que será noutra área, perguntaram-me se não teriam mais emprego. Eu disse que terão”, descreveu Surakata Jabbie, a reacção da população de Maloa.

A Thai Africa Friendship Trading Co, Limitada diz que depois de explorar o ouro, vai tapar os buracos para evitar desastres futuros.

Com a exploração de ouro na localidade de Matenga, antes explorado em Macorococho e descoberto em Siluvo e Mafufo, pedreiras, areeiro e agora ouro a ser extraído em Mecuze-Phuazi, além de outras indústrias, o distrito de Nhamatanda encontra motivos suficientes para melhorar a vida da população.

Pelo histórico de exploração manual, na qual Matenga depende do rio Mecombezi, Siluvo e Mafufo pelo rio Muda, e Macorococho por Mussicavo, as águas ficavam poluídas. Contra esta prática, a Thai Africa Friendship Trading Co, Limitada diz que tem pessoal com maquinaria própria. (Muamine Benjamim/Profundus PDF).

Fique atento

Subscreva a nossa newsletter para ficar a par das últimas novidades