Manuel Rodrigues é o novo Secretário de Estado em Sofala

PROCFUC: A suposta ONG que burlou mais de cem pessoas em Dondo

Uma suposta Organização Não-Governamental “PROCFUC” burlou mais de cem pessoas ao cobrá-las entre 1.000 e 5.000 meticais com promessas de serem mobilizadoras comunitárias. A “cara” da alegada empresa em Dondo é de um jovem de 27 anos já a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM) pelo crime.

Com promessas de emprego e salários fixos de 8.500 meticais mensais, o suspeito conseguiu ganhar a confiança de dezenas de candidatos.

Para garantir o acesso às referidas vagas, os interessados eram instruídos a pagar valores monetários até 5.000 meticais. Muitos dos lesados chegaram até mesmo a assinar contractos de trabalho, com a esperança de estarem a iniciar uma nova etapa profissional.

Desde a última quarta-feira, o indiciado está sob custódia policial, alegando igualmente ser vítima da fraude.

O jovem conta que foi contactado por alguém a partir de Maputo, que lhe apresentou um suposto projecto de apoio a pessoas desfavorecidas.

“Fui contactado por uma pessoa que disse ter um projecto para ajudar pessoas carenciadas. Aceitei colaborar. Depois, ele disse que uma mão lava a outra, ou seja, as pessoas deveriam pagar para fazerem parte do projecto”.

Inicialmente convenceu duas pessoas que aliciaram as outras. Os pagamentos feitos pelas vítimas eram transferidos para si, e mandava ao suposto responsável do projecto em Maputo.

Uma das vítimas e também recrutadores conta que “o dinheiro era depositado na conta dessa pessoa [indiciada]. Eu só entregava os contractos e orientava as assinaturas. Cheguei a desconfiar quando percebi que as coisas não estavam claras e decidi procurar a polícia, expliquei tudo. Também paguei o valor, por isso digo que fui burlado”.

O Sub inspetor da Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Sofala, Honório Chimbo explicou que o indiciado anteriormente era trabalhador de uma Organização Não-Governamental que operava no distrito do Dondo.

O indiciado idealizou um falso projecto, criou a empresa fictícia e produziu contractos falsos.

Sub inspector da PRM na província de Sofala, Honório Chimbo, falando a imprensa, na frente de alguns burlados

“As cobranças variavam entre 1.500 e 5.000 meticais, dependendo das condições das vítimas. Quem tinha mais pagava mais por carteira móvel ou [dinheiro] físico”.

O mês de julho estava previsto para o início das actividades. Quando este período falhou sem actividades de mobilização comunitária, uma das vítimas denunciou à Polícia da República de Moçambique.

A PRM disse que “as investigações continuam, e neste momento ainda é prematuro avançar com o número exacto de vítimas e o montante total dos prejuízos, visto que as denúncias continuam a aumentar. Estimamos já mais de 100 vítimas identificadas”.

Os autos que fundamentam a sua detenção ainda estão a ser finalizados para a respectiva responsabilização criminal.

As autoridades apelam à população para denunciar quaisquer casos semelhantes.

Agente da UIR  condenado a 14 anos de prisão por assalto

O Tribunal Judicial da província de Sofala condenou hoje, na cidade da Beira, um agente da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) a uma pena de 14 anos de prisão, por envolvimento em assalto armado, que resultou no roubo de 250 mil meticais e dois celulares.

Trata-se de Manuel Daidai João, uma gente da UIR – parte das forças especiais da Polícia da República de Moçambique (PRM).

Durante o julgamento, o Tribunal Judicial da província de Sofala provou que na noite do dia 22 janeiro do ano em curso, Manuel João, com um comparsa fugitivo, assaltou, com recurso a uma arma do tipo pistola, das Forças de Defesa e Segurança (FDS) um agente de carteira móvel, no bairro da manga, na cidade da Beira.

A Juíza do Tribunal Judicial de Sofala, Ana Muchacha, declarou: “O arguido chegado àquele local, transportado por uma motorizada, questionou ao ofendido se o mesmo poderia fazer o câmbio da moeda kwacha, e o mesmo teria respondido  que não, e dito para se aproximar ao portão, que era onde se fazia o tal trabalho. O arguido simulou devolver o dinheiro ao bolso e retirou uma arma, do tipo pistola, e ameaçou o ofendido, que, por sua vez, se envolveu em confronto físico com o arguido. O comparsa do arguido arrancou a pasta que o ofendido trazia, depois se colaram em fuga em uma motorizada”.

O agente da UIR perdeu o confronto físico com o agente de carteira móvel, tendo conduzindo-o às autoridades policiais.

Manuel João foi condenado a “pena de 14 anos de prisão pela prática de crime de roubo agravado, previsto e punido nos termos dos artigos 279 e 280, alínea a) b) e c), todos do Código Penal; máximo de imposto de justiça 2 mil meticais de monumentos a defesa; e pagar ao ofendido a uma indemnização de 263.350 meticais pelo prejuízo e 50 mil meticais pelos danos materiais”, lê-se na sentença.

MAPUTO: Direcção Provincial da Educação cancela Avaliações Provinciais por fraude

A Direcção Provincial de Educação decidiu anular as provas realizadas na quarta e quinta-feira, dias 6 e 7 de Agosto de 2025; e cancelar as provas que estavam previstas para sexta-feira, dia 8 de Agosto de 2025. Em causa está a fraude que envolve provas resolvidas antes das realizações.

A realização das avaliações trimestrais do segundo trimestre – 2025, que decorrem desde o dia 4 de agosto corrente, “constatou-se que houve vazamento das provas e as respectivas guias de correcção, ao que se considera que os alunos tiveram acesso às provas antes da data da sua realização. Este facto pode afectar sobremaneira ao alcance dos objectivos da avaliação previstos no artigo 6, do diploma legal já citado”, diz a Direcção.

Em virtude do ocorrido, a Direcção Provincial da Educação, no contra-senso da sua competência de elaboração da avaliação trimestral do segundo trimestre, comunica aos Serviços Distritais de educação, Juventude e Tecnologia (SDEJT) que:

“Ficam anuladas provas realizadas na quarta e quinta-feira, dias 6 e 7 de Agosto de 2025; e ficam canceladas as provas previstas para sexta-feira, dia 8 de Agosto de 2025”, lê-se no comunicado ref:860/DPEM/DPGO/0022025 da Direcção Provincial da educação, datado de 8 de agosto.

O documento dirigido aos SDEJT ainda explica que a Direcção Provincial da Educação, oportunamente, comunicará sobre a realização das provas em causa. (Muamine Benjamim).

ONU condena ‘assassinato’ de seis jornalistas palestinos ‘perpetrado por Israel’ em Gaza

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou “o assassinato por parte do Exército israelense de seis jornalistas palestinos” cometido na noite de domingo (10) em Gaza, em um comunicado publicado no X. O organismo acusou Israel de ter “mirado contra a tenda onde estavam cinco funcionários da rede catari Al Jazeera, o que “constitui uma grave violação do direito internacional humanitário”, disse o texto. Um jornalista independente que colaborava ocasionalmente com meios locais também morreu no ataque.

“Israel deve respeitar e proteger todos os civis, incluindo os jornalistas”, destacou o Alto Comissariado, ao recordar que “pelo menos 242 jornalistas palestinos foram assassinados na Faixa de Gaza” desde 7 de outubro de 2023, quando um ataque do Hamas em Israel desencadeou a ofensiva no território. “Exigimos um acesso imediato, seguro e sem obstáculos a Gaza para todos os jornalistas”, acrescentou.

Entre as vítimas do bombardeio está Anas al Sharif, de 28 anos, um dos rostos mais conhecidos entre os correspondentes que cobriam diariamente o conflito. O Exército israelense afirmou que era um dos seus alvos, ao qualificá-lo de “terrorista” que “se passava por jornalista”. A organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) denunciou, por sua vez, “com força e indignação o assassinato reivindicado” por Israel de Al Sharif, que era “a voz do sofrimento imposto por Israel aos palestinos de Gaza”.

ONU condena ‘assassinato’ de seis jornalistas palestinos ‘perpetrado por Israel’ em Gaza | Jovem Pan

Cadeia de Nhamatanda ultrapassa limite de 120 para mais de 700 reclusos

Há superlotação de reclusos nas cadeias distritais na província de Sofala. O destaque é de Nhamatanda que vai além de 700 reclusos cujo estabelecimento foi projectado para 120, anunciou o secretariado da Provedoria de Justiça.

O secretário da Provedoria de Justiça na província de Sofala, Mário Sewana, falou na última quarta-feira, no Dondo em Sofala durante a visita de trabalho em duas componentes: divulgação do provedor de justiça e fiscalização das direcções distritais.

“Estamos a chegar três vezes mais o número da população previsto para os estabelecimentos. Fomos visitar um estabelecimento em Nhamatanda que foi desenhado para 120 pessoas e actualmente acolhe mais de 700. Isso é alarmante”, disse Mário Sewana.

Sendo preocupante, segundo o secretário, a alternativa é a construção de novos estabelecimentos, para descongestionar as prisões.

“O governo já desenhou um programa para um distrito, uma penitenciária. Nós pensamos que, a breve trecho, vamos conseguir amainar essa situação”.

Questionado sobre o início das obras “”Um distrito, Uma penitenciária”, Sewana respondeu: “não sei dizer quando vai arrancar a construção, porque, eu como cidadão atento, ouvi essa informação na rádio”.

Sem entrar em detalhes sobre a situação específica da penitenciária do distrito do Dondo, o secretário da Provedoria de Justiça em Sofala avançou que os principais desafios enfrentados pelo Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP) naquele distrito estão ligados à insuficiência de meios materiais e ausência de meios circulantes, além de superlotação.

Ao mesmo tempo, o responsável lamentou a fraca comunicação entre a população e a Provedoria de Justiça, apesar da existência de diversos canais formais e informais para facilitar o contacto entre os cidadãos e a instituição.

“Existe uma falta de comunicação entre a população e a Provedoria de Justiça. Todas as instituições do Estado podem remeter documentos ao provedor, por exemplo, através do Instituto do Patrocínio e Assistência Jurídica (IPAJ), que tem a competência para fazer esse encaminhamento. Outro canal é Assembleia Municipal, que, por obrigação legal, também pode fazer chegar documentos à Provedoria”, explicou.

O responsável recordou ainda que a instituição está presente em diversas plataformas, o que facilita o contacto directo dos cidadãos. “As queixas podem ser apresentadas por telefone, e-mail, Facebook, WhatsApp e, naturalmente, por escrito — que continua a ser o método clássico, todos esses meios estão disponíveis ao público.”

O número de queixas anuais continua elevado, o que demonstra, segundo o secretário, não apenas a dimensão das inquietações da população, mas também a necessidade de melhorar a circulação de informação sobre os mecanismos de denúncia existentes.

Apenas ilustração, não é imagem daquela cadeia.
Apenas ilustração, não é imagem daquela cadeia.

“Nós já estamos a receber um pouco mais de 700 queixas por ano”, revelou, indicando que a maioria dessas preocupações está relacionada com o acesso à justiça, funcionamento dos serviços públicos, violações de direitos e conflitos comunitários.

A Provedoria de Justiça é um órgão independente que actua na protecção dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, fiscalizando a actuação da administração pública.

Em Sofala, a instituição tem procurado reforçar a sua proximidade junto das comunidades, com acções de sensibilização e atendimento descentralizado. (Narcísio Cantanha).

ABIGAIL DRESSEL: De volta para aprofundar relações entre EUA e Moçambique

A Embaixada dos Estados Unidos da América em Moçambique tem o prazer de anunciar a chegada, a 11 de Agosto, da Encarregada de Negócios Abigail L. Dressel, que irá liderar a Missão dos Estados Unidos no país.

Abigail L. Dressel, diplomata de carreira, irá trabalhar para aprofundar as relações entre os Estados Unidos de América e a República de Moçambique.  “É, para mim, uma honra regressar a Moçambique, um parceiro estratégico dos Estados Unidos”, declarou Abigail L. Dressel. “Estou comprometida em reforçar a nossa parceria, com o objectivo de fazer os nossos dois países e povos mais seguros, fortes e prósperos.”

Esta é a sua segunda missão no país e a terceira no continente africano, o que reflecte o seu profundo conhecimento sobre o mesmo e o compromisso duradouro com a região.  Entre 2019 e 2022, desempenhou funções como Chefe-Adjunta da Missão nesta mesma embaixada. Lê-se na nota da Embaixada dos Estados Unidos da América em Moçambique, emitida hoje, segunda-feira.

Com mais de 20 anos de experiência no serviço diplomático, Abigail L. Dressel possui uma vasta experiência em posições-chave de liderança na promoção da política externa dos E.U.A. em África, América Latina e Europa.  Antes de regressar a Moçambique, foi Encarregada de Negócios e Chefe-Adjunta da Missão junto à Embaixada dos E.U.A. em Buenos Aires, Argentina (2022–2025).  Exerceu ainda funções como Conselheira de Assuntos Públicos nas missões dos E.U.A. no Brasil e na Colômbia, bem como Cônsul em Minas Gerais, Brasil.

Ao longo da sua carreira, serviu também nas embaixadas dos E.U.A. em Portugal, Angola, Peru e El Salvador.  Em Washington, liderou a comunicação estratégica internacional como Directora no Gabinete de Assuntos Públicos Globais do Departamento de Estado.  Durante a sua carreira, a Abigail L. Dressel foi reconhecida com vários prémios, incluindo o prestigioso Prémio Presidencial de Carreira, em reconhecimento pela sua liderança excepcional e serviço dedicado.

Natural de Wallingford, no estado do Connecticut, a Abigail L. Dressel é licenciada em Relações Internacionais pela George Washington University.  Fala fluentemente Português e Espanhol.  É casada e mãe de dois filhos.

 

PROGRESSUS: “Dia do Campo” descobre produtor de sucesso em boas práticas de agricultura

Entre de 22 Abril a 16 de Maio, o Parque Nacional da Gorongosa (PNG) juntou cerca de 800 agricultores da sua Zona de Desenvolvimento Sustentável (ZDS) no “Dia de campo” para a troca de experiências em boas práticas de agricultura. Nesses encontros, fazem parte as comunidades que recebem sementes e técnicas para garantir a produção e produtividade, além de actividades integradas de nutrição, saúde sexual reprodutiva e reflorestamento.

O “Dia de Campo” envolveu actividades que colocam os produtores numa atenção para a sua solução de dificuldades enfrentadas nos respectivos campos de produção agrícola, baseando-se em experiências de outros produtores na disseminação de tecnologias como, por exemplo, a exposição de insumos agrícolas, vantagens de sementeira em linha, rotação de culturas, preparação do solo, controlo de pragas, informações de como adquirir e usar semente certificada, sistema de irrigação, máquina manual e a combustível de debulhar milho.

 

Um caso de sucesso

A localidade de Bebedo, distrito de Nhamatanda acolheu o evento no dia 7 de Maio de 2025, onde o produtor campeão, António Chelique, mostrou as suas potencialidades de produção de gergelim de cinco hectares e 73 plantas de cajú. “Abracem a agricultura”, chamou atenção depois de garantir que este ano contando com a produção toda poderá ultrapassar os 270.000 meticais que ganhou em 2024.

“Comecei a construir a minha casa [melhorada na Vila] de Nhamatanda com o dinheiro que ganhei no ano passado. Continuou a investir na educação dos meus cinco filhos, além de garantir alimentação e outras despesas de casa”, revelou António Chelique. “Este ano 2025, vou terminar a minha casa, falta apenas cobertura”, garantiu.

“As sementes são tantas”, mas é preciso avaliar a validade, capacidade de produção e respectiva época, perspectivando a produtividade, chamaram atenção os produtores experientes, igualmente, para evitar a alegação de que as sementes são podres, por isso, não germinam. Exemplo, existem sementes condicionadas em ambientes próprios, se comprar ou receber enquanto não estiver com solo pronto, têm poucas possibilidades de germinar mesmo quando lançadas. Assim, não terá como garantir a segurança alimentar, além de que temporariamente alguns animais invadem os campos, apesar da rotineira fiscalização. São algumas preocupações e técnicas partilhadas entre produtores numa exposição de dúvidas que podem ser resolvidas por António Chelique.

O SLDP, além de instruir em técnicas de produção agrícola, apoia através de uma comparticipação para a aquisição de um sistema de irrigação ou máquina de debulhar milho (a manual ou combustível) aos produtos de subsistência.

Produtor, António Chelique, explicando sobre as técnicas de produção de gergelim, no interior de Bebedo, distrito de Nhamatanda.

Na Zona de Desenvolvimento Sustentável do PNG, António Chelique é um produtor inspirador. Já completou o pagamento de (70%) 39.900 dos cerca de 57.000 meticais referente a uma máquina de debulhar milho. No “Dia de Campo”, todos pretendiam recorré-lo para debulhar com valores simbólicos pela rapidez e eficiência.

Em outras palavras, no “Dia do Campo” não é apenas para se descrever a produção de um produtor modelo ou simplesmente partilhar ideias, mas também haver aprendizagem de o que um agricultor fez de bom e de errado para os outros seguirem o exemplo de boas práticas na melhoria dos respectivos produtos, garantindo produtividade.

 

Sobre SDLP e Progressus

Em 2021, o Projecto de Restauração da Gorongosa (PRG) abordou a Embaixada dos Países Baixos (EKN em Moçambique) para a implementação de um Programa de Segurança Alimentar e Nutricional (FNS) na região centro de Moçambique. Com os seus parceiros, Right to Play (RTP) e Resilience, submeteu uma proposta Programa Desenvolvimento Sustentável de Meios de Subsistência sobre as Comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável”, em inglês Sustanaible Livelihoods Development Program (SLDP), que foi aprovada pela EKN em Julho de 2022.

O SLDP centra-se na melhoria das condições socioeconómicas das comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável, aplicando um financiamento de 20 milhões de Euros em 5 anos (2022-2027). O plano é abranger 45.000 beneficiários directos, dos quais 15.000 Produtores do Sector Familiar e 30.000 membros das comunidades alcançadas pelas campanhas de sensibilização em matérias de nutrição e WASH.

O PRG e parceiros actuam na Zona de Desenvolvimento Sustentável (ZDS) ou ZTG, nomeadamente, Cheringoma, Dondo, Gorongosa, Maringué, Muanza e Nhamatanda, intervindo para contribuir no aumento da produção agrícola, a melhoria dos índices de nutrição, o fornecimento de água de qualidade, saneamento básico do meio e iniciativas de promoção de saúde sexual e reprodutiva, com enfoque nas mulheres e jovens. O SLDP também está a contribuir para o reflorestamento e conservação da Biodiversidade no PNG e na sua ZDS.

Portanto, o Progresso, do latim “Progressus” surge para promover o envolvimento de mais mulheres e jovens nas diferentes intervenções do SLDP e dar mais visibilidade ao Programa. (Progressus).

MORREU DANIEL BERO: Homem que viajou várias vezes de Moçambique a Malawi a pé para ter bíblia na guerra dos 16 anos

Não é apenas por ser um homem da igreja que chamou atenção a sociedade, mas por ser pai de 11 filhos, 53 netos e 82 bisnetos. Com a sua morte no dia 7 de agosto de 2025, Daniel Bongesse Bero, aliás, “Bispo Dom Daniel Bero” como era considerado por causa das suas acções, também deixa três Irmãs da católica (uma é sua filha, as restantes netas), além de um neto padre, seguindo o legado.

Daniel Bongesse Bero faleceu na última quinta-feira, na residência do seu filho, no posto administrativo de Sena, distrito de Caia, no Centro de Moçambique.

A descrição de Daniel Bero não é apenas pela Paróquia Santa Catarina de Sena ou religião ou mesmo bondade, mas também pelos 100 anos que teve, número de filhos que lhe deram netos e bisnetos alguns deles, hoje, dirigentes e religiosos.

Daniel Bero teve uma história marcante na vida de fiéis, cristãos e padres por onde passou. Era considerado, igualmente de Bispo Dom Daniel Bero, não pela formação, mas pela sua dedicação a acções da igreja católica.

Durante a guerra civil que durou 16 anos, Daniel Bero sacrificou a própria vida, fazendo viagens a pé de Moçambique (Chemba) ao vizinho Malawi para adquirir Bíblias Sagradas com o objectivo de evangelizar os cristãos no seu país.

Antes de sua conversão, Daniel Bongesse Bero vivia na poligamia, mas ao conhecer a “Palavra de Deus, entregou-se a Jesus Cristo”, contraindo matrimónio apenas com Rosália com quem teve a maioria dos filhos, afastando-se das outras com as quais também teve filhos.

Nascido a 01 de junho de 1925, no distrito de Chemba em Sofala, Daniel Bero tornou-se animador da Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus de Chemba por 5 anos. E entre 1972 e 1982 fundou várias comunidades cristãs em Sinocoza (Chemba), Marínguè e Caia, distritos vizinhos dentro da província.

Ontem, sábado, as paróquias Santa Teresinha do Menino Jesus e Santa Catarina de Sena reuniram-se para homenagear “Dom Daniel Bongesse Bero”, dando-lhe adeus.

Pelo seu compromisso com a fé, pela coragem no anúncio do Evangelho e pela formação de comunidades em contextos difíceis, as paróquias Santa Teresinha do Menino Jesus e Santa Catarina de Sena reconhecem Dom Daniel Bongesse Bero com o título simbólico de Honoris Causa, como sinal de honra, gratidão e profundo respeito ao seu testemunho cristão.

Os restos mortais de Daniel Bero jazem no Cemitério 25 de Setembro, em Sena. (Rosário Phoinde).

Manuel de Araújo condenado a 2 anos de prisão

O Tribunal Judicial da Cidade de Quelimane decidiu condenar o edil do Conselho Municipal de Quelimane, Manuel de Araújo, a dois anos de prisão por desobediência, uma pena que foi convertida numa multa diária de 100 meticais ao longo de dois anos. O valor será liquidado pela edilidade.

Em causa está o incumprimento de uma ordem emitida pela Procuradoria Provincial da Zambézia, que determinava a remoção de barracas móveis instaladas na Avenida Marginal. Segundo a acusação, as estruturas montadas junto à orla do Cuacua, violavam regulamentos municipais sobre ocupação do espaço público e representavam riscos de segurança.

São barracas nas quais as mulheres, muitas delas desfavorecidas, confeccionavam pratos tradicionais, representando uma fonte essencial de rendimento para as famílias.

Araújo confirmou a condenação, classificando o processo como “politizado” e sem “nexo entre o argumento do tribunal e a realidade”.

“Ontem estivemos no tribunal do distrito de Quelimane e o município foi condenado porque deixamos as nossas mães alguns dias na Avenida Bonifácio Gruveta, a Avenida Marginal. São mães desempregadas e viúvas que não tinham o que dar aos seus filhos, e o tribunal disse que não, que aquelas mães não tinham o direito de alimentar os seus filhos, que deveria tirá-las dali”, disse o edil citado pela DW.

“As leis devem proteger as pessoas, e não esmagá-las. Estas mulheres não tinham outra forma de sustento. O que se fez aqui foi condenar a sobrevivência.”

edil justificou que o período em que foi emitida a ordem coincidiu com as manifestações pós-eleitorais ocorridas no início deste ano.

As mulheres seguem à procura de outros espaços, enquanto o edil diz que vai recorrer da sentença.

Jornal Profundus

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