Nova Diocese de Caia vai para zona pastoral Zambeze

A Arquidiocese da Beira, com alegria e espírito de acção de graças, anuncia que a Santa Sé, por vontade do Papa Leão XIV, erigiu oficialmente a nova Diocese de Caia, em Sofala. Fara parte desta nova diocese a chamada zona pastoral Zambeze, mais as paróquias dos distritos de Tambara, Mutarara, Doa, Morrumbala, Mopeia, Luabo e Chinde.

“A criação da Diocese de Caia nasce de um desígnio de amor que visa fortalecer a proximidade apostólica, permitindo que o novo bispo esteja verdadeiramente presente junto ao rebanho: fiéis e sacerdotes, especialmente nas zonas situadas ao longo do rio Zambeze. E não só, ela transforma aquele rio em símbolo de comunhão e unidade eclesial para populações que partilham a mesma cultura e língua. Outrossim, promoverá uma evangelização insculturada, lançando raízes profundas na realidade local para responder com eficácia às necessidades espirituais e sociais do povo”, disse o Arcebispo da Beira, Cláudio Dalla Zuana, em comunicado.

Para a nova diocese, foi nomeado como primeiro Bispo de Caia, Dom António Manuel Bogaio Constantino, até então Bispo Auxiliar da Arquidiocese da Beira.

Esta decisão é fruto da maturidade da fé do povo daquela região e do longo caminho missionário percorrido por leigos, religiosos e clero.

A Arquidiocese da Beira, como “Igreja-Mãe” da nova Diocese, reafirma seu compromisso com a solidariedade, fraternidade e partilha para sustentar os primeiros passos da Diocese de Caia.

Que o Zambeze, agora símbolo eclesial de comunhão, “una nossas igrejas em um só coração sob a protecção de Maria, Estrela da Evangelização”. (Rosário Phoinde)

Aprovadas novas taxas de sucção de fossas sépticas e resíduos domésticos

O Conselho Municipal do Dondo aprovou na IV Sessão Ordinária da Assembleia Municipal, o regulamento que estabelece as novas taxas de sucção de fossas sépticas, que variam entre 1.000 e 3.000 meticais.

As taxas foram aprovadas com votos da Frelimo e da Renamo, a favor, após um debate, enquanto o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) votou contra a proposta.

As taxas aplicáveis aos prestadores particulares de serviços de recolha de resíduos sólidos domésticos e saneamento, incluindo a sucção de fossas sépticas são baseadas na Lei n.º 1/2008, de Janeiro, que define o regime financeiro das autarquias locais, e na Lei n.º 12/2023, de 25 de Agosto, sobre o sistema tributário autárquico.

Para o Conselho Municipal, o objectivo é aumentar a arrecadação de receitas locais, considerando o surgimento de novos prestadores privados destes serviços na cidade.

Novas taxas de recolha de resíduos domésticos por viaturas particulares serão aplicadas por eixo e por dia:

Viatura de 1 eixo: 1.000 MT, Viatura de 2 eixos: 1.500 MT, Viatura de 3 eixos: 2.000 MT.

Já para os serviços de sucção de fossas sépticas, as taxas variam conforme a capacidade da viatura: 2.000 litros – 500 MT, 2.000 a 5.000 litros – 1.000 MT, 5.000 a 10.000 litros – 1.500 MT, 10.000 a 15.000 litros – 2.000 MT, 15.000 a 20.000 litros – 2.500 MT, 20.000 a 30.000 litros – 3.000 MT.

O porta-voz da bancada da Frelimo, Manuel Cassene, explicou que o voto favorável é pela necessidade de fortalecer a arrecadação de receta:

“Aprovamos todos os documentos porque a nossa missão é fiscalizar as actividades do executivo. Acompanhamos o trabalho que está a ser feito e reconhecemos os desafios na alocação de fundos a partir do governo central”.

As taxas incidem apenas para empresas privadas, e não aos cidadãos comuns, que já contribuem com taxas de lixo.

Já a bancada da Renamo, Lavo Oliveira Dause, disse que o partido também votou favoravelmente, destacando a importância da medida para o funcionamento do município.

“Aprovamos porque reflecte a realidade que vivemos. Fiscalizamos e acompanhamos o processo, e acreditamos que as dificuldades enfrentadas justificam as medidas agora aprovadas,” disse o único membro da perdiz na Assembleia.

“Deveríamos primeiro debater as propostas na mesa e encontrar consensos. Mas aparecem com valores já fixados, apenas para persuadir as outras bancadas. Um cidadão que não tem carro e vive com dificuldades não pode pagar mil meticais”, reafirmou que seria melhor começar com valores baixos, como cem meticais, e aumentar gradualmente, justificou o porta-voz da bancada do MDM, Domingos Mabae.

“Vemos uma tendência de fustigar mais o cidadão que pouco tem. Mesmo os privados gastam combustível e pagam aos trabalhadores. As taxas deviam ser mais justas,” justificou o MDM sobre o seu voto contra as novas taxas.

Na mesma sessão, foram igualmente aprovados o Relatório do Estado Geral da Autarquia, a segunda revisão do Orçamento Municipal e o Relatório de Execução Financeira do III Trimestre de 2025. (Narcísio Cantanha).

Ministério Público e Polícia reconhecem a necessidade de reflexão sobre novos crimes

A evolução dos crimes em Moçambique remete também a intervenções evolutivas recorrendo à tecnologia para responder os diferentes crimes. Esta realidade abre novos desafios do Ministério Público e da Polícia da República de Moçambique (PRM) usando desde tecnologias de ponta para a investigação e administração da justiça.

Nas celebrações de 5 de novembro do ano em curso, sob o lema: “50 anos consolidando um sistema de justiça ao serviço do cidadão, rumo a maior confiança e coesão social”, o magistrado da primeira secção da Procuradoria Distrital do Dondo, Gervásio de Jesus, sublinhou que o distrito não está à margem desses desafios, onde os criminosos estão a todo o custo a inovar nas suas incursões no mundo criminal.

“É um dia de reflexão e de repensarmos a forma da nossa actuação em relação à justiça. Um dos principais desafios é a prevenção, que fazemos através de palestras com as comunidades, nas escolas e em vários sectores da Administração, pois o conhecimento é uma das melhores armas para combater o crime”, sublinhou que as pessoas devem saber “o que é crime e o que devem ou não fazer”.

Alguns casos criminais levam ao desaparecimento de processos judiciais em Sofala. De forma específica, no distrito do Dondo, não há registo desses casos, disse o magistrado, garantindo “tanto ao nível do comando distrital, da Procuradoria como do Tribunal Judicial”. Se eventualmente ocorrer, é possível recuperar os autos, porque em todos os sectores ficam cópias dos processos e declarações. Nenhum caso morre porque o processo desapareceu, é possível recuperar e dar seguimento”.

De concreto, os autos levantados no Comando distrital da PRM do Dondo, aproximadamente chegam a mais de mil processos criminais anualmente. Aliás, há casos em que os cidadãos optam por resolver justiça pelas próprias mãos, o que preocupa o comandante distrital da PRM no Dondo, Malissane Raiva.

“Temos observado que alguns cidadãos, imbuídos do sentimento de justiça, acreditam que a melhor forma de resolver conflitos é recorrer à vandalização ou à justiça pelas próprias mãos”. Estas atitudes despertam atenção policial para uma reflexão sobre como lidar com esse tipo de situação.

“Se existem transtornos, comuniquem-se ou aproximem a quem de direito, para melhor se informarem, ao invés de recorrerem a actos contrários à lei ou à justiça pelas próprias mãos”, apelou. (Narcísio Cantanha).

Nhamatanda: 847 famílias das 2.103 afectadas pelas inundações regressam às casas 

As inundações no distrito de Nhamatanda afectaram 2.103 famílias correspondentes a 7.966 pessoas. Para acomodar os afectados, o distrito criou 11 Centros, mas ontem, segunda-feira, foram desactivados quatro sendo três da localidade de Bebedo e um em Muda-Mufo dentro do posto administrativo de Tica.

O Governo continua a inteirar-se da situação no sentido de prestar apoio e informação real sobre a época chuvosa, sendo que esta é a primeira época (Outubro, Novembro e Dezembro), faltando a segunda época (Janeiro Fevereiro e Março).

“Neste momento, preocupa-nos a localidade de Nhampoca que até ao momento temos os restantes sete Centros de acomodação” explicou ontem, o Director do Serviço Distrital da Educação, Juventude e Tecnologia (SDEJT), Estevão Nota, em representação do administrador de Nhamatanda, após uma reunião urgente com o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastre (INGD).

Em todas as localidades, Nhampoca é a mais afectada por sua localização entre dois grandes rios (Metuchira e Púnguè) que através das suas águas e as chuvas afectaram as comunidades, tanto que ainda não existe a informação definitiva daquela localidade.

A desactivação dos centros resulta da redução das águas nos últimos dias nas comunidades.

Com a desactivação desses quatro centros de acomodação, 847 famílias regressam às suas casas, correspondentes a 3.226 pessoas.

Na Vila municipal de Nhamatanda, houve registo de um óbito de uma menor de 4 anos, por afogamento no poço durante as chuvas.

No sector de agricultura, uma área de 3.212 hectares foi afectada pelas inundações perdendo 1.847 hectares de diferentes culturas.

O Governo continua a sensibilizar a população a evitar fazer-se nas zonas baixas para as altas seguras.

No distrito, durante as inundações, os edifícios das igrejas e escolas passaram a ser um local de refúgio para as vítimas.

Dados do INGD em Sofala indicam que neste primeiro trimestre da época chuvosa, registou 42.677 pessoas afectadas, correspondentes a 8.955 famílias, 17 óbitos e 19 feridos, 2.035 casas parcialmente e 964 totalmente destruídas, além de 1.780 casas inundadas, uma unidade sanitária e cinco escolas afectadas, e 6.288 hectares agrícolas impactados, sendo 2.820 hectares perdidos. Com a situação de Nhampoca (Nhamatanda), estes dados poderão alterar.

Em Nhamatanda, a atenção sobre inundações não vai escapar na última sessão do Governo que decorre hoje. Os chefes das localidades trarão o ponto de situação de cada zona. (Muamine Benjamim).

Dondo: Homem morre a caminho do hospital depois de ser mordido nas partes íntimas pela esposa

Um casal terminou o seu relacionamento de forma trágica com a morte do marido, na sequência de uma briga conjugal que envolveu a mordedura das partes íntimas do homem, no distrito do Dondo, província de Sofala.

Na madrugada do dia 25 de dezembro, um homem de 48 anos morreu no bairro de Nhamaiabwe, no Dondo, após o incidente com a sua esposa, de 36 anos. O casal era pai de uma menina.

O dia de celebrar a união e a felicidade ou reconciliação familiar foi diferente para o casal.

Como tudo começou?

Depois de uma curtição, o homem, antes de brigar, chegou a casa, mas não encontrou a esposa. Prevendo onde estava a mulher, foi encontrá-la numa barraca com amigas, também bebendo. Chegado ao local, perguntou sobre o paradeiro do telemóvel, mas ela recusou não ter levado o dispositivo. Daí começou a briga que evoluiu para agressão física.

A esposa fugiu do local da briga. Mas a agressão continuou em casa.

Segundo Joana, o homem bêbedo durante a briga apertou o pescoço dela. Tentando defender-se, conseguiu esquivar e morder até quebrar a bolsa das partes íntimas reprodutoras masculinas.

A mulher envolvida encontra-se sob custódia policial e declarou estar arrependida: “Nunca fiz isso antes e lamento profundamente o que aconteceu. Não era eu no momento da briga”, disse.

Segundo Joana, o homem bêbedo durante a briga apertou o pescoço dela. Tentando defender-se, conseguiu esquivar e morder até mordé-lo.

O porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala, Sofala, Honório Chimbo, em conferência de imprensa, hoje, disse que a suspeita confessou o ocorrido e explicou que o episódio aconteceu durante uma discussão acesa, motivada por questões passionais.

A vítima foi socorrida, mas faleceu a caminho do Centro de Saúde do Dondo.

A PRM apela à população para buscar sempre o diálogo como forma de resolução de conflitos. A “violência não é o caminho para resolver problemas familiares. É fundamental procurar mediação ou ajuda profissional em situações de tensão”.

“Confirmamos a entrada de um corpo do sexo masculino, sem vida, resultante de uma briga que afectou a parte íntima da vítima. O homem não resistiu”, confirmou o médico-chefe do Centro de saúde do Dondo, José Lopes Figueiredo.

Este incidente ressalta a importância de políticas de prevenção e acompanhamento e fortalecimento de campanhas de sensibilização contra todo o tipo de violência. (Narcísio Cantanha).

Chemba diz que está preparado para assistência a vítimas de intempéries

O administrador de Chemba, Bento Conde Zeca, garantiu hoje, que está em pronta intervenção para vítimas das chuvas. O distrito dispõe de produtos diversos de primeira necessidade.

Falando ao “Profundus”, o administrador de Chemba assegurou que já foram tomadas medidas de prevenção e reposicionamento de bens essenciais para assistência humanitária.

Trata-se de duas toneladas de arroz, cinco toneladas de farinha de milho, uma tonelada de feijão, mil litros de óleo alimentar e 25 lonas plásticas.

Em Sofala, Chemba mantém uma colaboração contínua com os seus parceiros estratégicos e o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), reforçando o seu compromisso com a resposta a comunidades vulneráveis. (Rosário Phoinde).

Casas destruídas, trânsito condicionado e campos de produção inundados resumem as chuvas em Chemba

O administrador do distrito de Chemba alertou esta semana que as chuvas intensas registadas nos últimos dias, estão a condicionar severamente o trânsito em algumas zonas, além de destruir residências.

Na sequência das chuvas, segundo Bento Conde Zeca, em Chemba, duas casas de construção precária ficaram parcialmente destruídas na sede do distrito. E no posto administrativo de Mulima, vários campos de produção agrícola encontram-se submersos devido ao transbordo do rio Sangaze, situação que também afecta o vizinho posto administrativo de Chiramba.

Na localidade administrativa de Catulene, o cenário é igualmente preocupante, as comunidades encontram-se divididas devido à subida das águas do rio Nhamalenje.

Perante este quadro, o administrador apela à população para redobrar os cuidados e evitar atravessar rios ou zonas alagadas durante este período crítico. (Rosário Phoinde).

Chuvas: Jovem morreu tentando atravessar rio em Chemba

As chuvas registadas nos últimos dias estão a aumentar os caudais dos rios, colocando em risco as comunidades vizinhas e a produção agrícola. Ontem, quinta-feira, na passagem das festividades, o distrito de Chemba registou um óbito de um jovem dos seus 22 anos, tentando atravessar o rio Mongola a noite.

O incidente ocorreu na localidade de Goê, posto administrativo de Mulima, onde o jovem morreu ao tentar atravessar o rio Mongola com forte corrente pelo aumento das águas provocadas pelas chuvas intensas.

O administrador de Chemba, Bento Conde Zeca confirmou hoje, ao “Profundus”, após a localização do corpo.

Este episódio trágico reforça as sensibilizações do Governo para a máxima precaução comunitária durante a época chuvosa.

A Administração Regional de Águas do Centro (ARA-Centro, IP) já alertou. “Tomando em conta a situação hidrológica prevalecente e associada às previsões de ocorrência contínua de chuvas moderadas, sendo localmente fortes, para as próximas 48 horas, prevê-se subida dos níveis de água que poderá resultar em inundações localizadas, e consequentemente, impactos nas vias de acesso, infra-estruturas e campos agrícolas”, lê-se num comunicado emitido ontem, quinta-feira.

O perigo também inclui a bacia do Búzi (risco de inundações moderada a alto): província Sofala (distrito de Búzi e Chibabava), e província de Manica (distritos de Chimoio, Manica, Sussundenga, Macate e Mossurize);

Bacia do rio Púnguè (risco de inundações moderado a alto): província de Sofala (distritos de Nhamatanda e Dondo).

O rio Mongola desagua no famoso Zambeze.

Na bacia do rio Zambeze, na região do baixo Zambeze (risco de inundações baixo a moderado): província de Tete (distritos de Mutarara), província de Sofala (distritos de Caia e Marromeu) e província da Zambézia (distritos de Luabo), Chinde e Mopeia).

Igualmente, a ARA-Centro prevê inundações urbanas com destaque para cidade de Quelimane nos bairros 7 de Abril, Coalane II A, Coalane II B, Icidua, Ivagalane, Miranzane, Inhangome, Filipe Samuel Magaia, Aeroporto, Liberdade, Chuabo Dembe, Piloto, Manhaua A, Manhaua B, Micajume A e Micajune B, e cidade da Beira, nos seguintes bairros: Mungassa, Ndunda e Vaz. (Rosário Phoinde).

Autoridades alertam risco de inundações nas Bacias dos Rios Búzi, Púnguè e Zambeze

Nos últimos dias, as bacias hidrográficas da região centro têm registado ocorrências de chuvas moderadas, localmente fortes a muito fortes no território nacional, causando a contínua subida dos níveis de água, com destaque para as regiões do baixo Búzi e alto Púnguè.

“Tomando em conta a situação hidrológica prevalecente e associada às previsões de ocorrência contínua de chuvas moderadas, sendo localmente fortes, para as próximas 48 horas, prevê-se subida dos níveis de água que poderá resultar em inundações localizadas, e consequentemente, impactos nas vias de acesso, infra-estruturas e campos agrícolas”, lê-se num comunicado emitido ontem, quinta-feira, pela Administração Regional de Águas do Centro (ARA-Centro, IP).

Bacia do Búzi (risco de inundações moderada a alto): província Sofala (distrito de Búzi e Chibabava), e província de Manica (distritos de Chimoio, Manica, Sussundenga, Macate e Mossurize);

Bacia do rio Púnguè (risco de inundações moderado a alto): província de Sofala (distritos de Nhamatanda e Dondo).

No caso específico de Nhamatanda, na localidade de Bebedo, desde terça-feira, as comunidades estão inundadas, colocando em risco as vidas locais e produção agrícola. Mas até as 16 horas de ontem, quinta-feira, as informações apontavam para a redução do fenómeno natural, com chuvas.

Na bacia do rio Zambeze, na região do baixo Zambeze (risco de inundações baixo a moderado): província de Tete (distritos de Mutarara), província de Sofala (distritos de Caia e Marromeu) e província da Zambézia (distritos de Luabo), Chinde e Mopeia).

Igualmente, a ARA-Centro prevê inundações urbanas com destaque para cidade de Quelimane nos bairros 7 de Abril, Coalane II A, Coalane II B, Icidua, Ivagalane, Miranzane, Inhangome, Filipe Samuel Magaia, Aeroporto, Liberdade, Chuabo Dembe, Piloto, Manhaua A, Manhaua B, Micajume A e Micajune B, e cidade da Beira, nos seguintes bairros: Mungassa, Ndunda e Vaz.

Neste momento, a Administração Regional de Águas do Centro (ARA-Centro, IP), reitera o apelo a todas as entidades públicas e privadas, às autoridades locais, aos agentes económicos e ao público, para tomada de medidas de precaução, devendo retirar-se das zonas de risco de inundação e evitar a travessia dos rios.

Igualmente, ainda o acompanhamento pontual e permanente da informação hidrológica disseminada pela ARA-Centro e outras entidades competentes através de boletins hidrológicos diários ou avisos. (Muamine Benjamim).

Chuvas em estradas improvisadas evidenciam os riscos de vidas humanas e produtos em Dondo

As chuvas que fazem sentir nos últimos dias em várias regiões da província de Sofala, estão a criar transtornos na circulação de pessoas, veículos e bens, sobretudo nas zonas rurais, onde as vias de acesso continuam o “calcanhar de Aquiles”. Carregado de madeira, um camião capotou da zona de Emília 8, posto administrativo de Savane, interior do distrito de Dondo, quando o condutor tentou desviar-se de buracos ao longo da via, agravados pelas chuvas.

O acidente da última segunda-feira, evidencia os riscos enfrentados durante a época chuvosa, quando as condições da “terra-batida” se deterioram rapidamente.

Segundo o motorista do camião, Manuel Francisco Labo, a chuva agravou o estado da via, tornando a condução perigosa no troço Dondo-Savane. “A chuva deixou a estrada muito escorregadia e com muitas covas. Ao tentar desviar, perdi o controlo do camião. Felizmente todos saímos ilesos”.

“Precisamos de mais atenção nas estradas nesta época chuvosa”, acrescentou, apelando intervenção urgente de quem é de direito.

O caso volta a evidenciar os desafios enfrentados por automobilistas que circulam pelas estradas um pouco por todo o país, incluindo a “coluna vertebral de Moçambique EN1”, durante o período chuvoso, marcadas por buracos que se confundem com poços caseiros e lama – elementos que aumentam o risco de acidentes rodoviários, impactando a economia, mesmo a morte de pessoas. (Narcísio Cantanha).

Jornal Profundus

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