“Conservação não se faz de barriga vazia” – Director do SPA Sofala

De barriga vazia não se faz a Conservação dos recursos naturais. É uma chamada de atenção do Serviço Provincial do Ambiente, através do seu novo director. Maquias dos Santos Cornélio Miguel Chiutano falou na Reunião do Comité de Pilotagem do Programa de Desenvolvimento de Meios de Vida Sustentáveis para Comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável Sustainable Livelihoods Development Program (SLDP) do Parque Nacional da Gorongosa (PNG), na última quinta-feira.

Em três dias consecutivos, o PNG, Resilience e Right To Play como implementadores do SLDP, juntaram administradores, directores, líderes comunitários e presidentes dos Comités de Gestão de Recursos Naturais dos seis distritos, representantes da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), director provincial do Meio Ambiente, representante do director provincial de Agricultura e doadores como a Embaixada do Reino dos Países Baixos em Moçambique, tornando um comité de pilotagem para em loco avaliarem os impactos comunitários e discutirem mecanismos de sucesso do Programa.

Depois de visitas de campo, onde os convidados viram os resultados do SLDP nas comunidades de Nhauranga, Madzimachena, Tambarara e Matacanamachawa, do interior do distrito de Gorongosa, avaliaram positivamente o Programa para continuar nos próximos anos.

O Comité de Pilotagem (CP) é responsável pela supervisão e orientação estratégica à UGP e garante a integração com políticas e prioridades nacionais mais amplas de Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano.

Foi neste contexto que o novo director do Serviço Provincial do Ambiente chamou atenção na sua intervenção.

A comunicação foi feita no “coração” da Gorongosa “Chitengo”, mas a mensagem é direccionada às iniciativas de Conservação em Moçambique para a necessidade de também olharem para o desenvolvimento humano, envolvendo e impactando a vida das comunidades.

Na ocasião, Maquias dos Santos Cornélio Miguel Chiutano disse que “a Conservação dos recursos naturais não se faz de barriga vazia. Para dizer que se as comunidades clamarem de fome e [falta] de bem-estar, nada de gestão sustentável e participativa dos recursos naturais irá acontecer”.

Maquias dos Santos Miguel Cornélio Chiutano que era chefe do Departamento de Florestas e Plantações Agro-florestais nos Serviços Provinciais do Ambiente de Manica, substitui Ermelinda Xavier Maquenze como director Provincial em Sofala.

Em cinco anos, (2022 -2027), o SLDP centra-se na melhoria das condições socioeconómicas das comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável, aplicando um financiamento de 20 milhões de Euros (cerca de 1.280.000.000 de meticais). O plano é abranger 45.000 beneficiários directos, dos quais 15.000 Produtores do Sector Familiar e 30.000 membros das comunidades alcançadas pelas campanhas de sensibilização em matérias de nutrição e Água, Saneamento e Higiene, Water Sanitation and Hygiene (WASH). (Muamine Benjamim).

 

COM INICIATIVAS DA GORONGOSA: “Produtores saíram de 32.000 para mais de 40.000 MZN” em média

A Direcção Provincial da Agricultura e Pescas em Sofala, avaliou os impactos do Programa de Desenvolvimento de Meios de Vida Sustentáveis para Comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável Sustainable Livelihoods Development Program  (SLDP) do Parque Nacional da Gorongosa (PNG), durante a Reunião do Comité de Pilotagem da iniciativa. O sector já aponta resultados positivos para as famílias de pequenos agricultores.

A Direcção Provincial da Agricultura e Pescas- Sofala Direcção Provincial da Agricultura e Pescas de Sofala avaliou o SLDP através do representante do director, Giro António Jorge.

Na Reunião do Comité de Pilotagem que decorreu na última quinta-feira, no PNG, Giro António Jorge, no discurso de ocasião disse: “em média anual, os produtores saíram dos 32.000 meticais para mais de 40.000 meticais. É um resultado satisfatório para aquilo que é o nosso objectivo de duplicar os rendimentos”, há 3 anos de implementação do SLDP, “estamos num bom ponto”.

O sector da agricultura provincial enalteceu a iniciativa de puxar “mais de 1.300 pequenos agricultores para termos irrigação nos campos”.

Os responsáveis de agricultura na província de Sofala, abrem “janelas” para áreas pesqueiras. “Podemos investir também na retenção de maior umidade nos campos neste período quente e chuvoso e de maior impacto das mudanças climáticas, sentimos que há falta de celeiros domiciliares”, disse chamando atenção do Governo distrital na Zona de Desenvolvimento Sustentável para tirar o maior proveito do SDLP na melhoria de condições de vida das nossas comunidades, acoplando com as realizações do Governo. E assim “conseguirmos alcançar os principais objectivos do Desenvolvimento Sustentável como a erradicação da fome e pobreza”.

O SLDP é implementado nos seis distritos da Zona de Desenvolvimento Sustentável do PNG, nomeadamente, Dondo, Nhamatanda, Cheringoma, Maringué, Muanza e Gorongosa.

A avaliação do sector de agricultura foi depois de várias visitas conjuntas às comunidades de Nhauranga, Madzimachena, Tambarara e Matacanamachawa, no interior do distrito de Gorongosa, onde os administradores, directores, líderes comunitários e presidentes dos Comités de Gestão de Recursos Naturais dos seis distritos, representantes da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), director provincial do Meio Ambiente, representante do director provincial de Agricultura e doadores como a Embaixada do Reino dos Países Baixos em Moçambique viram em loco os impactos do SLDP.

Naqueles locais são implementadas actividades integradas de impacto comunitário, através de Comités de Gestão de Recursos Naturais reflorestando áreas degradadas; agricultura – apoiando produtores com técnicas agrárias e insumos, incluindo co-financiamento; Saúde – apoiando as comunidades em boas práticas de alimentação na base de produtos produzidos localmente até processamento caseiro para garantir a segurança alimentar; Saúde Sexual e Reprodutiva – através de Clubes de Raparigas e Clubes de Jovens para desde criança sonharem, combatendo a problemática de uniões prematuras, entre outras vantagens testemunhadas pelos visitantes.

Ficou ainda mais interessante para os visitantes quando as comunidades explicarem como tem sido, desde a sua aprendizagem aos impactos do seu envolvimento comunitário.

 

Rogério Tomás Jambo: Caso de sucesso

Rogério Tomás Jambo já serve de inspiração na localidade de Tambarara, comunidade de Nhauranga, em Gorongosa.

É líder de 25 membros de agricultores na comunidade, além de ser membro dos mais de 50 produtores de sequeiros ao redor do campo modelo.

Rogério Tomás Jambo, numa área de produção de hectares para agricultura irrigada, produz tomate, feijão vulgar, repolho, cebola, couve, milho, feijão-verde com boas práticas de gestão de água (Uso de bomba solar de 2 polegadas), uso de semente melhorada, maneio integrado de pragas, tutoramento, escalonamento de plantação com apoio do SLDP.

Em épocas de horticultura, os produtores recebem 10 quilogramas de sementes de milho, 1 kg de gergelim e 2 kg de feijão bóer (1ª época). Na hortaliça, 5 kg de quiabo, 100 gramas de cebola, 10 gramas de repolho, 6 pacotes de tomate (6X1000 sementes) para aplicarem no campo de demonstração no qual aprendem as técnicas agrárias a aplicarem nas machambas individuais.

Mais do que isso, Rogério Tomás Jambo beneficia-se com uma bomba solar de 2 polegadas, balança de comercialização, lona de comercialização e 20 caixas de comercialização.

Recentemente, Jambo inaugurou uma máquina de processamento de milho (moageira).

Rogério Tomás Jambo já conseguiu empregar dois trabalhadores remunerados mensalmente, além de trabalhadores sazonais.

Rogério Tomás Jambo conseguiu comprar uma motorizada com a produção de tomate sob orientações técnicas do Programa SLD.

Em cinco anos, (2022 -2027), o SLDP centra-se na melhoria das condições socioeconómicas das comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável, aplicando um financiamento de 20 milhões de Euros (cerca de 1.280.000.000 de meticais). O plano é abranger 45.000 beneficiários directos, dos quais 15.000 Produtores do Sector Familiar e 30.000 membros das comunidades alcançadas pelas campanhas de sensibilização em matérias de nutrição e Água, Saneamento e Higiene, Water Sanitation and Hygiene (WASH). (Muamine Benjamim).

Dondo: “Não podemos ser cobrados valores que não justificam” defende deputado Ângelo Jaime

O deputado e relator da Segunda Comissão do Plano e Orçamento da Assembleia da República, Ângelo Jaime, de visita de trabalho ao distrito de Dondo, em Sofala, defendeu que não devem ser cobrados valores sem justificação legal ou administrativa.

Em Dondo, o deputado reuniu-se com empresários locais e representantes da sociedade civil.

Entre os problemas apontados estão a necessidade de soluções para a linha de financiamento inclusivo, a falta de espaços para o escoamento de produtos, a redução de taxas para operadores nacionais e o mapeamento de zonas turísticas, pobreza nas zonas rurais, escassez de emprego e as elevadas taxas e impostos que incidem sobre empresas de transporte e de prestação de serviços (Imposto Simplificado para Pequenos Contribuintes, Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares, Imposto de Valor Acrescentado).

Ângelo Jaime destacou que a fiscalização parlamentar visa garantir transparência na gestão pública e salvaguardar os interesses da população. Mas “existem problemas que devem ser tratados ao nível do município, do governo executivo e dos serviços de representação do Estado”.

Contudo, há questões que não podem ser resolvidas localmente, pois são da competência do Governo Central. “Recebemos os problemas, encaminhamos às instituições responsáveis e cobramos soluções ao Governo”, disse.

Foram ainda apresentadas queixas sobre mau atendimento no centro de saúde do Dondo, especialmente cobranças monetárias feitas pelas parteiras no momento do parto. “Isto é preocupante e consideramos que são pontos negativos. Não podem ser cobrados valores que não se justificam”, acrescentou.

Diante destas inquietações, Ângelo garantiu que vai “fazer chegar as preocupações”, chamando atenção para também apresentarem-nas à assembleia municipal ou provincial porque são representantes do povo. (Narcísio Cantanha).

Dondo: Nova ponte conecta comunidades de Mussatue e Nhamigonha

Os povoados de Mussatue e Nhamigonha na localidade de Mútua, no distrito de Dondo, província de Sofala, contam desde há uma semana, com uma nova ponteca de travessia, entregue pelo governo distrital.

Há vários anos que as comunidades de Mussatue e Nhamigonha aguardavam pela ponte para facilitar a mobilidade de pessoas e bens, bem como o acesso a serviços sociais básicos antes separados pelas duas margens.

Durante a entrega da ponte, o administrador de Dondo, Adamo Ossumane, destacou a importância da obra para a melhoria das condições de vida da população.

“Esta ponte representa não apenas uma via de ligação, mas também uma oportunidade de desenvolvimento para as comunidades de Mussatue e Nhamigonha. Com ela, será mais fácil escoar a produção agrícola e garantir que os serviços de saúde e educação cheguem a todos sem interrupções”.

Esta construção de dois meses é o resultado de uma colaboração entre o Governo e um agente económico que explora a área, além do envolvimento activo da comunidade.

“É um ganho enorme, especialmente para as crianças, pois a escola fica na outra margem, e durante a época chuvosa era impossível atravessar”. Mesmo as mães tinham dificuldades para cuidar das machambas nas duas partes da comunidade.

As duas comunidades ainda precisam de salas anexas, escola, centro de saúde e acesso à água potável. São obrigações do Governo.

A comunidade de Mussatue 1 tem 25 famílias, enquanto a margem de Nhamigonha além de 52 famílias, existe outra comunidade, Mutondidzi com 30 famílias. Portanto, 107 famílias estavam isoladas. (Narcísio Cantanha).

Dondo prevê colher 87 mil toneladas de hortícolas na 2ª época

O distrito do Dondo, em Sofala, prevê alcançar uma produção estimada em 87 mil toneladas de hortícolas na 2ª época agrícola, superando a meta planificada em 70 mil toneladas, na presente campanha agrícola 2024/2025.

A informação foi avançada durante a visita aos campos agrícolas que tinha como objectivo auscultar às principais preocupações dos agricultores, relacionadas com o apoio ao escoamento da produção entre outras necessidades.

O Serviço Distrital de Actividades Económicas (SDAE) avaliou o aumento de 17 mil toneladas de diversas hortícolas.

“A fasquia é de 70 mil toneladas, mas o que nos mostram os campos nesta altura penso que iremos ultrapassar até ao final da campanha que agora vamos fechar, dando uma perspectiva de atingir perto de 87 mil toneladas de hortícolas”, disse o representante do director do SDAE, Miguel Rebeca, em Dondo.

Dondo entregou cerca de 135 quilogramas de sementes diversas a produtores localizados nas zonas de Samora Machel e Vale de Mútua Bloco-12 e de outras áreas de grande potencial produtivo onde estão concentrados pequenos produtores e associações agrícolas.

“Essa semente chegou aos produtores, dai que há essa reacção que nós estamos a observar neste momento de produção de horticultura”, avaliou Miguel Rebeca.

O destaque de sementes vai para tomate, cebola, repolho, alface e couve entregues. Uma parte dos produtos será para o consumo familiar e outra para abastecimento dos mercados urbanos.

O balanço do primeiro semestre de 2025 revela ainda que, para além da horticultura, o distrito registou 21 mil toneladas de cereais, reforçando a contribuição de Dondo para a segurança alimentar e o fortalecimento da economia agrícola da província de Sofala.

O posto administrativo de Savane e localidade de Chinamacondo são pontos que registaram a fraca produção de cereais em Dondo. (Narcísio Cantanha).

PARA REFLORESTAR: Chissange produz 20.000 mudas de diferentes espécies de árvores

No ano passado, a comunidade de Chissange, no distrito de Dondo, em Sofala, desafiou-se a produzir 20.000 mudas de várias espécies para reflorestar as áreas degradadas. Mas só conseguiu 9 mil, deixando a continuação do desafio para este ano.

A produção de mudas destinadas à recuperação das áreas florestais degradadas é uma iniciativa de grande impacto ambiental no povoado de Chissange. Esta acção resulta de um processo de capacitação comunitária sobre a gestão sustentável dos recursos naturais.

O supervisor de Relações Comunitárias no Dondo, Izequiel Bonda, sublinhou que os trabalhos actuais marcam uma etapa essencial rumo à restauração ambiental da região. “É o resultado dos treinamentos que demos sobre a gestão de recursos naturais. A comunidade percebeu a importância da floresta e os efeitos negativos de não a ter, o que é particularmente sentido em Chissange, uma área cuja floresta foi devastada no passado”.

O pacote de formação abordou de forma prática e teórica a relevância do reflorestamento e as consequências do desmatamento, com o enchimento de vasos e a preparação de viveiros, despertando o interesse das famílias locais em participar activamente na restauração das zonas afectadas.

“Aos poucos, a comunidade está a se engajar e assimilar as informações que transmitimos. Hoje vemos que o esforço está surtindo efeito, porque a população já entende os perigos da má gestão dos recursos naturais, como a escassez de material de construção, medicamentos tradicionais, chuva irregular e lenha para uso doméstico. Afinal, cortar árvores não é proibido, é proibido o abate indiscriminado”.

Em Chissange, a meta definida no ano passado é a produção de 20.000 mudas, no entanto, foram 9 mil mudas de diferentes espécies de árvores já conseguidas.

“Estamos a ficar sem floresta, [por isso], estamos a fazer enchimentos de vasos para depois lançar as sementes. Com estes treinamentos, já conhecemos a importância do reflorestamento”, disse o membro da comunidade de Chissange, Tomás José.

Isabel Manuel é também da comunidade de Chissange. Ela afirma que já se registam mudanças positivas no comportamento das pessoas relativamente ao meio ambiente em relação aos anos passados. “As coisas estão a mudar com o que estamos a aprender, muitos já temem fazer queimadas descontroladas e corte de árvores”. (Narcísio Cantanha).

Jovens “devem inspirar-se na Geração de 25 de Setembro”

Comemorando sob o lema “Forças Armadas de Defesa de Moçambique 61 ano, servindo com honra, defendendo com coragem, unido e patriotismo”, no distrito de Dondo, o Governo local quer que os jovens se inspirem na Geração de 25 de Setembro que lutou até alcançar a independência.

Na ocasião, o administrador de Dondo, Adamo Ossumane, apelou aos jovens a revestirem-se dos princípios de patriotismo, racionalidade e responsabilidade social, como forma de se absterem de actos de violência e da destruição da soberania nacional, garantindo um futuro promissor para Moçambique.

“A nossa missão é a consciencialização da juventude em matéria de patriotismo e racionalismo, porque, se colocarmos em causa esses valores, não conseguiremos construir o futuro risonho que pretendemos para o nosso país”, disse Adamo Ossumane, garantindo “a responsabilidade de conversar e educar, tanto nas escolas como nas comunidades, para que os jovens se apropriem do patriotismo”.

Na ocasião, Ossumane reconheceu o papel dos antigos combatentes. Eles “foram à luta sem pensar em subsídios, e hoje o governo reconhece o seu papel e os esforços que realizaram”. Com isso, “queremos criar projectos de rendimento para os nossos combatentes e os seus dependentes, de modo a garantir maior inclusão e melhores condições de vida”. Aliás, “os filhos e netos de combatentes terão consideração particular nos concursos de admissão ao aparelho do Estado, bem como em outras oportunidades oferecidas pelo governo, em reconhecimento ao papel histórico desempenhado pelos seus antepassados na conquista da independência e na defesa da soberania nacional”.

O governo de Dondo, igualmente, destacou os progressos registados nas últimas décadas, como estradas pavimentadas, fornecimento de água potável, expansão da rede de telefonia móvel e melhoria dos hospitais. “Continuaremos a expandir estes serviços, conscientes das necessidades que ainda existem, porque precisamos de fazer muito mais para a reconstrução do país”, disse Ossumane.

Em Dondo, as comemorações de 25 de Setembro foram marcadas por uma marcha das FADMs, deposição de flores, além de mensagens de apelo aos jovens para os valores patrióticos. (Narcísio Cantanha).

Detidos três jovens por vandalizarem material da EDM em Dondo

A Polícia da República de Moçambique (PRM) no distrito de Dondo, em Sofala, neutralizou três indivíduos por vandalizarem Postes de Transformação Eléctrica (PTE).

Os jovens também são indiciados de invadir edifícios em construção para roubar material no bairro de Macharrote. O material seria vendido no mercado negro.

Os indiciados confirmaram o seu envolvimento na venda de um poste de abastecimento de corrente eléctrica, mas refutam qualquer acusação relacionada com os fios da EDM.

“Vendemos um poste, eu e os meus colegas, pelo valor de 2.500 meticais, no bairro de Munhonha. Estamos presos por causa desse material, mas não aceito que os fios nos pertençam”, disse um dos jovens.

“Na verdade, apenas comercializamos. O poste de 6 metros foi roubado na zona do chefe do posto. Durante as buscas, acabei por ser detido. Quero esclarecer que esse material eléctrico não me pertence.”

O porta-voz da PRM em Sofala, Honório Chimbo explicou que “relativamente aos três indivíduos, já há bastante tempo que a polícia no Dondo desencadeava acções com vista à sua localização e neutralização, porque a população já vinha apresentando queixas de vandalização dos postes eléctricos”.

Os suspeitos eram trabalhadores de uma empresa terceirizada da Electricidade de Moçambique (EDM). Depois da rescisão dos seus contractos “decidiram vandalizar vários postos de transformação eléctrica e retirar materiais de casas em construção”, explicou Chimbo.

A PRM reforça o apelo contra a criminalidade: “Queremos desencorajar essa prática. O crime não compensa. Os autos foram lavrados e os mesmos serão encaminhados ao Ministério Público”. (Narcísio Cantanha).

Autoridades apreendem marfim em Dondo

A Polícia da República de Moçambique (PRM) no distrito de Dondo, em Sofala apreendeu duas pontas de marfim prestes a serem vendidas para cidadãos nacionais. Em conexão com o caso, um jovem encontra-se detido.

As duas pontas de marfim somando 20 kg foram apreendidas na última terça-feira numa mata, aguardando pelo fecho do negócio, na localidade de Mútua, em Dondo.

O suspeito nega a sua participação directa no crime, afirmando ter actuado apenas como intermediário e que receberia uma comissão de aproximadamente 5 mil meticais, correspondente a 1 kg do produto. Portanto, o produto seria vendido a mais de 100 mil meticais.

Segundo o porta-voz da PRM em Sofala, Honório Chimbo, o indivíduo é acusado de posse ilegal de espécies proibidas, neste caso pontas de marfim. “A polícia desencadeou acções que culminaram na neutralização do mesmo”.

Ele é confesso e alega ter recebido as pontas de marfim de um amigo que tinha como destino a venda”.

Para Chimbo, mais do que a detenção deste indivíduo, pretende reforçar que a província de Sofala não seja o corredor de tráfico de espécies proibidas. “Aquele que tentar terá o mesmo destino”. (Narcísio Cantanha).

Jovem indiciado de usar feitiçaria para roubar em Dondo

Um jovem encontra-se detido no Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) no distrito de Dondo indiciado de roubar nas residências com recurso a feitiçaria na calada da noite, no distrito de Dondo, província de Sofala.

O indiciado foi surpreendido na calada da noite da última quinta-feira no bairro de Macharrote na posse de um instrumento estranho considerado para o uso ritual (feitiçaria), como um dia normal para roubar.

Entre os bens apreendidos constam mesas, cadeiras, colunas, baldes, colchão, ventoinhas e outros utensílios, que teriam sido levados em diferentes residências.

O jovem detido confessa o crime de roubo a residências, entretanto, nega o objecto de feitiçaria, diz que não lhe pertencia.

“Estou preso por causa de roubar colunas, amplificadores, seis capulanas e três panelas. Tirei tudo numa casa cuja porta estava fechada. O curandeiro dele não sou eu, eu apenas usava chaves para abrir os cadeados”.

Já “no mercado, vi uma adolescente com uma capulana idêntica à minha. Perguntei-lhe onde encontrou e ela disse que a mãe lhe deu, porque namora um senhor. Liguei para a mãe da rapariga, que confirmou a verdade. Foi então que houve contacto com a polícia para fazer buscas. Com ele se encontraram também objectos tradicionais, tenho a certeza que usava isso para evadir nossas casas.”

O caso reacende preocupações em torno da utilização da feitiçaria como meio de intimidação ou manipulação no seio das comunidades.

O porta-voz da PRM em Sofala, Honório Chimbo, confirmou na última sexta-feira a detenção do jovem.

“Inicialmente, acreditava-se que se tratava de uma quadrilha, mas constatou-se que um único indivíduo estava perpetrando os crimes”, disse Honório Chimbo.

Neste momento, os bens recuperados estão no Comando Distrital da PRM do Dondo.

A PRM apela a todos os cidadãos lesados que se dirijam ao Comando para reaver os seus pertences.

“Este não é o primeiro registro do indivíduo no Comando distrital, configurando-o como reincidente. As autoridades certamente aplicarão uma medida mais severa, resultando em pena mais grave do que na primeira infracção”, disse.

A PRM apela à população para denunciar sempre os comportamentos suspeitos, por forma a reforçar a segurança. (Narcísio Cantanha).

Jornal Profundus

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