Parque Nacional da Gorongosa apoia com 5.490 kgs de sementes a 915 agricultores em Muanza

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG), através do sector da agricultura, entregou 5.490 kgs de milho e gergelim para 915 agricultores das diversas comunidades no distrito de Muanza, na última quinta-feira. Este apoio atempado faz parte dos 1.350 beneficiários por assistir.

Na ocasião, o coordenador distrital do sector de agricultura do PNG em Muanza, Massaremba Eugénio, desafiou aos agricultores beneficiários das sementes a criarem impacto nas suas vidas pela produção e produtividade, uma iniciativa apoiada pela Embaixada do Reino dos Países Baixos, em Moçambique.

Os 915 produtores vão ter benefício directo da semente e espera-se atingir 1.350 beneficiários, incluindo assistência técnica em treino de boas práticas de produção. Explicou Massaremba Eugénio.

“Apelamos a todos os beneficiários para fazerem bom uso da semente. É uma semente certificada com bom poder germinativo com uma boa potencialidade”.

Massaremba Eugénio apelou a não usar a semente para objectivos que não motivaram a entrega. “Esperamos pela boa produção” [considerando que] é uma semente que pode atingir seis toneladas, associada à semente de qualidade, e as boas práticas que vão ser transmitidas a partir dos extensionistas”.

“Esperamos que eles [beneficiários] possam alcançar bons resultados e dessa forma contribuir para o combate da fome e desnutrição no nosso distrito [de Muanza] ”.

Esta distribuição de semente abrange todas as comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável do PNG no distrito de Muanza, nomeadamente, Muanza-sede, Mussapassua e em algumas comunidades da localidade de Nhansato.

Gina Jone Camelo lembrou o passado: “Estávamos à procura de sementes. Sabemos que estamos na época chuvosa, momento da sementeira e assim vamos semear com toda a vontade, sabendo que fomos dados antecipadamente o que não acontecia antes”. [Com isso], “em nome de agricultores de Muanza, estamos agradecidos”.

Camelo chamou atenção dos outros beneficiários da semente para fazerem o bom uso para que no próximo ano o apoio seja direccionado a outras pessoas necessitadas.

“Estou muito feliz com Parque que nos deu a semente. É um passo para nós da comunidade porque sabemos que outros [agricultores] fizeram machambas, mas não têm sementes suficientes. Fizeram muito bem entregar semente no momento certo, queremos que continuem a fazer isso”, descreveu o beneficiário da semente, João Francisco, residente da vila sede de Muanza.

“Encorajar aos outros produtores que vamos usar a semente consoante as orientações dos extensionistas”, para garantir a produção e produtividade, lembrou o beneficiário de 5 kg de sementes de milho e 1 kg de sementes de gergelim.

A invasão de animais aos campos de produção agrícola continua a ser uma preocupação das comunidades de Muanza.

Contudo, cada um dos 915 agricultores recebeu 5 kgs de sementes de milho e 1 kg de sementes de gergelim para a época sequeira. E ciclicamente, os mesmos beneficiários vão receber sementes de hortícolas, incluindo a assistência, desde a preparação do solo até a pós-colheita. (João Cipriano).

EUA levam vacina contra HIV para Eswatini – um dos países africanos mais afectados pela doença

Na última terça-feira, em teleconferência de imprensa sobre a distribuição do medicamento inovador contra o HIV, Lenacapavir, e a Estratégia de Saúde Global “América em Primeiro Lugar”, houve perguntas e respostas aquando da entrega da vacina em Eswatini, tornando-se o primeiro país africano a receber a injecção semestral contra a doença.

Nas últimas décadas, o investimento dos Estados Unidos em África salvou milhões de vidas, ajudou a transformar economias e fortaleceu os sistemas de saúde locais. Dito isto, a abordagem histórica dos Estados Unidos em relação aos programas de saúde globais não tem feito o suficiente para levar África à auto-suficiência e à construção de sistemas de saúde sustentáveis ​​e duradouros.

“A Estratégia de Saúde Global “América em Primeiro Lugar”, que lançámos em setembro, transforma o trabalho global de saúde dos Estados Unidos numa estratégia focada no reforço dos sistemas de saúde africanos e no reforço de parcerias orientadas para o mercado, como as que estamos aqui hoje para discutir”, disse o Conselheiro Sénior do Departamento de Segurança e Diplomacia em
Saúde Global, Brad Smith.

Brad Smith continuou:

De acordo com esta estratégia, os Estados Unidos continuarão a ser o líder mundial em saúde global. No entanto, fá-lo-emos em parceria com os governos africanos. À medida que aumentam os seus investimentos de recursos domésticos em cuidados de saúde, os Estados Unidos  realizarão investimentos estratégicos que ajudarão a desenvolver a capacidade dos sistemas de saúde locais e a financiar os serviços e a prestação de cuidados na linha da frente. Concentrar-nos-emos também em aproveitar a liderança tecnológica americana para apoiar África, ao mesmo tempo que abrimos mercados para a inovação americana.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos e o Fundo Global estão a comprar, em conjunto, mais de 2 milhões de dólares – ou 2 milhões de doses de Lenacapavir. Inicialmente, pretendíamos comprar 500 doses no primeiro ano do programa; no entanto, devido aos primeiros sinais de procura que recebemos de países de África e de todo o mundo, principalmente de África, estamos a aumentar o compromisso dos Estados Unidos de 250.000 doses para 325.000 doses no primeiro ano, 2026. O volume disponível da Gilead em 2026 é de 600.000 doses e, com o aumento do compromisso dos Estados Unidos, juntamente com o compromisso do Fundo Global, reservamos juntos 100% destas 600.000 doses.

Prevemos um aumento contínuo da procura e da capacidade de produção ao longo do tempo para nos ajudar a atingir o objectivo de 2 milhões de doses em meados de 2027, ou, com sorte, antes. A primeira destas compras e entregas está a acontecer hoje no Reino de Eswatini. Eswatini é um dos países mais afectados pelo HIV. No auge da epidemia, em 2015, quase uma em cada três pessoas vivia com HIV. Hoje, Eswatini orgulha-se de ser um dos países que superou as metas 95-95, com um número notável de 98% das pessoas a viver com HIV em tratamento.

Estimativas recentes indicam que existem 220.000 pessoas a viver com HIV em Eswatini. O PEPFAR, um programa do Governo dos Estados Unidos, financia actualmente o tratamento de 216.000 destas pessoas – mais de 95% das pessoas em Eswatini que recebem tratamento são financiadas pelo PEPFAR. No entanto, o risco de contrair HIV continua elevado. Esta nova fase do programa com Lenacapavir apoiará  mais de 6.000 pessoas com elevado risco de HIV em Eswatini, com foco na eliminação da transmissão do HIV das mães para os seus recém-nascidos.

Em Eswatini, o Governo dos Estados Unidos e o Fundo Global desenvolveram um processo de distribuição integrado de produtos em coordenação com o governo, que aproveitará as cadeias de abastecimento apoiadas pelo PEPFAR para entregar o Lenacapavir aos doentes que dele necessitam.

Sim, o Fundo Global e o Governo dos Estados Unidos estão a coordenar-se muito de perto, tanto entre si como com a Gilead, nesta matéria. Em geral, estamos a dividir a aquisição aproximadamente meio a meio. Estamos a definir entre nós exactamente quem vai distribuir e quem vai fazer a aquisição para cada país; em muitos casos, ambos estamos a adquirir um conjunto de doses para países individuais. Quando os medicamentos chegam ao país, trabalhamos com o governo para determinar a cadeia de abastecimento e o sistema de distribuição que vamos utilizar. Em muitos casos, são cadeias de abastecimento apoiadas pelo PEPFAR ou pelo Governo dos Estados Unidos, mas é realmente uma colaboração entre nós, o Fundo Global e cada país individualmente para descobrir a forma mais eficaz de distribuir os medicamentos.

Na ocasião, o CEO da Gilead Sciences, Daniel O’Day descreveu a entrega da vacina como em Eswatini como um momento extraordinário. “É a primeira vez na história que um novo medicamento para o HIV chega a um país da África Subsariana no mesmo ano em que é aprovado nos Estados Unidos. Acho isso extraordinário. Estabelece um novo padrão para o acesso global, e é algo que a Gilead Sciences, juntamente com os nossos parceiros, tem vindo a trabalhar há muitos anos para alcançar”.

Daniel O’Day continuou:

O foco, desde o início, com este medicamento inovador tem sido a rapidez e a parceria, de forma a chegar às comunidades mais afectadas em todo o mundo com esta inovação revolucionária para combater a doença e realmente ajudar a acabar com a epidemia do HIV.

Sei que falo em nome de todos os meus colegas quando digo que todos nós, na Gilead Sciences, estamos muito orgulhosos por, graças ao nosso trabalho com o Governo dos EUA, através do PEPFAR, e ao nosso trabalho com o Fundo Global, podermos fornecer o Lenacapavir sem lucro à Gilead aos países com a maior incidência de HIV.

É muito significativo que alguns dos primeiros lotes estejam a chegar hoje a Eswatini. Este é o país com maior incidência de HIV no mundo. Por isso, estamos muito satisfeitos por o Lenacapavir – o primeiro medicamento do mundo para a prevenção do HIV administrado duas vezes por ano, desenvolvido ao longo de mais de 17 anos – fazer agora parte dos esforços para acabar com o HIV neste país.

Em jeito de perguntas e respostas com a imprensa, O’DAY esclareceu que a vacina foi estudada em ensaios clínicos muito amplos em todas as populações que poderiam beneficiar da PrEP em países de todo o mundo. O Lenacapvir demonstrou ter uma tolerabilidade muito boa. É altamente eficaz. Num estudo, 100% dos participantes que estavam a utilizar o medicamento em estudo não contraíram VIH. Num outro estudo, 99% dos doentes não contraíram VIH. E todos apresentaram perfis de efeitos secundários muito toleráveis, e todos continuaram a utilizar o medicamento mesmo após a conclusão do estudo.

Este medicamento não tem propriedades viciantes. Não tem natureza viciante. E o que é importante neste medicamento é que as pessoas mantenham a adesão ao tratamento. Portanto, é eficaz durante seis meses. Estamos a trabalhar com o Fundo Global e com o PEPFAR para garantir que, no terreno, temos sistemas de saúde adequados que lembrem as pessoas de regressar de seis em seis meses, porque é necessário tomar o medicamento de seis em seis meses para estar totalmente protegido contra o HIV. Esta é a natureza do ensaio clínico e a forma como o medicamento actua. Obrigado.

E por fim, o Director Executivo do Fundo Global, Peter Sands descreve a parceria produtiva. “Está a fazer as coisas acontecer”.

“Reparem, as inovações são a chave para acelerar o progresso contra as doenças infecciosas mais mortais, mas só têm impacto se puderem ser implementadas em larga escala e rapidamente para as pessoas que mais podem beneficiar delas – e é exactamente isso que estamos a fazer juntos aqui. E vejam, é um verdadeiro privilégio estar aqui em Eswatini a testemunhar as primeiras entregas de Lenacapavir. Este é o primeiro lote de Lenacapavir injectável que o Fundo Global adquiriu à Gilead, de acordo com os termos do acordo de acesso global que assinámos no início deste ano”.

Peter Sands continuou:

O Lenacapavir é revolucionário. Não há como subestimar – é uma conquista fantástica dos cientistas da Gilead. Traz a promessa de acabar com o HIV como uma ameaça à saúde pública num tempo muito, muito curto, se o implementarmos em larga escala e rapidamente. E isto não se trata apenas de salvar vidas – não se trata apenas de salvar milhões de vidas e reduzir o fardo sobre as comunidades, mas também de tornar muito mais viável para os países a transição para sistemas de saúde de propriedade e financiamento nacionais, que já não dependam de apoio externo.

Se me permitem uma pequena publicidade, no final desta semana haverá a reposição do Fundo Global, e o que está a acontecer agora com o Lenacapavir é um exemplo fantástico do poder desta parceria público-privada única: o poder de acelerar o acesso a inovações, salvar vidas, reduzir o impacto da doença e acelerar a viagem dos países para a auto-suficiência. Por isso, este é um grande momento e uma grande parceria.

Quer dizer, esta é – e será – uma colaboração dinâmica, trabalhando em conjunto com os governos e as comunidades locais para garantirmos que estamos a tirar o máximo partido desta inovação e a apoiar a sua implementação prática. Mas é uma responsabilidade partilhada, pois trabalhamos em conjunto. (Profundus).

 

 

Expansão de água só a partir de janeiro de 2026 na vila de Nhamatanda

O edil de Nhamatanda, António Charumar João explicou que a expansão da água para outros bairros ainda não abrangidos será possível a partir de janeiro de 2026.

O edil respondeu perguntas colocadas por jornalistas depois de um balanço das suas actividades com os membros do partido Frelimo, decorrido no final de outubro último, o qual avaliou positivamente.

Segundo o edil de Nhamatanda, já há um plano de expansão da rede de abastecimento de água.

No 9º bairro – Eduardo Mondlane, por exemplo, a tubagem do precioso líquido do rio muda para a vila de Nhamatanda passou pelos campos de produção agrícola e terrenos de munícipes, mas as ligações domiciliárias ainda são um sonho.

A água “doce” inicialmente para elite, será expandida, tal como aconteceu no 1º bairro e recentemente no 5º.

“Já temos fundos para fazer a expansão nos bairros que não têm água”. Em “novembro deste ano, a edilidade vai lançar o concurso para a expansão da água. E em janeiro próximo irão avançar com as obras”, garantiu o edil.

Enquanto isso, alguns munícipes ainda vão recorrer a água salubre ou mesmo comprar segundo a sua necessidade e condições financeiras. (Luísa Franque).

Está detido o homem acusado de matar esposa em Chemba

O povoado de Mponha, em Sossoto, localidade de Goê, no posto administrativo de Mulima, distrito de Chemba, acordou em choque esta segunda-feira, com a notícia da morte violenta de Adicília Victor Januário, de 31 anos, alegadamente pelas mãos daquele homem a quem entregou o coração, marido, Geraldo Fernando Saize.

Segundo relatos colhidos no local pelo Jornal Profundus, o pai da vítima, Victor Januário, revelou que no dia anterior a filha aparentava estar bem de saúde e tinha atravessado o rio Mongola para Sossoto à procura de caril. Ao regressar, teria sido violentamente agredida pelo companheiro. Procurou refúgio na casa dos pais aos quais relatou o sucedido. “Eu disse para ela voltar à sua casa”, contou o pai triste.

Na madrugada de hoje, Adicília foi encontrada sem vida, ensanguentada, com sinais visíveis de agressão física, no pescoço e na testa, dentro da residência.

A violência doméstica, até então silenciosa, rompeu o limite da dor e tornou-se fatal. A vítima deixa quatro filhos menores, agora órfãos de mãe e com o pai detido.

Segundo o pai da vítima, o seu genro, antes de cometer o crime, estava em estado de embriaguez.

O tio do acusado, Zito José Maria, expressou consternação e desconhecimento das motivações que levaram o sobrinho ao crime. “É uma dor difícil de explicar. Estamos devastados.”

Geraldo Fernando Saize tem histórico de ter cumprido prisão no distrito de Nhamatanda, ainda em Sofala, por crime anterior. Aliás, crimes anteriores apontam o roubo de motorizadas.

A morte de Adicília levanta novamente o véu sombrio da violência baseada no género, que segue silenciosa nas comunidades rurais, onde o medo, o silêncio e a falta de acompanhamento social transformam muitos lares em prisões invisíveis até a morte.

O comandante distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Chemba, Filipe Majete Miquecene, confirmou o incidente e a detenção do indivíduo, enquanto decorrem as investigações para apurar os contornos reais do homicídio. (Rosário Phoinde).

Moçambique: Onde a economia é privilegiada e a pobreza é herdada

Há países em que a riqueza é um projecto colectivo. Em Moçambique, ela parece ser uma herança política, encerrada nos bolsos daqueles que deveriam servir e não se servir. Enquanto os discursos falam de progresso, o povo mastiga silêncio e engole promessas.

A economia, dizem os que governam, está a crescer. Mas onde floresce essa abundância? Nos corredores do poder, nas contas discretas, nas viaturas blindadas. Enquanto isso, o cidadão comum, o verdadeiro construtor da pátria reparte migalhas com a esperança e faz da sobrevivência o seu único ofício.

A pobreza, em Moçambique, deixou de ser um fenómeno passageiro: tornou-se paisagem. Instalada no prato do pacato cidadão, ela se naturalizou. Não por falta de recursos, mas por excesso de indiferença.

Quando a riqueza é centralizada e a fome é democratizada, o país se fragmenta. A ética perde lugar para a ganância, e o Estado se distancia da sua alma: o povo.

Não se constrói uma Nação onde o poder alimenta poucos e abandona muitos. A justiça social não é caridade é dever. E um dia, quando a paciência dos pobres se esgotar, até os bolsos mais fundos dos dirigentes não conseguirão esconder o colapso da dignidade.

Chemba encerra ano lectivo com abertura oficial de Jogos Escolares 2025

Num ambiente marcado por entusiasmo juvenil e espírito desportivo, o distrito de Chemba deu por encerrado o ano lectivo 2025 com a abertura oficial da fase distrital de Jogos Desportivos Escolares, no último sábado, na sede distrital.

A cerimónia, que reuniu, membros do Governo e diversas Zonas de Influência Pedagógica (ZIPs), contou com a participação das equipas das Escolas Básicas: 25 de Junho, Lambane, Nhadula, 3 de Fevereiro, Xavier e Escola Secundária de Chemba e Santa Teresinha do Menino Jesus.

Os jogos decorreram em dois recintos, nomeadamente, o campo 25 de Junho e o campo de futebol de Chemba, envolvendo competições entre equipas masculinas e femininas.

Os vencedores da fase distrital irão desafiar na fase provincial.

Os resultados para as equipas femininas apontam a Escola Básica 3 de Fevereiro (6 pontos), ocupando o 1.º lugar; 2.º lugar – EB 25 de Junho (4 pontos) e 3.º lugar – ES de Chemba (3 pontos).

Nas competições masculinas, o 1.º lugar é ocupado pela EB de Lambane e Nhadula (4 pontos); 2.º lugar – ES de Chemba (4 pontos) e 3.º lugar – EB 25 de Junho (3 pontos).

O administrador distrital, Bento Zeca enalteceu o espírito competitivo e o empenho das escolas participantes, garantindo que “Chemba vai brilhar na fase provincial”.

Zeca chamou atenção à observância rigorosa dos critérios de selecção, especialmente no que se refere às faixas etárias definidas para esta categoria desportiva escolar.

A cerimónia culminou com a entrega de troféus às equipas vencedoras, numa clara demonstração do compromisso do Governo Distrital com a promoção do desporto escolar como ferramenta de inclusão, cidadania e desenvolvimento integral da juventude. (Rosário Phoinde).

Parque Nacional da Gorongosa vai dar quase 10 toneladas de sementes na Campanha 2025/2026 em Muanza

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG) vai continuar a apoiar as comunidades da sua Zona de Desenvolvimento Sustentável. Para a Campanha 2024/2025, o sector de agricultura vai alocar quase 10 toneladas de sementes diversas para apoiar os agricultores.

O coordenador do sector de agricultura do PNG no distrito de Muanza, Massaremba Eugénio, explicou que na Campanha 2024/2025, o Parque alocou-se 8.2 toneladas de sementes (6.05 Ton de milho; 2.11 Ton de gergelim e 3.32 Kg de hortícolas), beneficiando cerca de 1.210 produtores. Para a campanha 2025/2026, será alocada 4.55 Ton de milho; 3.57 Ton de feijão vulgar e 1.5 Ton de gergelim, quase 10 toneladas.

Em Muanza, o PNG apoia as comunidades através de agricultura de conservação; boas práticas agrícolas, preparação do solo, técnica de irrigação, colheita e pós-colheita, comercialização e gestão financeira.

Em Muanza, “680 produtores registrados beneficiaram de treinamentos, tais como, agricultura de conservação, boas práticas agrícolas, preparação do solo, técnica de irrigação, colheita e pós colheita, comercialização e gestão financeira”.

No próximo ano, a Gorongosa continuará com a introdução de sementes melhoradas e campos-modelo, contribuindo para maiores colheitas de milho, feijão, gergelim e hortícolas a venda de excedentes agrícolas (sobretudo hortícolas e gergelim) permitiu o aumento do rendimento familiar e também participação de mulheres e jovens em grupos de produtores reforçou o empoderamento comunitário, disse o coordenador de Maringué.

Como próximos passos, o PNG vai registar 675 novos beneficiários e medir polígonos, assistência técnica aos produtores, treinar novos produtores em agricultura orientada para o mercado, realizar o co-financiamento, preparar e monitorar os novos 20 campos modelos onde os produtores aprendem boas práticas agrícolas, continuar a monitorar a pulverização dos cajueiros, realizar a compra da castanha de cajú nas comunidades e abertura de 35 hectares no central Farm-Semacueza com uma área prevista de 200 hectares.

O coordenador do PNG no sector de Agricultura em Muanza falou durante a reunião de planificação que decorreu na última terça-feira, envolvendo o Governo distrital e parceiros locais.

Nos seis distritos considerados Zonas de Desenvolvimento Sustentável do PNG, o Parque, através do sector da agricultura, promove práticas agrícolas sustentáveis; garante o acesso a insumos melhorados e incentiva a diversificação de culturas; fortalece cadeias de valor de hortaliças (repolho, tomate, cebola, couve, cenoura, feijão verde e alface) e culturas de rendimento (milho, gergelim e feijão boer); fortalece as cadeias de valor de caju e de piripiri. Essas iniciativas contribuem para segurança alimentar e geração de renda, impactando na melhoria das condições de vida das comunidades. (João Cipriano).

Chemba: Três comunidades passam a contar com sistemas de irrigação

No “coração” do distrito de Chemba, uma transformação silenciosa começa a ganhar raízes. O Governo Distrital, em parceria com a For Africa e o Programa Mundial de Alimentação (PMA), procedeu à entrega de três sistemas de irrigação movidos a energia solar às comunidades de Nharugue, Pangapanga e Nhamaliwa, no posto administrativo de Mulima.

São 77 produtores que passam agora a ter acesso a tecnologias sustentáveis para cultivo. O sistema de rega gota a gota simboliza um novo paradigma: fazer da escassez, um motor de inovação.

No seu discurso, o administrador de Chemba, Bento Conde enalteceu o gesto dos parceiros e reforçou: “A pobreza não terminará com murmúrios, mas com trabalho árduo e dedicação.”

Zeca apelou os beneficiários a cuidarem dos sistemas e a tornarem-se exemplos de produção resiliente.

O representante da For Africa, Daniel Gundana, sublinhou que a iniciativa surge como resposta directa à vulnerabilidade alimentar na região, permitindo aos produtores a quebrarem a dependência da chuva e aproveitarem racionalmente os recursos hídricos locais.

Noutra abordagem, durante a visita, foram ouvidas várias preocupações comunitárias, desde o abastecimento de água e comunicação móvel, até à necessidade de novas infra-estruturas escolares e de saúde. (Rosário Phoinde).

Polícia de trânsito promove palestras sobre segurança rodoviária em Gorongosa

Agentes da Polícia Trânsito levam mensagens de segurança rodoviária, através de palestras, às escolas para, no distrito de Gorongosa, em Sofala, cujo objectivo é evitar acidentes de viação.

O inspector principal da polícia, na área da educação, Carimo Ricardo, disse que o objectivo da palestra é dotar os meninos de conhecimento sobre a segurança rodoviária para evitar acidentes.

Carimo Ricardo falou na recente palestra realizada na última quarta-feira, Escola de Nhambondo, mostrando para as crianças como se atravessa a estrada com segurança.

Os alunos agradeceram pela oportunidade que tiveram de aprender sobre a segurança rodoviária.

O aluno da 7ª classe, José Manuel João, da Escola de Nhambondo disse ter aprendido como atravessar a estrada, tomando cuidado na via pública.

“É necessário parar, e olhar o lado esquerdo depois o lado direito da estrada, e se tiver a certeza de que não está a vir um carro, motas ou bicicleta, pode atravessar”, explicou a aluna da 5ª classe da Escola de Nhambondo, Esteja Chico. (Ana Cleta Coimbra).

GORONGOSA E GOVERNO: Registo de nascimento de crianças passou a ser fácil nas comunidades por brigadas móveis

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG), através do Programa de Brigadas Móveis em coordenação com as autoridades locais, está a promover desde agosto último, o registo de nascimentos para crianças e adultos residentes no povoado de Chibuabuabua, no distrito do Dondo, em Sofala. O objectivo é garantir o direito à identidade civil e facilitar o acesso à educação, saúde e emprego.

Trata-se de uma estratégia do Sector de Saúde, que abrange comunidades carenciadas que perderam os seus documentos durante a passagem do ciclone Idai e que enfrentam dificuldades em aceder aos serviços de registo de nascimento de crianças e adultos nos distritos de Dondo, Muanza, Cheringoma, Marínguè e Nhamatanda.

Segundo Artur Camisola, supervisor das APSs e brigadas móveis no Dondo, está actividade tem registado forte adesão e está a contribuir para a redução de crianças sem documentação, uma situação que, durante anos, limitou o acesso a vários direitos e serviços básicos.

“Há muita procura por parte das famílias. Estamos a falar de crianças que amanhã vão precisar deste documento para estudar e para a sua identificação própria”, explicou. Para tal, o registo, também conta com a colaboração das unidades sanitárias que emitem as fichas de nascimento logo após o parto.

“Muitas vezes as mães não sabem indicar a data de nascimento da criança, mas com as fichas dos centros de saúde, conseguimos transformar essa informação em cédula de nascimento. É um grande avanço porque ajuda a garantir que estas crianças estejam registadas”, acrescenta o supervisor que a intenção é abranger todas as crianças dos 0 aos 5 anos.

Há muitas crianças que ainda não chegaram aos pontos de brigadas móveis, e a ideia é não deixar ninguém de fora”, disse Artur Camisola, avaliando o impacto positivo da actividade.

Já foram emitidas 648 cédulas nas localidades de Nhamacuenguere, Nhacona, Pádua, Sambazou 082, Chipene, Nhaufo e Chibuabuabua.

Para a conservadora do Registo Civil e Notariado do Dondo, Lúcia Marquesa, as brigadas móveis representam uma aproximação dos serviços às comunidades.

“Estamos a cumprir o nosso trabalho de base, que é aproximar os nossos serviços ao cidadão que vive no interior e não tem possibilidade de se deslocar até um ponto estratégico”, disse Lúcia Marquesa.

A responsável adiantou que, em coordenação com o sector da Saúde e o Parque Nacional da Gorongosa, o objectivo é estender o trabalho a outras comunidades, como Chinamacondo, que ainda não foi abrangida.

“O apoio do Parque Nacional da Gorongosa é uma mais-valia para a comunidade. Agora, com as brigadas móveis, os pais já aderem ao registo civil”, avaliou a directora da Escola Primária de Chibuabuabua, Herda Zienga.

Os alunos da 6.ª Classes se preparam para os exames finais para os próximos dias 20 e 21 de novembro, dos quais 12 ainda não possuem documentos. “Antes, os pais tinham de ir à secretaria da localidade, o que era difícil. Agora, com a presença das brigadas, o processo tornou-se mais acessível”, descreve a directora da EP de Chibuabuabua.

Já Elídio Samanico, residente de Chibuabuabua aproveitou a iniciativa para registar a sua esposa e cinco filhos. “Consegui tratar as cédulas e certidões, o que vai ajudar muito na escola. Era complicado, sem documentos. No total gastei 600 meticais, com transporte, mas valeu a pena, porque agora a minha esposa pode procurar emprego e as crianças vão matricular-se”, contou.

O registo civil com brigadas móveis está a garantir dignidade e direitos de cidadania de centenas de famílias, reforçando o compromisso do Parque Nacional da Gorongosa com o desenvolvimento humano das comunidades locais. (Narcísio Cantanha).

Jornal Profundus

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